terça-feira, 13 de agosto de 2013

247-Reflexões sobre Fora do Eixo, Mídia Ninja, Black Bloc

SEITA, ONG e GRUPO que se dizem independentes

Como explicar que estudantes universitários se deixam cooptar por esse tipo de seita?  Há algo de muito errado, assustador, sendo gerado no ventre da nossa sociedade. O medo parece tomar conta das pessoas esclarecidas, aquelas que não querem nem ouvir falar em ditadura, fascismo, comunismo ou radicalismos. Nesse cenário, para onde estamos caminhando? Nas explicações quanto ao envolvimento partidário, Capilé e Torturra saíram pela tangente, despejando vocabulário padrão petista e gerando interpretações equivocadas. Não há nenhum doutor em Economia ou Finanças, na face da Terra, que decifre a linguagem utilizada por eles para explicar o financiamento da Seita e da ONG. Outra novidade é que eles se utilizam de moeda própria (moeda paralela!) que ninguém sabe o que é ou como funciona. Para os simpatizantes, os dois representantes desses novos movimentos, na entrevista, deram um show e uma aula de comunicação (!). Os líderes fazem críticas à grande mídia e declaram que o objetivo é se transformarem em grande rede que abranja o país inteiro, entretanto esquecem-se de que assim agindo estariam ocupando o mesmo espaço da grande mídia, ou seja, uma clara tentativa de dominação jornalística no país. Decerto que isso é muito grave e preocupante, na medida em que se valem da nossa ainda débil democracia para por em prática métodos utilizados em países comunizados. É bem verdade que a Mídia Ninja foi criada juntamente com o PSOL, em fins 2005, e tem fortes laços políticos com a cúpula do partido, entretanto, não se pode desprezar o envolvimento com a cúpula petista, o que induz a acreditar que também faz parte dos projetos inconfessáveis do PT. Há registros de que a ONG Coletivo Mídia Ninja recebe ajuda dos governos federal e municipal do PT, em São Paulo. Por outro lado, Capilé afirma que não recebe financiamento do partido, porque sua ONG seria autossustentável (!). Observa-se que essas organizações nasceram no vácuo de uma geração que só conhece o PT, com a sua forma de governo e falta de ética para tratar de qualquer assunto de interesse da sociedade. Jovens universitários, que abrem mão de ambições individuais em troca de uma vida compartilhada, de uma existência coletiva em que dividem quartos, roupas, espaço, e abdicam de tempo livre em nome da construção de “algo novo”, ainda que sem receber remuneração alguma, das duas, uma: ou são inocentes, despreparados politicamente, ou o fazem pelo idealismo revolucionário impregnado nas salas de aulas e nos diretórios acadêmicos das universidades do Brasil. O que causa muito temor é o fato de que nas casas coletivas já está implantada e funcionando a ideologia marxista, levando a consciência coletiva a ficar cada vez mais dependente de seus algozes, os quais a conduzem à submissão radical, intelectual e psicológica. Não é sem motivos que os relatos das pessoas que conseguiram escapar dessas seitas são chocantes e abomináveis ao extremo. Além do mais, servem para alertar os poderes constituídos da iminente possibilidade de umGolpe Comunista 2014 no Brasil”. 

Celso Pereira Lara 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

246-Fora do Eixo, Mídia Ninja, Black Bloc

SEITA, ONG e GRUPO que se dizem independentes

Por que a mídia tradicional ainda não revelou tudo sobre essas três entidades? Ou será que estão juntando material para fazer uma reportagem bombástica num momento mais favorável?

O programa Roda Viva, da TVE, apresentou, no dia 5, uma entrevista com os convidados Pablo Capilé e Bruno Torturra, fundadores do Fora do Eixo e da Mídia Ninja. Ao final, parecia que não houve respostas aos entrevistadores, pelo fato de elas terem sido evasivas, impalpáveis, nada conclusivas. 

Fora do Eixo – uma seita
Circuito Fora do Eixo ou "Fora do Eixo" é uma rede de trabalhos formada no final de 2005 por produtores culturais que queriam estimular a circulação de bandas, o intercâmbio de tecnologia de produção e o escoamento de produtos nesta rota. Hoje, a rede ocupa 25 estados brasileiros e tem presença declarada em 200 cidades. Na prática, o Fora do Eixo é uma cooperativa de pequenos produtores de eventos. De acordo com Capilé, graças ao empreendimento que ele mesmo idealizou, 30 mil artistas conseguem sobreviver de suas próprias músicas. Os shows que eles organizam têm ingressos a preços populares e eventualmente são gratuitos. Segundo a Folha, o Fora do Eixo captou cerca de 12 milhões de reais de verbas do governo entre 2010 e 2012. A explicação sobre a administração financeira, que Capilé domina muito bem, deixou perplexos os jornalistas entrevistadores. Explicou à sua moda, numa linguagem nada convencional, o que não convenceu a todos.  Segundo relatos de dissidentes, Fora do Eixo é uma monarquia absolutista, onde é proibido questionar Pablo Capilé. "A sociedade Fora do Eixo é rigidamente hierarquizada, em que as pessoas são submetidas a uma forma moderna de escravidão. Ninguém recebe salário ou algo semelhante; no máximo, as pessoas ganham um “bônus”, uma moeda inventada por Capilé. Para sair da Casa, é preciso pedir permissão. É uma tortura morar na comunidade, submetida à ditadura de Pablo Capilé e de alguns de seus ministros". Em várias cidades há casas coletivas, onde moram e trabalham seus integrantes. Um dos depoimentos mais fortes é o da jornalista Laís Bellini, que morou no ano passado na principal casa da organização, no centro de São Paulo. Ali, conviveu com Pablo Capilé, 34 anos, fundador do Fora do Eixo, a quem chama de rei de uma ditadura monárquica, que promove o escravismo mental e financeiro da seita. Capilé chega a ser considerado um psicopata, por utilizar métodos de escravidão aos que habitam nas casas coletivas.

Fora do Eixo - uma nova sociedade
Capilé montou uma organização fascista para explorar mão de obra numa ponta e conseguir financiamento público na outra. Estatais e governos patrocinam essa organização, que age e recebe em nome de artistas, apropriando-se do trabalho deles. Relatos de dissidentes descrevem a realidade autoritária e psicológica aplicada, e o discurso imposto nas sedes da organização, que na realidade são técnicas esquerdistas, típicas de movimento revolucionário. Jovens maiores de idade, universitários, se submetem a trabalho humilhante em nome de uma “causa”, mas são iludidos, e por serem intelectualmente despreparados, tornam-se presas fáceis. São vítimas da consciência coletiva.

Mídia Ninja – um jornalismo perigoso
O programa Roda Viva terminou da mesma forma como começou, sem que ninguém tivesse entendido nada da essência ou das finalidades do Coletivo Mídia Ninja ou “Mídia Ninja“. Se a entrevista não foi nada esclarecedora, tudo ficou ainda mais confuso. De fato, os dois rapazes não estavam lá para elucidar coisa alguma para ninguém. Pela intencional falta de clareza nas explicações e por serem tão sinistros seus propósitos, tudo acaba reforçando a ideia de que há uma possível ligação com os partidos da esquerda radical, principalmente o PT, que lembra um polvo com braços para todos os lados. Afinal, de onde vem exatamente o dinheiro que financia os ninjas e qual o seu “modelo de negócios”? Pablo Capilé disse que é o coletivo que banca a Mídia Ninja. Textos divulgados nas redes sociais acusam a organização de agir como uma seita e de promover uma escravidão "pós-moderna", por não remunerar artistas em eventos que são patrocinados com dinheiro público ou de investidores privados; não efetuam pagamentos a seus funcionários escravos; tentam desmoralizar as Polícias. Certamente que essas são as características do marxismo. Bruno Torturra é o fundador da Rede da Marina Silva, com muitas ligações com ela. Os rapazes Torturra e Capilé viveram momentos de  “celebridade” na mídia conservadora e na Rede Globo, por terem cedido flashes de cobertura dos vandalismos praticados nas manifestações de protestos em junho. Afinal, a Mídia Ninja seria mesmo independente? Bruno Torturra disse na entrevista: "E, quando arrumar tempo livre, vou tentar ver um filme, ler um livro, tomar LSD e falar sobre passarinho...". Talvez ele tenha dito que tomaria LSD somente para gerar polêmica. E, talvez, se algum curioso tivesse levantado a questão, ele poderia responder que LSD significa Leite de Soja Desnatado! Bruno Torturra & Pablo Capilé: os ditadores na nova geração revolucionária. E, por serem considerados vertentes do PSOL e do PT, são ninjas petralhas.

Grupo Black Bloc – coirmão da Mídia Ninja
Surgidos nos movimentos de junho, os Black Blocs vestem-se de preto, usam máscaras ou panos para esconder o rosto. O grupo tomou a linha de frente das manifestações, de forma anárquica, com enfrentamentos a policiais e atos de destruição a patrimônios públicos e privados.  "Nós lutamos contra tudo o que reprime, tudo o que nos aprisiona. Reivindicamos o direito da sociedade e damos voz e apoio ao povo", diz um membro do Black Bloc. A ideologia que seguem é o anarquismo, entretanto esses atos não foram contestados tanto por Capilé quanto por Torturra, durante a entrevista. Não responderam que não eram nem a favor nem contra os vandalismos. Lógico que violência fomentada pelos Black Blocs gera notícias para a Mídia Ninja, que sobrevive disso. E, possivelmente, os blocs devem ser financiados pelos ninjas. Por que, durante as manifestações, outros jornalistas foram expulsos pelos Black Blocs? Concorrência desleal, não é? E a democracia? 

Celso Pereira Lara 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

245- Partidos políticos brasileiros

Para que servem tantos partidos políticos?

A pluralidade partidária faz parte da democracia brasileira. São trinta legendas ativas, registradas no TSE. Trata-se de um verdadeiro emaranhado de siglas e nomenclaturas que, em sua maioria, são desconhecidas pelo eleitorado brasileiro. São muitos os partidos sem expressão política, sem vida útil, considerados “nanicos” e parasitas na esfera pública, que se prestam apenas a fazer coligações para sobreviverem. Eles não apresentam seus candidatos à Presidência da República, mas preferem fazer alianças com partidos grandes, para eleger um presidente e garantir a sua existência nos banquetes do governo. Por isso, são classificados, também, como partidos de aluguel. Os partidos raquíticos que não formaram aliança nas eleições, mas conseguiram eleger deputados ou senadores, têm grandes possibilidades de serem convidados pelo governo a integrar a base aliada e conseguir maioria para aprovação de seus projetos no Congresso. Atualmente, a base do governo congrega 22 partidos. É notório que muitas dessas facções são criadas por familiares, formando verdadeiros clãs, cujos indivíduos ocupam os cargos mais altos na hierarquia, tornando-se políticos profissionais com reduzida experiência e recebendo salários. Essa descomunal variedade partidária seria de fato interessante ao nosso processo democrático? Ou ela só serve de moeda para o comércio de interesses de grupos que visam o poder? A multiplicidade de ideias e ideologias só serve para confundir os eleitores. Nem tanto, nem tão pouco! O entendimento de que a exclusão dos partidos “nanicos” seria uma medida ditatorial poderia ser minimizado, se houvesse a proibição de alianças no primeiro turno das eleições. Isso seria possível na reforma política, mas não é conveniente aos legisladores. Esses partidos de terceira dimensão arrastam-se por longos anos, sobrevivendo do recebimento de dinheiro público do Fundo Partidário. Apesar dessa infinidade de agremiações, tudo se resume em dois grandes blocos: PT/PSDB e PMDB/PSB. A grande quantidade de siglas, ainda existentes, se deve à nova Constituição de 1988, que permitiu ampla liberdade de organização partidária. Em poucos anos 70 partidos registraram suas siglas, sendo a maioria deles de vida efêmera. Isso vem comprovar que o eleitor brasileiro não criou a devida identificação com a agremiação que mais representasse os seus interesses. O eleitorado continua, portanto, a acreditar muito mais em nomes do que em partidos, muito mais em carisma pessoal do que em instituições fortes. Partidos que sustentam ideologias revolucionárias antiburguesas, tão logo eles conquistem postos no Executivo ou no Legislativo, passam a viver o dilema natural da política: da integração à ordem burguesa que criticam. Agindo assim, frustram as expectativas do eleitorado. E isso acontece com os partidos grandes e pequenos, sem exceção. É normal a traição política, pois não vai acontecer nenhum tipo de punição ao partido, para infelicidade do povo. No período de propaganda eleitoral, os micropartidos se oferecem, generosamente, para compor aliança com o partido que tem maior potencial de conquistar o Planalto. Exemplo disso aconteceu na última eleição para Presidente da República, cuja candidata foi eleita com o apoio de dez partidos. Entretanto, para as próximas eleições, dificilmente o PT conseguiria a mesma quantidade de aliados, pois a atual conjuntura se apresenta totalmente diversa da de 2010. Então, a traição que antes aconteceu com os eleitores, poderá ocorrer com o próprio governo. Também faz parte da política. Quanto a isso, não há contraponto. 

Celso Pereira Lara 

244-Fezes de cães


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

242-Factoide da hora

Sem contraponto
  
Vamos continuar insistindo na reforma política, porque ela é o único factoide possível que temos até as eleições. Temos que mostrar serviço e passar a impressão de que estamos muito preocupados em atender à voz das ruas. Temos que mostrar, também, que os verdadeiros culpados estão no Congresso fazendo oposição às nossas propostas, impedindo o crescimento do país. Tudo que está parado, por falta de aprovação, desde o início do meu governo, terá que sair a toque de caixa ainda em agosto. Ou vai ou racha. Nem que custe a dissolução da base fora de época. Assim parece ser o pensamento que predomina no gabinete palaciano, tamanho o desespero da chefa de governo (e do PT). É preciso recuperar o tempo que foi perdido em preocupações com a reeleição. Temos que erradicar a miséria que ainda existe no norte do país, denunciada com exclusividade pelo Fantástico da Rede Globo. É preciso, também, recuperar a credibilidade do governo e a popularidade da Presidente (e do Lula). Temos que estar preparados para o enfrentamento das novas manifestações de descontentamentos que se anunciam para 28 de agosto, em Brasília, que seriam comandadas pela UNE (!). Temos, também, que estar preparados para a maior manifestação de todos os tempos, prevista para 7 de setembro, que está sendo organizada pelas redes sociais (não pelo Foicebook). Preparem-se mesmo porque desta vez a cobrança será muito maior, considerando que o povo já aprendeu o caminho das pedras. Possivelmente, já na primeira quinzena de agosto, os parlamentares do Congresso aprovariam de “qualquer maneira” as propostas de maior impacto e de resultados imediatos, para minimizar os prejuízos políticos. Entretanto, em nada adiantaria porque o estrago já está feito e não alteraria o “grau” de credibilidade que a população deposita neles. Portanto, a desvalorização atribuída ao atual governo é irreversível. Dada a atual conjuntura, dizer que todos deste governo estão condenados pelo povo poderia ser um pouco de exagero, mas é possível. Quanto a isso, não há contraponto. 

Celso Pereira Lara 

domingo, 4 de agosto de 2013

241-Retirada de traffic calming em JF

O que é bom para um, nem sempre é bom para o outro

A retirada, numa primeira etapa, de 14  traffic calming (elevações que funcionam como quebra-molas) das ruas e avenidas do centro da cidade de Juiz de Fora é o cumprimento do que foi prometido em campanha pelo novo prefeito. Na época das instalações, a insatisfação da população foi muito grande, por dois motivos: causou lentidão no trânsito (aumentando o caos) e prejudicou muito a manutenção dos veículos, na parte de balanceamentos e amortecedores (suspensão). Dessa forma, houve uma cobrança muito grande ao candidato a Prefeito, que acenou com a possibilidade de retirar os obstáculos. Prometeu e está cumprindo, considerando, ainda, que estudos realizados comprovaram a ineficácia dos equipamentos em determinados locais. Qualquer redutor de velocidade é sempre malvisto pelos proprietários de veículos de passeio, táxi, ônibus, caminhões, motos etc, ainda mais quando o quebra-molas é alto, o que prejudica os veículos e o tempo para percorrer as ruas e avenidas do Centro. Observa-se que os próprios pedestres, que também são passageiros de ônibus e de táxi, reclamam do tempo que se gasta para chegar ao destino e dos saltos e saculejos no interior dos veículos. Essa questão é muito polêmica, é muito dividida, na medida em que o que favorece a um prejudica ao outro. Acidentes também aconteceram após as colocações dos redutores. E os que vierem a acontecer após as retiradas possivelmente culpariam injustamente o prefeito por ter desfeito os serviços da administração anterior. O que agrada aos pedestres não agrada aos motoristas e vice-versa. O povo gostaria que existisse em cada esquina um sinal para os pedestres atravessarem as ruas, mas isso tornaria o trânsito de veículos inviável. O que os pedestres precisam mesmo é de paciência e prudência ao atravessarem as ruas. Da mesma forma, os motoristas ao conduzirem seus veículos. Tudo se resume em educação no trânsito! 

Celso Pereira Lara 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

240-Um governo virtual

Tudo se resume em promessas

Durante as manifestações de protestos, no mês de junho, a presidente se apresentou, em cadeia nacional, ao povo brasileiro, propondo soluções mirabolantes para atender à voz das ruas, que até hoje não se concretizaram. A primeira foi a polêmica proposta de convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva, que trataria da reforma política, através de um plebiscito. Depois de muitas discussões no Congresso e no meio jurídico, concluíram que seria impossível a convocação de uma constituinte exclusiva, pois não caberia ao Executivo, mas sim ao Legislativo essa iniciativa. Da mesma forma, o plebiscito foi indeferido pelo TSE, porque não haveria tempo hábil para que as decisões fossem sugeridas e aprovadas para valerem no prazo de um ano antes da eleição, como manda a Constituição. E este prazo é entendido como uma cláusula pétrea, que não pode ser alterado. O programa “Mais Médicos”, criado em julho por Medida Provisória, tem o objetivo de aumentar o número de médicos atuantes na rede pública de saúde em regiões carentes, e permite a vinda de profissionais estrangeiros ou de brasileiros que se formaram no exterior. A iniciativa de importar médicos cubanos provocou indignação na classe médica, que foi para as ruas das grandes cidades com faixas e cartazes contra a medida. A classe provou que o problema não está na quantidade de profissionais, mas sim nas precárias condições em que se encontram os hospitais públicos, sucateados na realidade. Além disso, e gravíssimo, estava clara a tentativa de trazer os médicos cubanos sem que precisassem revalidar seus diplomas. O governo recua da importação e, para não se declarar derrotado, apresenta outra proposta que se revela inconstitucional: aumentar em dois anos o curso de Medicina para que os alunos fizessem um estágio obrigatório como médicos do SUS. Inconformado, novamente, com a derrota, o governo apresenta outra proposta que demonstra interferência do Estado nas decisões individuais dos futuros médicos: que o primeiro ano de residência seja obrigatoriamente cumprido no atendimento de atenção básica e no serviço de urgência e emergência do SUS. Por acaso é assim mesmo que funciona um governo democrático? Para mostrar serviço ao povo, anunciou a contenção de gastos com o corte de 15 bilhões no orçamento, mas a contenção refere-se a despesas futuras! Quanto aos 39 ministérios, que mais parecem um conjunto habitacional "Minha Casa Minha Vida", apesar de muito criticado pela sociedade, a presidente já anunciou que eles são imprescindíveis, por isso são intocáveis. Ela sabe que em vespeiro não se mexe. A população está esperando até agora a redução do preço da carne, tão prometida pela presidente em cadeia nacional, ano passado, quando ainda em alto astral. A transposição do Rio São Francisco, que foi um fiasco no governo Lula - muitos milhões desviados -, ainda continua viva apenas como promessa de campanha. Aquilo é uma fábrica de votos e um grande motivo para desvio de verbas públicas. Deixa quieto. De concreto mesmo só as Arenas da Copa. 

Celso Pereira Lara