terça-feira, 20 de dezembro de 2016

475-Momento oportuno... Qual?

Chegaremos ao ponto de ter que gritar: Independência ou Morte! O problema é saber qual o momento oportuno!

Não se trata de ser intervencionista ou golpista como muitos julgam, mas ninguém é contra a ajuda dos militares seguindo os preceitos constitucionais. O momento é grave, sim, todos sabem, e ficar esperando que fique pior, ou o momento oportuno que nunca chega, é permitir que o Brasil se iguale à situação da Venezuela. E isso não é o desejo de ninguém que prefere respirar o ar puro da democracia!

A Constituição vem sendo triturada cada vez mais, os poderes constituídos não se entendem, cada um fazendo o que acha melhor para si, como se tudo estivesse dentro dos parâmetros democráticos. As investidas claras tramadas nos bastidores do Congresso para silenciar o juiz Moro, articuladas até na calada da noite, onde deputados mutilaram as 10 medidas contra a corrupção, são mostras de que os parlamentares tentam se proteger das delações de envolvimento em corrupções, e nessa confusão toda a Lava-Jato ainda resiste a duras penas.

Em 2017, as mesmas propostas maldosas, além de outras novas, vão chegar para aprovação na Câmara e no Senado. Com certeza, os parlamentares colocarão essas propostas para votação em caráter de urgência, tal o desespero deles. Ano que vem promete grandes surpresas desagradáveis!

Que fique bem claro: Intervenção constitucional não é o mesmo que ditadura militar. Todo governo é uma concessão do poder armado. É impossível se ter um governo sem que haja concessão do poder armado. Isso é histórico, é um fato. Intervenção para um governo militar provisório nada tem a ver com regime, ditadura ou golpe militar. Toda ditadura é militar, porque não há governo sem o apoio das Forças Armadas, seja com democracia ou ausência dela. Ditadura é quando não há eleição, quando o Estado tem o monopólio eleitoral, o monopólio da imprensa (disfarçada), o monopólio financeiro e econômico. A Constituição reservou ao povo o art. 142. Nós precisamos da polícia nesse momento, e a única que temos para o caso são as Forças Armadas. Nós temos o direito de pedir intervenção constitucional, já! Poderíamos muito bem viver num regime democrático militar, durante a transição de governo. Isso é constitucional.  E, como guardião, o Supremo está aí mesmo para garantir o cumprimento na íntegra dos preceitos constitucionais. Ou será que vai haver fatiamento da intervenção?

Não se trata de cultuar regime militar ou pedir a volta dos coturnos, como preferem aqueles da extrema-direita. A realidade impõe a quebra do status quo na política brasileira, através dos recursos disponíveis na Carta Magna. Para isso, a população é o único mecanismo capaz de invocar o art. 142 da Constituição e tentar reverter tal situação. Mostrar-se contrário a esse recurso é estar a favor da corrupção e da impunidade, é estar a favor do socialismo-petista, é compactuar com a desordem institucional em que se encontra o país. É necessário dar um basta a toda essa forma de escárnio com o povo brasileiro. Não dá mais para continuar assistindo passivamente atos de pior espécie praticados por políticos sem moral, sem patriotismo e sem escrúpulo.

O país está passando por atos de violência nas ruas, praticados por militantes criminosos de partidos de extrema-esquerda, com enfrentamento a policiais militares. São provocações inadmissíveis, o que poderia levar, sim, a uma intervenção militar não clamada pelo povo para a manutenção da ordem pública. Seria isso mesmo que os militantes estão querendo, neste momento, ao praticarem atos de vandalismo nas capitais?

Crimes na ditadura militar existiram, sim, mas o pior crime foi ter dado anistia a todos os bandidos que governam e saqueiam o país. Os heróis petistas que lutaram contra a ditadura militar, e a favor da 'democracia', estão hoje na cadeia em sua maioria. O restante, logo será preso!

Celso Pereira Lara


sábado, 10 de dezembro de 2016

474-Natal e Ano Novo!

É tempo de avaliar a caminhada, de repensar valores e festejar o Natal, marcado em 25 de dezembro e definido como o nascimento de Cristo. Não se trata de um simples nascimento. É muito mais que isso!

Neste ano as comemorações que antes eram feitas com mesas fartas ficarão reduzidas a simplicidades, por causa da crise econômica em que o país se encontra mergulhado, sobretudo pelo alto índice de desemprego. Para a comemoração dessa data não há necessidade de fartura na mesa nem de ótima condição financeira. Pelo contrário, quanto mais simples, mais próximo do espírito natalino!

Já as festas de final de ano são mais exuberantes, comemoradas com fogos de artifício, músicas nas alturas e bebida à vontade. Vai aqui um alerta: cuidado com o bafômetro! Tudo para marcar o final de um ano bom ou ruim, e renovar as esperanças de um ano que seja melhor. A esperança é o combustível da vida!

No meio político, os parlamentares por mais que tenham esperanças de um ano novo melhor (e somente para eles), possivelmente a maioria deles não será atendida nessa proposta, por causa da recente delação da Odebrecht ou delação do “fim do mundo”, que poderá listar mais de 150 políticos envolvidos em crimes de corrupção num efeito tsunami. Dessa forma, mesmo sabendo que corruptos não têm sentimento nem escrúpulo, os festejos de fim de ano para eles não deverão ser nada agradáveis, ao contrário das inesquecíveis e milionárias comemorações anteriores. Talvez tenham que ficar sem dormir por muitos dias!

Ao contrário dos políticos, os procuradores da Lava Jato e os policiais federais terão muito a comemorar no final de ano, pelo feito inédito na história do país, inclusive renovando as esperanças de um 2017 com muito mais prisões de políticos e empresários desonestos. E que assim seja, é o desejo do povo!

Após o impeachment da presidenta, as esperanças do povo vieram à tona, acreditando na possível recuperação política e econômica do Brasil e no desaparelhamento das instituições. O vice assumiu o compromisso de colocar o país nos trilhos, e o povo depositou todos os créditos em sua conta. A população acreditou que o novo presidente do Brasil teria a seu favor todas as forças do bem, necessárias à governabilidade. Entretanto, o que se vê parece que o impeachment não aconteceu, considerando que vários ministros do governo estão apontados em esquema de corrupção, e as atitudes do presidente, de tão tímidas que são, parecem não corresponder à que o povo esperava. A frustração só tem aumentado, ultimamente! Afinal, o novo presidente governa mesmo para o povo ou para os políticos?

Este final de ano, certamente, será o que mais necessita de esperanças por parte da população. Nunca na história deste país se viu tanta desilusão! Haja crença! Esperança pelo controle eficiente da inflação; pelo fim da criminalidade nas ruas; por uma reforma política que atenda aos anseios do povo; pelo fim da corrupção generalizada; pela renovação dos políticos no Congresso; pela renovação dos ministros no STF; pela continuidade da Lava Jato; pelo fim da reforma previdenciária que só serve para prejudicar trabalhador e privilegiar políticos..., são tantos pedidos!


Enfim, que o Natal traga aos corações a fé inabalável por um novo Brasil, livre de todos os males, sem codinomes!

Celso Pereira Lara

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

473-O que Temer tem a temer?

Não há mais dúvida, a pilantragem continua no poder. Políticos parecem alienígenas: em grupos, ora são abduzidos, ora surgem do nada!

O mal-estar causado pelo homem de confiança do presidente não se resume apenas em deixar quieto. A saída do ministro da Cultura teria sido uma simples demissão, não fosse a confirmação dele, em depoimento à PF, de que Temer o teria pressionado a encontrar uma 'saída' para liberar a obra onde Geddel possui um apartamento. E que o presidente teria dito "que a política tinha dessas coisas, esse tipo de pressão". A partir de agora o país entra em estado de efervescência, e a governabilidade já está comprometida.

E o suposto causador da saída do ministro permanece no comando das articulações, sob as asas do Chefe de Governo. Um acolhimento nada favorável, pois enfraquece ainda mais a confiança depositada pelo povo. Esperança que se vai.

Primeiro, por ter dito que a prisão de Lula não seria bom para a estabilidade política. Agora, prefere ficar com Geddel, porque uma mudança na equipe de governo poderia prejudicar a votação de propostas de emenda constitucional. Será que é mesmo por causa disso? E assim ele vai levando o governo para o buraco. Temer preferiu escolher o quadrilhão ao invés de ser honesto com o povo! Temer é um frouxo, falta-lhe coragem nas decisões, e agora terá que assumir o ônus do desgaste causado por mais uma decisão errada. A instabilidade política que Temer tenta evitar já está acontecendo por causa das propostas das '10 medidas' e do 'abuso de autoridade'. A rua está de olho! Fica ligado, Presidente, pois paciência tem limite!

O Congresso parece um covil, onde todos tentam se proteger dos crimes que cometeram. Já viram saqueadores da Nação se reunirem para discutir medidas contra a corrupção? Pois é o que está ocorrendo e causando rebuliço no Congresso e na mídia. É pra lá de surreal. Anistiar condutas de corrupção é demonstrar desprezo pelos trabalhos da Lava-Jato, e colocar em risco a credibilidade do poder judiciário. É o pior tipo de decisão que se pode tomar no Parlamento. É legislar em causa própria, é defender todos os companheiros, considerando que a corrida desesperada dos parlamentares é pela aprovação do texto totalmente modificado, antes que a tão esperada delação vinda da Odebrecht comece a fisgar os grandes peixes e quase 200 peixinhos. Querem anistiar lavagem de dinheiro, e soltar presos da Lava-Jato e Mensalão, em nome do caixa 2 eleitoral. É o acordão para livrar a cara dos criminosos instalados no Congresso. Cumplicidade explícita.

Trata-se de apresentação de uma emenda 'salvação', com texto de autoria petista (PT sempre consegue ser ainda pior que os piores), em que todos ficariam isentos de punição, em todas as esferas, pelos crimes de caixa 2 eleitoral praticados até a data da publicação da nova lei. O emendão criminaliza a partir de agora e isenta quem cometeu aquele tipo penal. Se não entrar no texto, entra como emenda ou na marra, diriam os petistas!

O que se assiste neste momento é um verdadeiro escárnio, um espetáculo deprimente com o povo brasileiro. Um acordão de canalhas! Depois dos acontecimentos com o impeachment de Dilma, e com as recentes decisões de soltura dos corruptos pelos ministros do STF, a sem-vergonhice no Congresso ganhou força e os políticos da Casa são capazes de aprovar projetos que visivelmente em outras ocasiões nem seriam colocados em pauta. Uma afronta a todos os cidadãos de bem, a todos os eleitores. É a destruição da esperança da população. É o momento mais crítico e tenebroso da história da República do Brasil. O povo quer ver 'Faxina Geral' e um governo de verdade, não um quadrilhão no poder. O Brasil está sob o regime da ditadura da corrupção!

Como o presidente pretende pedir ao povo mais sacrifício, para recuperar o Brasil do estrago deixado pelo PT, se nada está sendo feito para acabar com o quadrilhão, inclusive contando com a participação de políticos do governo na apresentação e alteração de propostas nada favoráveis à democracia? Temer é cúmplice?

Dizer que a democracia está em risco é muito pouco, seria minimizar demais! É hora de o povo ir pras ruas, aos milhões, e invocar a última resistência de todas: Art. 142, da Constituição! Ou ficar refém ad eternum sob o comando de políticos sem moral, sem ética, sem espírito patriótico e sem escrúpulo. Manifestações de rua para eles não passam de grandes concentrações carnavalescas repletas de alegorias. Chega! É hora de o Congresso ser ocupado pelo povo.

Fora Renan! Fora Foro Privilegiado! Fora Projeto de Abuso de Autoridade! Pelas 10 medidas sem modificações! 


Celso Pereira Lara

terça-feira, 15 de novembro de 2016

472-Ocupações nada legítimas

Sem a sustentação dos partidos políticos as ocupações não existiriam.

As ocupações em escolas e universidades públicas não podem ser consideradas um movimento legítimo! Primeiro porque há que ser levado em consideração a quantidade de alunos que concordam com a decisão final de invadir seu próprio estabelecimento de ensino. Tal decisão teria que, obrigatoriamente, contar com a aprovação de mais da metade do total de estudantes de cada instituição. O que se tem visto é que o quórum nas assembleias não atinge nem de longe quantidade suficiente para uma deliberação por unanimidade. Não passam de 250 e muitos nem são alunos, decidindo pela maioria. Deduz-se que a maioria ausente é contrária a manifestações via ocupações. O direito de um por cento não pode prejudicar o direito de 99 por cento que querem estudar! Isso não seria autoritarismo?

Depois, se a ocupação é apartidária, o que a CUT está fazendo na UFMG? Tentam convencer a todos de que as ocupações não tem relação alguma com partidos políticos, mas os fatos e as imagens mostram o braço sindical do PT dando uma força para as ocupações. A narrativa da esquerda é que eles ocupam por uma melhor educação, mas a verdade é que eles ocupam para defender o socialismo e o PT que já estão em seus últimos dias de vida. As notícias mostram que sindicatos e políticos estão por trás das invasões: "Invasora de escola se enrola e acaba confessando que recebeu financiamento de sindicatos e dinheiro público. Sintro distribuiu até marmitex para os invasores".

Jovens invasores nem sabem explicar o porquê de sua participação nos movimentos! Dizem que é contra a PEC 55 e contra o Programa Escola sem Partido, mas não têm a menor noção dessas propostas. Alunos de uma universidade privada, com mensalidades superiores a R$ 2.000,00, protestam contra a PEC, que segundo eles retira os investimentos na educação, e chamam os seguranças de fascistas. Talvez fosse melhor ocupar as ruas e protestar contra lei de abuso de autoridade, que tem por objetivo silenciar de vez a Lava-Jato!

A ocupação é apartidária, por isso entendem que podem vandalizar as instituições de ensino: "Vocês pinta nóis pixa. Quero ver quem tem mais tinta!" Esse é o perfil dos estudantes. De acordo com o MPF, que pediu à Justiça a desocupação do Colégio Pedro-II e do campus da UFRRJ, além de ilegal, a ocupação expõe os estudantes a riscos como homicídio, lesão corporal e drogas.

O discurso da jovem de 16 anos que se mostrou favorável às invasões, e afirmou que elas fazem parte de um movimento sem partido político, não passou de uma farsa, pois a estudante está ligada ao PT, e seu nome aparece junto com outras lideranças que participaram de um debate dentro do partido. Da mesma forma, mesmo apoiados por partidos de extrema-esquerda, professores e estudantes invasores afirmam que se trata de um movimento apartidário. Então, onde estavam os movimentos estudantis – que não se valeram de ocupação –  quando Dilma cortou 10 bilhões na educação?

Os estudantes que hoje estão invadindo escolas nunca ocuparam sequer uma biblioteca. São mentes desocupadas! É justo que estudantes que não estudam prejudiquem mais de 200 mil inscritos no ENEM? Será que os jovens voluntários da revolução totalitária da extrema-esquerda não se dão conta de que estão sendo usados para atingir objetivos nada democráticos?

Celso Pereira Lara

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

470-Momento político nacional é gravíssimo!

O Senado de Renan Calheiros está com pressa na aprovação de vários projetos bolivarianos ou maléficos para o Brasil.

Por que tanta pressa Renan? Lógico, para escapar da Lava-Jato!

A Lava-Jato deve ou não continuar? A pressão pelo fim da Lava-Jato existe desde que ela começou. Mas agora ela poderá ser extinta por lei.

Permitiremos a aprovação da lei de abuso de autoridade, que tem por objetivo silenciar de vez a Lava- Jato? Procuradores poderiam sofrer ação penal privada! Uma lei que vai propiciar o esquema de corrupção. O projeto poderá ser votado no Senado ainda em novembro! A organização criminosa poderá voltar ao poder.

Permitiremos que o projeto de votação em lista fechada seja aprovado, favorecendo os partidos corruptos? O eleitor não mais votará no candidato de sua preferência, pois é o partido que apresentará uma lista encabeçada pelos candidatos escolhidos pelos líderes da legenda.

Permitiremos que a Polícia do Senado tenha poderes tanto quanto os da Polícia Federal? O Senado montou uma verdadeira estrutura de KGB. São policiais (particulares) a serviço dos senadores envolvidos em maracutaias! O Senado comprou equipamentos importados capazes de identificar grampos e escutas telefônicas por meio de varreduras. É a contraespionagem nos bastidores, prejudicando os trabalhos da Lava-Jato. Basta uma canetada de Renan e os poderes dessa milícia se ampliam. Não tem limites, contam com a aprovação do STF.

O que os movimentos de rua estão esperando para chamar o povo a se manifestar em todo o Brasil? Afinal, o que está acontecendo com os movimentos de rua? Teria havido um racha antes do impeachment, e por causa disso o orgulho teria falado mais alto? Ou porque alguns de seus líderes foram eleitos vereadores? Ou os dois motivos juntos? Os prejudicados são o povo e o país. É hora de deixar o orgulho de lado, juntar forças entre os mesmos movimentos e convocar a população para uma manifestação geral, ainda em novembro, em defesa da Lava-Jato, pedindo a renúncia de Renan e a prisão de Lula. Fora Lista Fechada!  Fora Lei de Abuso de Autoridade! Fora Polícia do Senado!

Viva às 10 medidas contra a corrupção! A aprovação dessa proposta, sem dúvida, levará muito tempo! Sem pressa, né, Renan?


Celso Pereira Lara

sábado, 15 de outubro de 2016

468-Lista fechada - Projeto obscuro!

Roubar o direito ao voto é o maior atentado que se possa imaginar contra a democracia. Quando se pensa que a guerra já acabou ou que tudo tenha chegado ao final, eis que nos encontramos em um campo minado e com sobreviventes ainda resistentes!

Inacreditável, surreal, sei lá o quê!  O Congresso está se preparando para roubar do povo o direito inalienável de escolher os seus legítimos representantes. A política continua sendo comandada por mentes insanas que preferem seguir outros caminhos, seguir outras rotas que levem o Brasil ao fracasso. E isso é inadmissível prosperar neste país progressista, de liberdade de expressão e de voto. A democracia só faz sentido se for plena!

Reforma política só serve para atender os interesses dos parlamentares, sempre foi assim e não vai ser diferente, agora. Mudança, dessa forma, só se for para piorar. O que interessa aos políticos não interessa ao povo! Ninguém mais acredita nos atuais políticos, muito menos em reforma proposta por eles. Não foi para isso que o povo foi às ruas.

Tramita na Câmara a mais indecente proposta de alteração no sistema de votação para candidatos políticos. Corremos sério risco de não mais poder votar no candidato escolhido para ser nosso representante no Congresso. Rodrigo Maia, o arquiteto que já tentou nos tirar o voto impresso - e Dilma vetou a proposta que estabelecia voto impresso -, agora coloca na mesa um projeto ditatorial que já havia sido rejeitado por ampla maioria em 2015. Uma manobra asquerosa, uma estratégia política vergonhosa, que não é compatível com momento algum num regime democrático. Não há defesa que consiga sustentar tal plano. E, pelas centenas de discursos proferidos pelos ex-presidentes petistas em que sempre se intitularam defensores da democracia, esse é o momento próprio para colocar em prática a narrativa petista, manifestando-se contrariamente a essa monstruosa proposta e gritando nas ruas ‘Não vai ter golpe’. Mesmo não tendo mais credibilidade junto à população!

A proposta oferece ao eleitor um cardápio arrumado pelos próprios políticos, típico de prato feito. Só que dessa forma a refeição fica difícil de ser ingerida, e por certo causará indigestão a todos. Trata-se, claramente, de fortalecer as legendas, as quais estão seriamente desgastadas por envolvimentos em crimes de corrupção. Do jeito que se apresenta, o eleitor fica sem escolha. Ele se vê na 'obrigação' de votar na legenda para eleger determinado candidato. Isso não pode ser considerado voto livre. O direito de voto foi usurpado!

Na indecorosa lista fechada vão sobressair aqueles que os líderes dos partidos escolherem, ou seja, candidatos de interesse da legenda, a serviço de seu projeto de poder. Além de tudo, as coligações servem para salvar aqueles que possivelmente estariam na lista da Lava-Jato. Isso impede, se aprovado o projeto, a tão esperada renovação política no Congresso, enfim, a alternância de poder. Na realidade, essa proposta serve para enganar a população votante. Dane-se o eleitor! 

A justificativa de que não há mais financiamento privado para as campanhas, e que é preciso baratear o processo, não serve para convencer o povo que a proposta é justa e se faz necessária. Ela em essência é mais um passo na farsa que fere de morte a democracia, ao excluir o eleitor do seu direito de votar no político de sua preferência. A legitimidade de nossos representantes está ficando cada vez mais distante. Isso é preocupante!    

Uma afronta ao povo brasileiro, bem ao estilo bolivariano. O povo foi às ruas para dizer não ao PT e às maracutaias políticas, entretanto, Maia colocou um petista para conduzir a reforma. Um escárnio bem pensado! Ou será que Maia desconhece o momento vivido pelo Partido dos Trabalhadores?

Não bastam os resultados obtidos nas eleições municipais, onde predominaram votos nulos, branco e abstenções, comprovando assim a insatisfação do povo com o sistema político. Uma vez aprovada essa proposta de lista fechada, os políticos esperam o quê dos eleitores nas próximas eleições?  


Celso Pereira Lara

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

467-PEC 241 – Teto de gastos

A Proposta de Emenda Constitucional 241 contempla ações que deveriam ser seguidas pelos gestores da coisa pública, desde sempre. Se houvesse seriedade e responsabilidade na administração das finanças, a situação do país estaria num patamar bem melhor e com baixo índice de desemprego.

A ideia básica da proposta é conter o crescimento dos gastos públicos através de ajustes. Impor um limite para que não haja extravagâncias. Para que não haja gastos excessivos ou irresponsáveis, a não ser que sejam dentro dos parâmetros!

No governo Dilma, a festança com os gastos, associada à redução de impostos, resultou numa combinação explosiva de proporções incalculáveis, mas as consequências da irresponsabilidade estão aí para todos verem. Todos pagaremos por isso.

Noticia-se que os políticos também estão inclusos na PEC 241, mas ao que tudo indica não do jeito que deveria ser ou como o povo gostaria. As marajaíces vão continuar, mesmo com teto ou limitações para inglês ver. Mas no fundo, mesmo, o controle dos gastos no Congresso é só para jogar holofotes na população, para que a votação seja mais rápida e a aprovação da PEC seja por unanimidade.

A luta para acabar com Foro Privilegiado dos parlamentares está cada vez mais presente, e será o mote das próximas manifestações de rua.  Com a aposentadoria especial aos oito anos para os políticos e com os diversos tipos de benesses escandalosas que eles acumulam, tanto no Congresso e no Senado, quanto no STF, fica difícil acreditar nessa PEC e na Reforma da Previdência que se avizinha. Reforma política, nem pensar, pois são os próprios que farão a redação, alteração e votação pela sua aprovação, e certamente eles não seriam tão idiotas de aprovar algo que lhes possa trazer perdas de direitos.

Não nos iludamos com o fato de os políticos estarem incluídos na PEC 241, pois isso é um artifício utilizado para calar o povo. A necessidade de controlar os gastos do governo é essencial, coisa que os governos petistas desconheceram solenemente, e a PEC, apesar de polêmica, se faz necessária, todavia não garante que seja cem por cento o resultado esperado. Certo é que se o governo não gastar menos e melhor, o Brasil vai quebrar e a gente vai sentir saudades da crise que já estamos vivendo.

O Congresso sempre soube dar um jeitinho quando precisa de verba extra para aumentar seus salários etc. No final, quem vai sozinho pagando essa conta é mesmo o povo trabalhador. Se não aprovarem a PEC, vão fazer o povo sofrer. Mas, se aprovarem, o povo sofrerá do mesmo jeito!

Um fato vergonhoso para os políticos e gestores do governo ter que se submeterem a limites de gastos, via cabresto, quando já existe a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Ministério do Planejamento para cuidar especificamente desse assunto, além do TCU. O rigor no cumprimento das leis, no âmbito governamental, é uma falácia, principalmente quando se olha para os governos anteriores. É por causa deles que o país está totalmente bagunçado, e para colocar a casa em ordem há necessidade imediata de alguma providência com remédio amargo. E não se vislumbra um bom resultado no curto prazo, considerando que o remédio para salvar o Brasil pode engrossar ainda mais os índices de desemprego.

A PEC do teto de gastos seria um passo na direção de uma solução possível, compreensível, contudo, é o único remédio que se possa receitar no momento.


Celso Pereira Lara

sábado, 8 de outubro de 2016

466-Segundo turno - JF

Novamente é chegado o momento em que os eleitores de Juiz de Fora cumprirão o compromisso de cidadania, depositando na urna eletrônica o seu voto de confiança, desta vez em segundo turno, no candidato a prefeito.

 A responsabilidade está sempre nas mãos do eleitor, e cabe a ele depositar o voto na urna em favor daquele que seja melhor para todos desta cidade. A oportunidade está posta!

O mais votado será o chefe do poder executivo municipal, a quem compete chefiar a administração e comandar os serviços públicos.  Enfim, é o responsável pelo atendimento das demandas da população e pelo crescimento econômico e social da cidade.

Há que se considerar que as receitas do município são ajustadas para movimentar a máquina pública, e quase sempre o poder municipal depende de verbas federais para realizar programas específicos. E em tempos de crise na esfera federal - justo no momento em que a PEC 241, que limita gastos públicos por 20 anos, é aprovada em primeiro turno na Câmara dos deputados -, as promessas de repasses não vão passar de simples promessas. Este é o grande gargalo que os prefeitos terão de enfrentar em sua administração. Se antes já não estava fácil, o que dizer daqui pra frente?

Vale lembrar que, durante as campanhas, argumentos que insinuem desconstrução do adversário não representam os interesses da população, pois não é justo enaltecer uma candidatura aplicando deméritos à outra. O que está em jogo é a defesa de suas propostas, é isso que o eleitor quer saber.

O que se pretende nas campanhas é levar até o eleitorado as propostas básicas e factíveis, que possam de fato convencer a todos, ou seja, o candidato deve se valer apenas das ações a que se propõe realizar no comando da Prefeitura. As pretensões devem ser claras e objetivas. Isso basta!

O eleitor, por sua vez, deve entender que o ato de votar expressa a vontade de fazer progredir a sua cidade e de melhorar as condições de vida da população. Essa é a essência do voto consciente, e não aquele que visa objetivos específicos ou mesquinhos. O voto será direcionado ao candidato que apresentar uma proposta convincente e de possível realização. Nada de promessas eleitoreiras!

Embora o contexto político nacional revele certa desilusão do povo com os políticos, os resultados das urnas, nesse segundo turno, melhor dirão sobre o que pensam os eleitores a respeito da valorização da sua cidade. E Juiz de Fora merece um voto de confiança, apostando no seu desenvolvimento, apesar da crise. Acreditar faz parte!

Os prefeitáveis estão devidamente informados de sua missão e do peso da responsabilidade que, uma vez eleito, terá de enfrentar, considerando que o caixa da Prefeitura não permite gastos mirabolantes e que os repasses e convênios com o governo federal estão sabidamente escassos. Afinal, prefeito não é mágico!

Que venha o candidato que realmente se proponha a construir uma Juiz de Fora maior, mais atrativa, uma cidade que, embora seja considerada interiorana, consiga desenvolver-se gerando polos de emprego e renda, e acima de tudo mais segurança pública. E que vença as eleições aquele que de fato seja do agrado do povo juiz-forano, e que realmente possa cumprir tudo aquilo que foi prometido durante as campanha. 

Celso Pereira Lara