segunda-feira, 12 de agosto de 2013

246-Fora do Eixo, Mídia Ninja, Black Bloc

SEITA, ONG e GRUPO que se dizem independentes

Por que a mídia tradicional ainda não revelou tudo sobre essas três entidades? Ou será que estão juntando material para fazer uma reportagem bombástica num momento mais favorável?

O programa Roda Viva, da TVE, apresentou, no dia 5, uma entrevista com os convidados Pablo Capilé e Bruno Torturra, fundadores do Fora do Eixo e da Mídia Ninja. Ao final, parecia que não houve respostas aos entrevistadores, pelo fato de elas terem sido evasivas, impalpáveis, nada conclusivas. 

Fora do Eixo – uma seita
Circuito Fora do Eixo ou "Fora do Eixo" é uma rede de trabalhos formada no final de 2005 por produtores culturais que queriam estimular a circulação de bandas, o intercâmbio de tecnologia de produção e o escoamento de produtos nesta rota. Hoje, a rede ocupa 25 estados brasileiros e tem presença declarada em 200 cidades. Na prática, o Fora do Eixo é uma cooperativa de pequenos produtores de eventos. De acordo com Capilé, graças ao empreendimento que ele mesmo idealizou, 30 mil artistas conseguem sobreviver de suas próprias músicas. Os shows que eles organizam têm ingressos a preços populares e eventualmente são gratuitos. Segundo a Folha, o Fora do Eixo captou cerca de 12 milhões de reais de verbas do governo entre 2010 e 2012. A explicação sobre a administração financeira, que Capilé domina muito bem, deixou perplexos os jornalistas entrevistadores. Explicou à sua moda, numa linguagem nada convencional, o que não convenceu a todos.  Segundo relatos de dissidentes, Fora do Eixo é uma monarquia absolutista, onde é proibido questionar Pablo Capilé. "A sociedade Fora do Eixo é rigidamente hierarquizada, em que as pessoas são submetidas a uma forma moderna de escravidão. Ninguém recebe salário ou algo semelhante; no máximo, as pessoas ganham um “bônus”, uma moeda inventada por Capilé. Para sair da Casa, é preciso pedir permissão. É uma tortura morar na comunidade, submetida à ditadura de Pablo Capilé e de alguns de seus ministros". Em várias cidades há casas coletivas, onde moram e trabalham seus integrantes. Um dos depoimentos mais fortes é o da jornalista Laís Bellini, que morou no ano passado na principal casa da organização, no centro de São Paulo. Ali, conviveu com Pablo Capilé, 34 anos, fundador do Fora do Eixo, a quem chama de rei de uma ditadura monárquica, que promove o escravismo mental e financeiro da seita. Capilé chega a ser considerado um psicopata, por utilizar métodos de escravidão aos que habitam nas casas coletivas.

Fora do Eixo - uma nova sociedade
Capilé montou uma organização fascista para explorar mão de obra numa ponta e conseguir financiamento público na outra. Estatais e governos patrocinam essa organização, que age e recebe em nome de artistas, apropriando-se do trabalho deles. Relatos de dissidentes descrevem a realidade autoritária e psicológica aplicada, e o discurso imposto nas sedes da organização, que na realidade são técnicas esquerdistas, típicas de movimento revolucionário. Jovens maiores de idade, universitários, se submetem a trabalho humilhante em nome de uma “causa”, mas são iludidos, e por serem intelectualmente despreparados, tornam-se presas fáceis. São vítimas da consciência coletiva.

Mídia Ninja – um jornalismo perigoso
O programa Roda Viva terminou da mesma forma como começou, sem que ninguém tivesse entendido nada da essência ou das finalidades do Coletivo Mídia Ninja ou “Mídia Ninja“. Se a entrevista não foi nada esclarecedora, tudo ficou ainda mais confuso. De fato, os dois rapazes não estavam lá para elucidar coisa alguma para ninguém. Pela intencional falta de clareza nas explicações e por serem tão sinistros seus propósitos, tudo acaba reforçando a ideia de que há uma possível ligação com os partidos da esquerda radical, principalmente o PT, que lembra um polvo com braços para todos os lados. Afinal, de onde vem exatamente o dinheiro que financia os ninjas e qual o seu “modelo de negócios”? Pablo Capilé disse que é o coletivo que banca a Mídia Ninja. Textos divulgados nas redes sociais acusam a organização de agir como uma seita e de promover uma escravidão "pós-moderna", por não remunerar artistas em eventos que são patrocinados com dinheiro público ou de investidores privados; não efetuam pagamentos a seus funcionários escravos; tentam desmoralizar as Polícias. Certamente que essas são as características do marxismo. Bruno Torturra é o fundador da Rede da Marina Silva, com muitas ligações com ela. Os rapazes Torturra e Capilé viveram momentos de  “celebridade” na mídia conservadora e na Rede Globo, por terem cedido flashes de cobertura dos vandalismos praticados nas manifestações de protestos em junho. Afinal, a Mídia Ninja seria mesmo independente? Bruno Torturra disse na entrevista: "E, quando arrumar tempo livre, vou tentar ver um filme, ler um livro, tomar LSD e falar sobre passarinho...". Talvez ele tenha dito que tomaria LSD somente para gerar polêmica. E, talvez, se algum curioso tivesse levantado a questão, ele poderia responder que LSD significa Leite de Soja Desnatado! Bruno Torturra & Pablo Capilé: os ditadores na nova geração revolucionária. E, por serem considerados vertentes do PSOL e do PT, são ninjas petralhas.

Grupo Black Bloc – coirmão da Mídia Ninja
Surgidos nos movimentos de junho, os Black Blocs vestem-se de preto, usam máscaras ou panos para esconder o rosto. O grupo tomou a linha de frente das manifestações, de forma anárquica, com enfrentamentos a policiais e atos de destruição a patrimônios públicos e privados.  "Nós lutamos contra tudo o que reprime, tudo o que nos aprisiona. Reivindicamos o direito da sociedade e damos voz e apoio ao povo", diz um membro do Black Bloc. A ideologia que seguem é o anarquismo, entretanto esses atos não foram contestados tanto por Capilé quanto por Torturra, durante a entrevista. Não responderam que não eram nem a favor nem contra os vandalismos. Lógico que violência fomentada pelos Black Blocs gera notícias para a Mídia Ninja, que sobrevive disso. E, possivelmente, os blocs devem ser financiados pelos ninjas. Por que, durante as manifestações, outros jornalistas foram expulsos pelos Black Blocs? Concorrência desleal, não é? E a democracia? 

Celso Pereira Lara 

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