SEITA, ONG e GRUPO que se dizem independentes
Por que a mídia tradicional ainda não revelou tudo sobre
essas três entidades? Ou será que estão juntando material para fazer uma
reportagem bombástica num momento mais favorável?
O programa Roda Viva, da TVE, apresentou, no dia 5, uma
entrevista com os convidados Pablo Capilé e Bruno Torturra, fundadores do Fora
do Eixo e da Mídia Ninja. Ao final, parecia que não houve respostas aos
entrevistadores, pelo fato de elas terem sido evasivas, impalpáveis, nada
conclusivas.
Fora do Eixo – uma seita
Circuito Fora do Eixo ou "Fora do Eixo" é uma
rede de trabalhos formada no final de 2005 por produtores culturais que queriam
estimular a circulação de bandas, o intercâmbio de tecnologia de produção e o
escoamento de produtos nesta rota. Hoje, a rede ocupa 25 estados brasileiros e
tem presença declarada em 200 cidades. Na prática, o Fora do Eixo é uma
cooperativa de pequenos produtores de eventos. De acordo com Capilé, graças ao
empreendimento que ele mesmo idealizou, 30 mil artistas conseguem sobreviver de
suas próprias músicas. Os shows que eles organizam têm ingressos a preços populares
e eventualmente são gratuitos. Segundo a Folha, o Fora do Eixo captou cerca de
12 milhões de reais de verbas do governo entre 2010 e 2012. A explicação sobre
a administração financeira, que Capilé domina muito bem, deixou perplexos os
jornalistas entrevistadores. Explicou à sua moda, numa linguagem nada
convencional, o que não convenceu a todos.
Segundo relatos de dissidentes, Fora do Eixo é uma monarquia
absolutista, onde é proibido questionar Pablo Capilé. "A sociedade Fora do
Eixo é rigidamente hierarquizada, em que as pessoas são submetidas a uma forma
moderna de escravidão. Ninguém recebe salário ou algo semelhante; no máximo, as
pessoas ganham um “bônus”, uma moeda inventada por Capilé. Para sair da Casa, é
preciso pedir permissão. É uma tortura morar na comunidade, submetida à
ditadura de Pablo Capilé e de alguns de seus ministros". Em várias cidades
há casas coletivas, onde moram e trabalham seus integrantes. Um dos depoimentos
mais fortes é o da jornalista Laís Bellini, que morou no ano passado na
principal casa da organização, no centro de São Paulo. Ali, conviveu com Pablo
Capilé, 34 anos, fundador do Fora do Eixo, a quem chama de rei de uma ditadura
monárquica, que promove o escravismo mental e financeiro da seita. Capilé chega
a ser considerado um psicopata, por utilizar métodos de escravidão aos que
habitam nas casas coletivas.
Fora do Eixo - uma nova sociedade
Capilé montou uma organização fascista para explorar mão
de obra numa ponta e conseguir financiamento público na outra. Estatais e
governos patrocinam essa organização, que age e recebe em nome de artistas,
apropriando-se do trabalho deles. Relatos de dissidentes descrevem a realidade
autoritária e psicológica aplicada, e o discurso imposto nas sedes da
organização, que na realidade são técnicas esquerdistas, típicas de movimento
revolucionário. Jovens maiores de idade, universitários, se submetem a trabalho
humilhante em nome de uma “causa”, mas são iludidos, e por serem
intelectualmente despreparados, tornam-se presas fáceis. São vítimas da
consciência coletiva.
Mídia Ninja – um jornalismo perigoso
O programa Roda Viva terminou da mesma forma como
começou, sem que ninguém tivesse entendido nada da essência ou das finalidades
do Coletivo Mídia Ninja ou “Mídia Ninja“. Se a entrevista não foi nada
esclarecedora, tudo ficou ainda mais confuso. De fato, os dois rapazes não
estavam lá para elucidar coisa alguma para ninguém. Pela intencional falta de
clareza nas explicações e por serem tão sinistros seus propósitos, tudo acaba
reforçando a ideia de que há uma possível ligação com os partidos da esquerda
radical, principalmente o PT, que lembra um polvo com braços para todos os
lados. Afinal, de onde vem exatamente o dinheiro que financia os ninjas e qual
o seu “modelo de negócios”? Pablo Capilé disse que é o coletivo que banca a
Mídia Ninja. Textos divulgados nas redes sociais acusam a organização de agir
como uma seita e de promover uma escravidão "pós-moderna", por não
remunerar artistas em eventos que são patrocinados com dinheiro público ou de
investidores privados; não efetuam pagamentos a seus funcionários escravos;
tentam desmoralizar as Polícias. Certamente que essas são as características do
marxismo. Bruno Torturra é o fundador da Rede da Marina Silva, com muitas
ligações com ela. Os rapazes Torturra e Capilé viveram momentos de “celebridade” na mídia conservadora e na Rede
Globo, por terem cedido flashes de cobertura dos vandalismos praticados nas
manifestações de protestos em junho. Afinal, a Mídia Ninja seria mesmo
independente? Bruno Torturra disse na entrevista: "E, quando arrumar tempo
livre, vou tentar ver um filme, ler um livro, tomar LSD e falar sobre
passarinho...". Talvez ele tenha dito que tomaria LSD somente para gerar
polêmica. E, talvez, se algum curioso tivesse levantado a questão, ele poderia responder
que LSD significa Leite de Soja Desnatado! Bruno Torturra & Pablo Capilé:
os ditadores na nova geração revolucionária. E, por serem considerados
vertentes do PSOL e do PT, são ninjas petralhas.
Grupo Black Bloc – coirmão da Mídia Ninja
Surgidos nos movimentos de junho, os Black Blocs
vestem-se de preto, usam máscaras ou panos para esconder o rosto. O grupo tomou
a linha de frente das manifestações, de forma anárquica, com enfrentamentos a
policiais e atos de destruição a patrimônios públicos e privados. "Nós lutamos contra tudo o que reprime,
tudo o que nos aprisiona. Reivindicamos o direito da sociedade e damos voz e
apoio ao povo", diz um membro do Black Bloc. A ideologia que seguem é o
anarquismo, entretanto esses atos não foram contestados tanto por Capilé quanto
por Torturra, durante a entrevista. Não responderam que não eram nem a favor
nem contra os vandalismos. Lógico que violência fomentada pelos Black Blocs gera
notícias para a Mídia Ninja, que sobrevive disso. E, possivelmente, os blocs
devem ser financiados pelos ninjas. Por que, durante as manifestações, outros
jornalistas foram expulsos pelos Black Blocs? Concorrência desleal, não é? E a
democracia?
Celso
Pereira Lara
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