sexta-feira, 17 de julho de 2026

687- Haja promessas

O que mais teria a prometer nas campanhas eleitorais de 2026?

O atual presidente do Brasil é campeão de falsas promessas! Desde que ele se candidatou a presidente - em suas campanhas eleitorais em 2002 -, o juramento com o povo brasileiro foi o mais perfeito golpe da história política. A traição logo se fez presente em seu primeiro mandato, e, pela dimensão do fato ou do escândalo, deveria ter sido um ato imperdoável e jamais ter sido reeleito! 

O escândalo político do mensalão veio a público em 2005. O esquema maquiavélico envolvia compra de votos de quase todos os parlamentares em troca de apoio político no Congresso Nacional. Algo surreal na época! 

No Japão, a grande maioria dos políticos investigados por corrupção escolhe renunciar, pedir desculpas públicas e enfrentar a justiça, enquanto, no Brasil, os políticos envolvidos em altas maracutaias são reeleitos em vários mandatos, e com envolvimento em novas investidas. 

Muitos dizem que o PT se desviou de seus princípios. Mas que princípios são esses, se desde o seu primeiro mandato já havia processos de corrupção? Seus princípios ficaram apenas registrados nos projetos de governo, sem que tenham sido levados em prática. Fazer grandes planos de governo é fácil e deixa os seus eleitores esperançosos, todavia, quando se está na governança, fica tudo esquecido e o objetivo passa a ser interesses sombrios.        

Lembrando alguns destaques do plano de governo petista de 2002. 

“É fundamental garantir a mais irrestrita liberdade de expressão...”. 

Será que estamos, de fato, vivendo um período de plena liberdade no Brasil? É possível alguém expressar sua opinião na internet - nem que seja uma simples carta -, sem que haja censura de alguma forma? O que dizer da regulação do ambiente digital no Brasil que passou pelos três poderes? 

“O despreparo material e humano dos aparelhos policiais e a lentidão da Justiça estimulam a violência e agravam a criminalidade, que é reproduzida e ampliada pelo absurdo sistema prisional. A impunidade dos poderosos e as brutais condições de miséria de grande parte da população...”. 

A desmilitarização das forças de segurança, criada pelo governo, é um processo de reestruturação das forças polícias para remover características militares. Tentar mudar a natureza militar da instituição não vai fazer aumentar a segurança pública; vai apenas criar problemas. E o principal está na legislação penal e na falta de investimentos, mas isso depende muito de vontade política por parte do governo. 

Temos decisões de cortes superiores que invalidam provas ou mudam a competência de julgamentos de figuras conhecidas. Regras que atrasam investigações e permitem que processos se arrastem até a prescrição dos crimes. Daí resulta a percepção pública e técnica de que o sistema penal é célere com crimes comuns, mas lento e protetivo com a elite econômica e política. Um verdadeiro incentivo à corrupção! 

Lembrando que o número de pessoas em situação de rua no Brasil cresceu muito nos últimos anos, passando de cerca de 194.000, em 2020, para quase 390.000 registros no Cadastro Único (CadÚnico). 

        Celso Pereira Lara

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