segunda-feira, 26 de agosto de 2013

249-Médicos cubanos - um fracasso comprovado

O que levou o governo brasileiro a insistir na importação de médicos cubanos?

A importação de médicos cubanos acabou virando realidade, apesar das manifestações contrárias da classe médica brasileira, presentes nas grandes capitais. Dessa forma, o governo considera que a voz dos doutores não é a voz das ruas. O plano já estava definido e o cumprimento do acordo entre os governos cubano e brasileiro seria mais do que um dever: uma obrigação.  Trata-se de convênio entre companheiros. Cuba necessita de ajuda econômica, financeira e política. Enfim, ela está mesmo no CTI. Os principais produtos que ela tem a oferecer são os médicos da ilha. É mão de obra farta, considerando que a Venezuela já está devolvendo milhares dessa mercadoria. São produtos de má qualidade, portanto. E para o governo brasileiro não permitir que o governo dos irmãos cubanos vá pelo mesmo caminho dos países que sucumbiram ao comunismo, decidiu importar, para espalhar por todo o território nacional, milhares desses escravos denominados médicos cubanos. É evidente que a prioridade é máxima e o objetivo é socorrer aquele país com o envio de 40 milhões mensais.
 
Ministério da Saúde X Ministério da Educação - um conflito desrespeitoso no centro do poder
O Ministro da Saúde garante que os médicos estrangeiros terão avaliação durante três semanas antes de trabalhar. Para o Ministério da Educação, o Revalida é um exame nacional, criado em 2011, que representa a porta de entrada tanto para estrangeiros quanto brasileiros que se formaram no exterior exercerem a medicina no Brasil. Ele é uma exigência para que o diploma seja válido no país e foi criado com o objetivo de unificar o processo de revalidação em consonância com as diretrizes curriculares nacionais dos cursos de medicina. Haveria exceção no Revalida para os médicos de Cuba?

Ministério do Trabalho e Constituição - afrontados em sua essência
O Procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) vai questionar a forma de contratação e de pagamento dos médicos cubanos para o programa Mais Médicos, por considerar que, em princípio, os procedimentos ferem as leis trabalhistas e a própria Constituição. Trabalho similar à escravidão não pode ser exercido em solo brasileiro por nativos ou por estrangeiros.


Venezuela X Cuba - petróleo subsidiado pela troca de milhares de médicos cubanos
Em seus 12 anos, como presidente da Venezuela, Chávez estabeleceu uma forte aliança com o regime comunista cubano, subsidiando a venda de petróleo ao país, em troca do envio de milhares de médicos e consultores cubanos para a Venezuela. Ele criou milícias semelhantes às existentes em Cuba para defender seu governo, e especialistas há muito tempo dizem que os serviços cubanos de inteligência treinam seguranças de Chávez. Chávez e Fidel Castro forjaram a associação estratégica entre Cuba e Venezuela, a qual teve sua expressão em instrumentos como o Convênio Integral de Cooperação assinado em outubro de 2000 e o nascimento quatro anos mais tarde da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa a América (ALBA). Em novembro de 2010, Cuba e Venezuela comemoraram sua aliança socialista de uma década, em uma cerimônia que estende formalmente o pacto de cooperação econômica e garante o fluxo regular de petróleo aos cubanos por mais dez anos.

Brasil X Cuba - pagamento em cach
O Brasil é o único país que, nos acordos com países comunistas, realiza pagamentos em dinheiro, empréstimos generosos e doações. São mesmo companheiros legítimos. Uma fidelidade a toda prova! 

Depoimentos - os resultados da importação de cubanos
O único ponto positivo é que os cubanos, de fato, foram trabalhar nos lugares mais remotos da Bolívia e da Venezuela. Fora isso, os médicos apontaram “barbeiragens”, falta de documentação que comprovasse que os cubanos eram formados em medicina e disseram que as iniciativas foram um fracasso nos dois países.
Douglas León Natera, presidente da Federação Médica Venezuelana, contou que dos seis mil módulos de assistência médica construídos pelos cubanos naquele país a partir de 2003, apenas 20% seguem em funcionamento.
“Dizem que existem 30 mil médicos cubanos na Venezuela. Nós sabemos que não se trata de médicos, só sabemos que são cubanos. Não vimos um título destes profissionais, só conseguimos ver 37 currículos. O governo venezuelano não permitiu ver mais nenhuma documentação”, disse Natera.
O programa começou em 2003, quando o então presidente venezuelano Hugo Chávez criou um programa de saúde a partir de um acordo do país com Cuba, que recebeu o nome de Barrio Adentro. Natera relata que até 1998, antes da chegada de Hugo Chávez ao poder, havia 298 hospitais e 4980 ambulatórios distribuídos em todo o território venezuelano.
De acordo com o site do programa mantido pelo governo venezuelano, nos dez primeiros meses do programa, chegaram 10 mil médicos, o que teria estabelecido a proporção de um médico para cada 250 famílias.
Atualmente, ainda de acordo com o governo venezuelano, o programa conta com mais de seis mil consultórios médicos, três mil odontológicos e 559 centros de diagnóstico integral. Os postos de saúde do Barrio Adentro, sobrados de alvenaria com 80 metros quadrados, funcionam como moradia dos médicos e posto de saúde. Natera diz, no entanto, que o projeto foi criado exclusivamente para beneficiar os cubanos, com construções superfaturadas e sem licitação.
“Ainda não sabemos quantos cubanos chegaram e quantos se foram. Levando em conta os problemas que tiveram na missão cubana, muitos deles desertaram, fugiram para a Argentina, para o Brasil e para os EUA”, disse um médico boliviano.


Celso Pereira Lara 

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