quarta-feira, 21 de agosto de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
247-Reflexões sobre Fora do Eixo, Mídia Ninja, Black Bloc
SEITA, ONG e GRUPO que se dizem independentes
Como explicar que estudantes universitários se deixam
cooptar por esse tipo de seita? Há algo
de muito errado, assustador, sendo gerado no ventre da nossa sociedade. O medo
parece tomar conta das pessoas esclarecidas, aquelas que não querem nem ouvir
falar em ditadura, fascismo, comunismo ou radicalismos. Nesse cenário, para
onde estamos caminhando? Nas explicações quanto ao envolvimento partidário, Capilé e Torturra
saíram pela tangente, despejando vocabulário padrão petista e gerando
interpretações equivocadas. Não há nenhum doutor em Economia ou Finanças, na
face da Terra, que decifre a linguagem utilizada por eles para explicar o financiamento
da Seita e da ONG. Outra novidade é que eles se utilizam de moeda própria
(moeda paralela!) que ninguém sabe o que é ou como funciona. Para os simpatizantes, os dois representantes desses novos
movimentos, na entrevista, deram um show e uma aula de comunicação (!). Os
líderes fazem críticas
à grande mídia e declaram que o objetivo é se transformarem em grande rede que
abranja o país inteiro, entretanto esquecem-se de que assim agindo estariam
ocupando o mesmo espaço da grande mídia, ou seja, uma clara tentativa de
dominação jornalística no país. Decerto que isso é muito grave e preocupante,
na medida em que se valem da nossa ainda débil democracia para por em prática
métodos utilizados em países comunizados. É bem
verdade que a Mídia Ninja foi criada juntamente com o PSOL, em fins 2005, e tem
fortes laços políticos com a cúpula do partido, entretanto, não se pode
desprezar o envolvimento com a cúpula petista, o que induz a acreditar que
também faz parte dos projetos inconfessáveis do PT. Há registros de que a ONG
Coletivo Mídia Ninja recebe ajuda dos governos federal e municipal do PT, em
São Paulo. Por outro lado, Capilé afirma que não recebe financiamento do partido,
porque sua ONG seria autossustentável (!). Observa-se que essas organizações nasceram no vácuo de uma
geração que só conhece o PT, com a sua forma de governo e falta de ética para
tratar de qualquer assunto de interesse da sociedade. Jovens universitários, que
abrem mão de ambições individuais em troca de uma vida compartilhada, de uma
existência coletiva em que dividem quartos, roupas, espaço, e abdicam de tempo
livre em nome da construção de “algo novo”, ainda que sem receber remuneração
alguma, das duas, uma: ou são inocentes, despreparados politicamente, ou o
fazem pelo idealismo revolucionário impregnado nas salas de aulas e nos diretórios
acadêmicos das universidades do Brasil. O que causa muito temor é o fato de que
nas casas coletivas já está implantada e funcionando a ideologia marxista,
levando a consciência coletiva a ficar cada vez mais dependente de seus
algozes, os quais a conduzem à submissão radical, intelectual e psicológica. Não
é sem motivos que os relatos das pessoas que conseguiram escapar dessas seitas
são chocantes e abomináveis ao extremo. Além do mais, servem para alertar os
poderes constituídos da iminente possibilidade de um “Golpe Comunista 2014 no Brasil”.
Celso Pereira
Lara
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
246-Fora do Eixo, Mídia Ninja, Black Bloc
SEITA, ONG e GRUPO que se dizem independentes
Por que a mídia tradicional ainda não revelou tudo sobre
essas três entidades? Ou será que estão juntando material para fazer uma
reportagem bombástica num momento mais favorável?
O programa Roda Viva, da TVE, apresentou, no dia 5, uma
entrevista com os convidados Pablo Capilé e Bruno Torturra, fundadores do Fora
do Eixo e da Mídia Ninja. Ao final, parecia que não houve respostas aos
entrevistadores, pelo fato de elas terem sido evasivas, impalpáveis, nada
conclusivas.
Fora do Eixo – uma seita
Circuito Fora do Eixo ou "Fora do Eixo" é uma
rede de trabalhos formada no final de 2005 por produtores culturais que queriam
estimular a circulação de bandas, o intercâmbio de tecnologia de produção e o
escoamento de produtos nesta rota. Hoje, a rede ocupa 25 estados brasileiros e
tem presença declarada em 200 cidades. Na prática, o Fora do Eixo é uma
cooperativa de pequenos produtores de eventos. De acordo com Capilé, graças ao
empreendimento que ele mesmo idealizou, 30 mil artistas conseguem sobreviver de
suas próprias músicas. Os shows que eles organizam têm ingressos a preços populares
e eventualmente são gratuitos. Segundo a Folha, o Fora do Eixo captou cerca de
12 milhões de reais de verbas do governo entre 2010 e 2012. A explicação sobre
a administração financeira, que Capilé domina muito bem, deixou perplexos os
jornalistas entrevistadores. Explicou à sua moda, numa linguagem nada
convencional, o que não convenceu a todos.
Segundo relatos de dissidentes, Fora do Eixo é uma monarquia
absolutista, onde é proibido questionar Pablo Capilé. "A sociedade Fora do
Eixo é rigidamente hierarquizada, em que as pessoas são submetidas a uma forma
moderna de escravidão. Ninguém recebe salário ou algo semelhante; no máximo, as
pessoas ganham um “bônus”, uma moeda inventada por Capilé. Para sair da Casa, é
preciso pedir permissão. É uma tortura morar na comunidade, submetida à
ditadura de Pablo Capilé e de alguns de seus ministros". Em várias cidades
há casas coletivas, onde moram e trabalham seus integrantes. Um dos depoimentos
mais fortes é o da jornalista Laís Bellini, que morou no ano passado na
principal casa da organização, no centro de São Paulo. Ali, conviveu com Pablo
Capilé, 34 anos, fundador do Fora do Eixo, a quem chama de rei de uma ditadura
monárquica, que promove o escravismo mental e financeiro da seita. Capilé chega
a ser considerado um psicopata, por utilizar métodos de escravidão aos que
habitam nas casas coletivas.
Fora do Eixo - uma nova sociedade
Capilé montou uma organização fascista para explorar mão
de obra numa ponta e conseguir financiamento público na outra. Estatais e
governos patrocinam essa organização, que age e recebe em nome de artistas,
apropriando-se do trabalho deles. Relatos de dissidentes descrevem a realidade
autoritária e psicológica aplicada, e o discurso imposto nas sedes da
organização, que na realidade são técnicas esquerdistas, típicas de movimento
revolucionário. Jovens maiores de idade, universitários, se submetem a trabalho
humilhante em nome de uma “causa”, mas são iludidos, e por serem
intelectualmente despreparados, tornam-se presas fáceis. São vítimas da
consciência coletiva.
Mídia Ninja – um jornalismo perigoso
O programa Roda Viva terminou da mesma forma como
começou, sem que ninguém tivesse entendido nada da essência ou das finalidades
do Coletivo Mídia Ninja ou “Mídia Ninja“. Se a entrevista não foi nada
esclarecedora, tudo ficou ainda mais confuso. De fato, os dois rapazes não
estavam lá para elucidar coisa alguma para ninguém. Pela intencional falta de
clareza nas explicações e por serem tão sinistros seus propósitos, tudo acaba
reforçando a ideia de que há uma possível ligação com os partidos da esquerda
radical, principalmente o PT, que lembra um polvo com braços para todos os
lados. Afinal, de onde vem exatamente o dinheiro que financia os ninjas e qual
o seu “modelo de negócios”? Pablo Capilé disse que é o coletivo que banca a
Mídia Ninja. Textos divulgados nas redes sociais acusam a organização de agir
como uma seita e de promover uma escravidão "pós-moderna", por não
remunerar artistas em eventos que são patrocinados com dinheiro público ou de
investidores privados; não efetuam pagamentos a seus funcionários escravos;
tentam desmoralizar as Polícias. Certamente que essas são as características do
marxismo. Bruno Torturra é o fundador da Rede da Marina Silva, com muitas
ligações com ela. Os rapazes Torturra e Capilé viveram momentos de “celebridade” na mídia conservadora e na Rede
Globo, por terem cedido flashes de cobertura dos vandalismos praticados nas
manifestações de protestos em junho. Afinal, a Mídia Ninja seria mesmo
independente? Bruno Torturra disse na entrevista: "E, quando arrumar tempo
livre, vou tentar ver um filme, ler um livro, tomar LSD e falar sobre
passarinho...". Talvez ele tenha dito que tomaria LSD somente para gerar
polêmica. E, talvez, se algum curioso tivesse levantado a questão, ele poderia responder
que LSD significa Leite de Soja Desnatado! Bruno Torturra & Pablo Capilé:
os ditadores na nova geração revolucionária. E, por serem considerados
vertentes do PSOL e do PT, são ninjas petralhas.
Grupo Black Bloc – coirmão da Mídia Ninja
Surgidos nos movimentos de junho, os Black Blocs
vestem-se de preto, usam máscaras ou panos para esconder o rosto. O grupo tomou
a linha de frente das manifestações, de forma anárquica, com enfrentamentos a
policiais e atos de destruição a patrimônios públicos e privados. "Nós lutamos contra tudo o que reprime,
tudo o que nos aprisiona. Reivindicamos o direito da sociedade e damos voz e
apoio ao povo", diz um membro do Black Bloc. A ideologia que seguem é o
anarquismo, entretanto esses atos não foram contestados tanto por Capilé quanto
por Torturra, durante a entrevista. Não responderam que não eram nem a favor
nem contra os vandalismos. Lógico que violência fomentada pelos Black Blocs gera
notícias para a Mídia Ninja, que sobrevive disso. E, possivelmente, os blocs
devem ser financiados pelos ninjas. Por que, durante as manifestações, outros
jornalistas foram expulsos pelos Black Blocs? Concorrência desleal, não é? E a
democracia?
Celso
Pereira Lara
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
245- Partidos políticos brasileiros
Para que servem tantos partidos políticos?
A pluralidade
partidária faz parte da democracia brasileira. São trinta legendas ativas,
registradas no TSE. Trata-se de um verdadeiro emaranhado de siglas e
nomenclaturas que, em sua maioria, são desconhecidas pelo eleitorado
brasileiro. São muitos os partidos sem expressão política, sem vida útil, considerados
“nanicos” e parasitas na esfera pública, que se prestam apenas a fazer
coligações para sobreviverem. Eles não apresentam seus candidatos à Presidência
da República, mas preferem fazer alianças com partidos grandes, para eleger um
presidente e garantir a sua existência nos banquetes do governo. Por isso, são classificados,
também, como partidos de aluguel. Os partidos raquíticos que não formaram
aliança nas eleições, mas conseguiram eleger deputados ou senadores, têm
grandes possibilidades de serem convidados pelo governo a integrar a base aliada
e conseguir maioria para aprovação de seus projetos no Congresso. Atualmente, a
base do governo congrega 22 partidos. É notório que muitas dessas facções são criadas
por familiares, formando verdadeiros clãs, cujos indivíduos ocupam os cargos
mais altos na hierarquia, tornando-se políticos profissionais com reduzida experiência
e recebendo salários. Essa descomunal variedade partidária seria de fato
interessante ao nosso processo democrático? Ou ela só serve de moeda para o
comércio de interesses de grupos que visam o poder? A multiplicidade de ideias
e ideologias só serve para confundir os eleitores. Nem tanto, nem tão pouco! O
entendimento de que a exclusão dos partidos “nanicos” seria uma medida
ditatorial poderia ser minimizado, se houvesse a proibição de alianças no
primeiro turno das eleições. Isso seria possível na reforma política, mas não é
conveniente aos legisladores. Esses partidos de terceira dimensão arrastam-se
por longos anos, sobrevivendo do recebimento de dinheiro público do Fundo Partidário.
Apesar dessa infinidade de agremiações, tudo se resume em dois grandes blocos:
PT/PSDB e PMDB/PSB. A
grande quantidade de siglas, ainda existentes, se deve à nova Constituição de 1988, que permitiu
ampla liberdade de organização partidária. Em poucos anos 70 partidos
registraram suas siglas, sendo a maioria deles de vida efêmera. Isso vem
comprovar que o eleitor brasileiro não criou a devida identificação com a
agremiação que mais representasse os seus interesses. O eleitorado continua, portanto, a
acreditar muito mais em nomes do que em partidos, muito mais em carisma pessoal
do que em instituições fortes. Partidos que sustentam ideologias
revolucionárias antiburguesas, tão logo eles conquistem postos no Executivo ou
no Legislativo, passam a viver o dilema natural da política: da integração à
ordem burguesa que criticam. Agindo assim, frustram as expectativas do
eleitorado. E isso acontece com os partidos grandes e pequenos, sem exceção. É
normal a traição política, pois não vai acontecer nenhum tipo de punição ao
partido, para infelicidade do povo. No período de
propaganda eleitoral, os micropartidos se oferecem, generosamente, para compor aliança
com o partido que tem maior potencial de conquistar o Planalto. Exemplo disso aconteceu
na última eleição para Presidente da República, cuja candidata foi eleita com o
apoio de dez partidos. Entretanto, para as próximas eleições, dificilmente o PT
conseguiria a mesma quantidade de aliados, pois a atual conjuntura se apresenta
totalmente diversa da de 2010. Então, a traição que antes aconteceu com os eleitores,
poderá ocorrer com o próprio governo. Também faz parte da política. Quanto a
isso, não há contraponto.
Celso
Pereira Lara
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
242-Factoide da hora
Sem contraponto
Vamos continuar
insistindo na reforma política, porque ela é o único factoide possível que
temos até as eleições. Temos que mostrar serviço e passar a impressão de que
estamos muito preocupados em atender à voz das ruas. Temos que mostrar, também,
que os verdadeiros culpados estão no Congresso fazendo oposição às nossas
propostas, impedindo o crescimento do país. Tudo que está parado, por falta de
aprovação, desde o início do meu governo, terá que sair a toque de caixa ainda
em agosto. Ou vai ou racha. Nem que custe a dissolução da base fora de época.
Assim parece ser o pensamento que predomina no gabinete palaciano, tamanho o
desespero da chefa de governo (e do PT). É preciso recuperar o tempo que foi perdido
em preocupações com a reeleição. Temos que erradicar a miséria que ainda existe
no norte do país, denunciada com exclusividade pelo Fantástico da Rede Globo. É
preciso, também, recuperar a credibilidade do governo e a popularidade da
Presidente (e do Lula). Temos que estar preparados para o enfrentamento das
novas manifestações de descontentamentos que se anunciam para 28 de agosto, em
Brasília, que seriam comandadas pela UNE (!). Temos, também, que estar
preparados para a maior manifestação de todos os tempos, prevista para 7 de
setembro, que está sendo organizada pelas redes sociais (não pelo Foicebook). Preparem-se
mesmo porque desta vez a cobrança será muito maior, considerando que o povo já
aprendeu o caminho das pedras. Possivelmente, já na primeira quinzena de
agosto, os parlamentares do Congresso aprovariam de “qualquer maneira” as
propostas de maior impacto e de resultados imediatos, para minimizar os prejuízos
políticos. Entretanto, em nada adiantaria porque o estrago já está feito e não alteraria
o “grau” de credibilidade que a população deposita neles. Portanto, a
desvalorização atribuída ao atual governo é irreversível. Dada a atual
conjuntura, dizer que todos deste governo estão condenados pelo povo poderia
ser um pouco de exagero, mas é possível. Quanto a isso, não há contraponto.
Celso
Pereira Lara
domingo, 4 de agosto de 2013
241-Retirada de traffic calming em JF
O que é bom para um, nem sempre é bom para o outro
A retirada, numa primeira etapa, de 14 traffic calming (elevações que funcionam como
quebra-molas) das ruas e avenidas do centro da cidade de Juiz de Fora é o
cumprimento do que foi prometido em campanha pelo novo prefeito. Na época das
instalações, a insatisfação da população foi muito grande, por dois motivos:
causou lentidão no trânsito (aumentando o caos) e prejudicou muito a manutenção
dos veículos, na parte de balanceamentos e amortecedores (suspensão). Dessa
forma, houve uma cobrança muito grande ao candidato a Prefeito, que acenou com
a possibilidade de retirar os obstáculos. Prometeu e está cumprindo,
considerando, ainda, que estudos realizados comprovaram a ineficácia dos equipamentos
em determinados locais. Qualquer redutor de velocidade é sempre malvisto pelos
proprietários de veículos de passeio, táxi, ônibus, caminhões, motos etc, ainda
mais quando o quebra-molas é alto, o que prejudica os veículos e o tempo para
percorrer as ruas e avenidas do Centro. Observa-se que os próprios pedestres,
que também são passageiros de ônibus e de táxi, reclamam do tempo que se gasta para
chegar ao destino e dos saltos e saculejos no interior dos veículos. Essa
questão é muito polêmica, é muito dividida, na medida em que o que favorece a
um prejudica ao outro. Acidentes também aconteceram após as colocações dos
redutores. E os que vierem a acontecer após as retiradas possivelmente
culpariam injustamente o prefeito por ter desfeito os serviços da administração
anterior. O que agrada aos pedestres não agrada aos motoristas e vice-versa. O
povo gostaria que existisse em cada esquina um sinal para os pedestres
atravessarem as ruas, mas isso tornaria o trânsito de veículos inviável. O que
os pedestres precisam mesmo é de paciência e prudência ao atravessarem as ruas.
Da mesma forma, os motoristas ao conduzirem seus veículos. Tudo se resume em
educação no trânsito!
Celso
Pereira Lara
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
240-Um governo virtual
Tudo se resume em promessas
Durante as manifestações de protestos, no mês
de junho, a presidente se apresentou, em cadeia nacional, ao povo brasileiro,
propondo soluções mirabolantes para atender à voz das ruas, que até hoje não se
concretizaram. A primeira foi a polêmica proposta de convocação de uma
Assembleia Nacional Constituinte exclusiva, que trataria da reforma política,
através de um plebiscito. Depois de muitas discussões no Congresso e no meio
jurídico, concluíram que seria impossível a convocação de uma constituinte
exclusiva, pois não caberia ao Executivo, mas sim ao Legislativo essa
iniciativa. Da mesma forma, o plebiscito foi indeferido pelo TSE, porque não
haveria tempo hábil para que as decisões fossem sugeridas e aprovadas para
valerem no prazo de um ano antes da eleição, como manda a Constituição. E este
prazo é entendido como uma cláusula pétrea, que não pode ser alterado. O
programa “Mais Médicos”, criado em julho por Medida Provisória, tem o objetivo de aumentar o
número de médicos atuantes na rede pública de saúde em regiões carentes, e
permite a vinda de profissionais estrangeiros ou de brasileiros que se formaram
no exterior. A iniciativa de
importar médicos cubanos provocou indignação na classe médica, que foi para as
ruas das grandes cidades com faixas e cartazes contra a medida. A classe provou
que o problema não está na quantidade de profissionais, mas sim nas precárias
condições em que se encontram os hospitais públicos, sucateados na realidade.
Além disso, e gravíssimo, estava clara a tentativa de trazer os médicos cubanos
sem que precisassem revalidar seus diplomas. O governo recua da importação e,
para não se declarar derrotado, apresenta outra proposta que se revela
inconstitucional: aumentar em dois anos o curso de Medicina para que os alunos
fizessem um estágio obrigatório como médicos do SUS. Inconformado, novamente,
com a derrota, o governo apresenta outra proposta que demonstra interferência
do Estado nas decisões individuais dos futuros médicos: que o primeiro ano de residência seja obrigatoriamente
cumprido no atendimento de atenção básica e no serviço de urgência e emergência
do SUS. Por acaso é assim mesmo que funciona um governo democrático? Para
mostrar serviço ao povo, anunciou a contenção de gastos com o corte de 15
bilhões no orçamento, mas a contenção refere-se a despesas futuras! Quanto aos
39 ministérios, que mais parecem um conjunto habitacional "Minha Casa
Minha Vida", apesar de muito criticado pela sociedade, a presidente já
anunciou que eles são imprescindíveis, por isso são intocáveis. Ela sabe que em
vespeiro não se mexe. A população está esperando até agora a redução do preço
da carne, tão prometida pela presidente em cadeia nacional, ano passado, quando
ainda em alto astral. A transposição do Rio São Francisco, que foi um fiasco no
governo Lula - muitos milhões desviados -, ainda continua viva apenas como
promessa de campanha. Aquilo é uma fábrica de votos e um grande motivo para
desvio de verbas públicas. Deixa quieto. De concreto mesmo só as Arenas da
Copa.
Celso
Pereira Lara
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
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