O governo atravessa uma crise de identidade
A classe política vive momento de incerteza.
Sim, não é sem motivos, porque há muito tempo o povo está
sem representantes legítimos no Congresso. Há muitos anos os políticos não abrem
diálogo com os seus eleitores; apenas em campanha eleitoral. Encastelados no
poder, os políticos governistas preocupam-se apenas com as decisões que lhes
oferecem benefícios. Enfim, interesses próprios. Depois de muitos desgovernos,
movidos por corrupções e autoritarismos, os protestos nas ruas serviram para
mostrar que a representatividade política da sociedade é quase nula, sem
credibilidade, havendo a necessidade de fusões partidárias e de novos partidos
que realmente representem os anseios da população. Com uma megabase aliada, em
garantia da governabilidade, não haveria razões para deixar o país na situação
em que se encontra. Vide manifestações estudantis! Atualmente, são 22 partidos
e 40 ministérios aquinhoados no Planalto, com a missão primordial de conduzir o
Brasil ao crescimento em todas as áreas deficitárias do governo. Em
pronunciamento, dia 21, a presidente anunciou que “muitos projetos ainda não
foram aprovados, devido às limitações políticas e econômicas”. Limitações
políticas ou crise de identidade, com essa megabase? Limitações econômicas, com
40 ministérios, doações financeiras a outros países, além de outros
desperdícios e benevolências, como o Bolsa Copa? De repente, sai do fundo da
cartola um edital que permite a abertura de investimento da ordem de 100
milhões, para estímulo à criação
de vagas de residência nos hospitais. Se antes já existiam dificuldades
políticas, a partir de agora, então, elas tenderiam a aumentar, considerando
que as manifestações de protestos serviram para mostrar que há necessidade de
uma forte oposição ao governo. Possivelmente, a megabase tenderia a ser desfeita
muito em breve, pois julho 2014 é o prazo para os partidos políticos e as coligações formalizarem a
solicitação de registro da candidatura de seus filiados.
Celso Pereira Lara
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