sábado, 27 de julho de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
terça-feira, 23 de julho de 2013
236-Diretório Nacional do PT
Vão-se os anéis, ficam os dedos
Apreensão sempre existe, quando o governo
decide recuar de suas decisões bem pensadas, alegando atender a voz das ruas.
E, por enquanto, foram ínfimas as decisões definitivamente recuadas e as
reivindicações, de fato, atendidas. Não bastasse isso, vemos agora outro
episódio marcante, desta vez, sob a regência do Partido dos Trabalhadores, o
mesmo que comanda o Planalto. Com intenção idêntica à do governo, parece até
combinado (!), o PT tomou uma decisão inédita, excluindo três nomes que
concorreriam ao Diretório Nacional do partido: o ex-ministro a Casa Civil, José
Dirceu, e os deputados federais José Genoíno e João Paulo Cunha. Lembrando que,
bem antes, em ato de revide ao STF, o partido afrontava a própria democracia,
por não atender ao poder judiciário pela condenação dos mensaleiros, ao permitir
o exercício da atividade política dos três condenados junto à cúpula da facção.
Se fosse realmente um partido sério, no mínimo, haveria motivos para expulsão
deles no momento imediato das condenações, em nome da ética política,
considerando que o atual governo é do PT. Entretanto, agora, no auge da falta
de credibilidade da governança, também alegando atender a voz das ruas, votaram
pela exclusão dos três queridos e fortes candidatos desde sempre. Isso sugere mais
uma manobra sinistra, não! Afinal, qual a real intenção disso? Seria para passar
a ideia de que o PT está com o povo e que a voz das ruas tem poder? Dessa
forma, estaria mostrando à população que a intenção é fazer uma
"faxina" no partido (e no governo!), livrando-se da parte podre: algumas
sujeiras que ainda estão incomodando os brasileiros. O PT convive com uma
controvérsia desde que saiu o julgamento do mensalão. Uma ala defende que eles
são inocentes e que tudo não passou de uma perseguição política, tramada pela
direita, a mídia e a sociedade conservadora. O fato de excluí-los da direção do
partido significaria uma confissão de culpa, uma declaração de que o STF
estaria certo em seus julgamentos condenatórios. Outra ala defende que agindo
assim estaria ouvindo a voz das ruas, pois a população está pedindo mais ética
na política, e não seria coerente que os três se lançassem candidatos para
2014. Além do mais, já está previsto para meados de agosto o começo dos
julgamentos dos recursos apresentados por advogados de defesa dos réus do
mensalão e, se as condenações forem mantidas, todos podem ser presos. Enfim, tudo
sugere que se trata mesmo de uma estratégia política, visando reconquistar a
confiança do eleitorado e dar continuidade à dominação do poder central. Por
outro lado, não sem motivos, o índice de popularidade do ex-presidente, que
chegou a atingir 84% em 2009, hoje registra 39%. E o da presidente, 30%. Parece
que aí reside a verdadeira causa da “faxina”. Resta saber se isso será
suficiente!
Celso
Pereira Lara
domingo, 21 de julho de 2013
235-Os ativistas das ruas
Somos nós os verdadeiros ativistas das ruas: os
inconformados com os desmandos governamentais
As manifestações de protestos que tiveram o
seu ponto alto no mês de junho, embora carregassem, inicialmente, no bojo de
suas causas a impressão de que seriam somente pelos 0,20, ganharam contornos de
uma explosão de insatisfações acumuladas ao longo desses dez anos de governo. O
governo do PT que fazia oposição a tudo, mas, quando assumiu a presidência, fez
acordos com o PMDB e deu prosseguimento aos seus projetos de reforma da
previdência, entre outros; fez acordos com seus maiores rivais: Collor, Sarney
e Maluf. Em nome da governabilidade, formou a maior base aliada do mundo, e
mesmo assim foram emitidas centenas de Medidas Provisórias. Envolvimentos em
escândalos de corrupção e desvios de recursos públicos, muitos deles ligados ao
centro do poder; os julgamentos do mensalão não tiveram o resultado esperado
pelo povo; políticos condenados voltam a ocupar cargos na Câmara e no Senado; aprovação
inicial de PECs visivelmente inconstitucionais, que afrontam a democracia e
colocam em risco o verdadeiro Estado Democrático de Direito: PEC 33 e PEC 37;
diversas áreas comprometidas, como Saúde, Educação, Transporte, Segurança
Pública e muitas estradas esburacadas, por onde escoa a produção; projetos
prometidos e não cumpridos; a rechaçada contratação de seis mil médicos cubanos; a inaceitável formação de uma constituinte para a reforma política; os voos a passeio com familiares nos aviões da FAB; enfim, a conjuntura político-econômica fora de
controle governamental, são fatores que levaram a população a engrossar os
protestos. É notório que o governo preocupou-se somente com o que lhe trás
garantia de votos: os projetos de bolsas. E na mesma esteira o Minha Casa Minha
Vida, sendo que este não é nenhuma benesse; é dever de Estado dar
prosseguimento à construção de casas populares, como política habitacional,
visando diminuir as injustiças. Nessa panorâmica, fica a pergunta: o que o
governo do PT fez de bom, ao longo desses dez anos, a não ser ficar envolvido
em escândalos e praticar a transferência de renda para os beneficiários das
dezenas de projetos-bolsa? Acrescente-se que um dos motivos dos protestos foi a
construção de várias Arenas, em vários estados, para a Copa das Confederações,
cujos recursos saíram dos cofres públicos e, segundo a presidente, seriam
reembolsados pelas construtoras, em forma de financiamento pelo BNDES. Uma
delas é a empresa OGX, de Eike Batista, que atualmente se apresenta em
queda no mercado de ações, segundo a CVM. O jornal 'Financial Times' questiona:
é o começo do fim do império de Eike Batista? Ou seja, seria mais um prejuízo contabilizado
aos cofres públicos? Os ativistas das ruas somos nós: eu, você e os milhões de
brasileiros inconformados com o estado de coisas que impera neste governo,
desde que assumiu a presidência. Não há necessidade de se buscar as origens dos
protestos nem de seus legítimos comandantes, quando na realidade as razões estão
à vista de todos. Basta querer enxergar!
Celso
Pereira Lara
sexta-feira, 19 de julho de 2013
234-O "poste" caiu
O poste caiu, levando consigo o ex-presidente e o
Congresso
Na realidade, durou apenas metade do tempo a vida útil a que teria direito a presidente Dilma. O
poste caiu de podre! E não foi sozinho: caiu arrastando o ex-presidente que não sabe de nada, mesmo estando ainda comandando ao lado dela, e todos os políticos da megabase aliada ou alugada. O termômetro que registra o grau de incompetência da
presidente revelou que o índice de 70%, por enquanto, ainda está muito bom para
ela. Agradeça, porque ainda tem margem para subir! E não será diferente para o ex-presidente,
porque o índice de 60% atribuído ao Lula poderá subir bem mais rápido, devido
aos processos de improbidade administrativa instaurados contra ele, e que estão em andamento na justiça. Os dois resultados,
neste momento, representam a rejeição explícita do povo. São índices que não
causam espanto a ninguém, principalmente aos que vêm acompanhando as notícias
do dia a dia neste país. Esses números são fruto da conscientização da população
com os assuntos políticos e econômicos, que culminou na insatisfação levada às
ruas pelas manifestações de protestos em junho. Embora muito tardiamente, o
povo percebe que vem sendo ignorado pelos seus eleitos durante esses longos
dez anos. A facilidade criada pelo governo para obtenção de créditos junto ao
comércio só serve para proporcionar maior endividamento das classes baixas, para
mais tarde tornarem-se inadimplentes. Não adianta fazer mágica com o parco dinheiro
do povo. Afinal, por onde anda a geração de renda e emprego tão divulgada em
sua campanha eleitoral? Atualmente se observa o contrário: queda de renda e
desemprego! O que as pessoas querem é emprego digno; que os produtos tenham
seus preços estabilizados pelo controle da inflação; que os impostos e taxas
não sejam tão extorsivos, enfim, que a política econômica esteja realmente sob
rígido controle, funcionando sem artifícios contábeis que só servem para
encobrir os erros das políticas do governo. Com a inflação presente no bolso do
povo, o nível de endividamento cresceu assustadoramente, sendo que os prejuízos
decorrentes do descontrole governamental são contabilizados a débito na
conhecida conta "credibilidade do governo", que automaticamente reflete
em outra conta chamada “popularidade da presidente”. Com tudo isso, não há
poste que resista em pé.
Celso
Pereira Lara
domingo, 14 de julho de 2013
233-A PEC da Submissão
A
possibilidade de o Congresso Nacional vir a se tornar uma instância acima do
Supremo ainda existe
A mesma unanimidade que aprovaria a PEC 37/2011,
cuja votação era prevista, impreterivelmente, para o dia 26 de junho, se viu
obrigada a votar, devido à antecipação do feito para 25, desta vez pela sua
rejeição, sob forte pressão do povo nas ruas. Morreu, portanto, uma das PECs de
caráter fascista. Coisas de política. A outra, a PEC 33/2011, conhecida como a
PEC da Submissão do Judiciário, é uma proposta que tem como objetivo dar poder
de veto ao Congresso Nacional sobre o controle da constitucionalidade das
normas legais e sobre as súmulas vinculantes, e conta também com a mesma
unanimidade para a sua aprovação. Isso, na prática, se traduz em uma amordaça
ao STF e o transforma em mero vassalo do Congresso. Em síntese, ela representa
um golpe à democracia. Não obstante, apesar de ser uma grave ameaça ao Estado
Democrático de Direito, ela ainda permanece na expectativa de uma boa
oportunidade para entrar em cena. Para ganhar validade, a PEC 33 teria ainda um
longo caminho a percorrer. Atualmente, ela está aguardando a criação de uma
Comissão Temporária na Mesa Diretora da Câmara, para avaliá-la e, se aprovada,
o texto seguiria para votação, em dois turnos, no plenário da Câmara. Caso seja
confirmada, ainda teria que passar por debate no Senado. Mas, por ser de
interesse da Casa, os parlamentares saberiam passar de fase, bem rapidinho. Lembrando
que, durante as manifestações populares, ocorridas em junho, a PEC 33 também
fazia parte das reivindicações, juntamente com a PEC 37, ainda que com pouca
visibilidade. Por que, então, a PEC 33 ainda não foi votada pela sua rejeição?
Possivelmente, como não houve mais cobrança da população, devem estar esperando
um melhor momento, como sempre, para colocá-la em votação de urgência e
aprová-la a toque de caixa. E ela não poderia ficar engavetada por muito tempo,
sabido que, uma vez aprovada, ela passaria a representar muito para os interesses
dos políticos. A rejeição unânime e imediata da PEC 37, aquela que mais
aparecia nos cartazes dos manifestantes, deixou transparecer que, assim agindo,
os estudantes ficariam mais calmos e esqueceriam a outra PEC. O que de fato parece
ter acontecido. Para o bem da democracia, a PEC 33 não deveria continuar
blindada. Para isso, os segmentos esclarecidos da sociedade brasileira,
comprometidos com a verdadeira democracia, precisariam acordar e reagir, antes
que o pesadelo totalitário se eternize. E teria que ser urgente, aproveitando esse
descontrole político, no qual o governo se encontra fragilizado, sem bússola, e
a sua base acuada, dispersa, sem contar que a corda, entre ambos, está esticada
ao extremo.
Celso
Pereira Lara
quarta-feira, 10 de julho de 2013
232-Mentes confusas
As decisões desfeitas pelo governo são no
mínimo suspeitas
Nesta fase de protestos compulsivos
espalhados pelas cidades brasileiras, ao mesmo tempo em que o Congresso se
apresenta totalmente fora de controle, confuso por falta de diálogo entre eles
e com a chefa do governo, as crises de legitimidade e de credibilidade
instaladas no Palácio do Planalto passam a ficar mais evidentes. Com o
plebiscito da reforma política anunciado pela presidente, em forma de cortina
de fumaça, o circo desta vez parece ter ficado vazio, por não ter agradado nem à
plateia popular nem aos comediantes parlamentares. E a emenda parece ter ficado
pior que o soneto! Por isso, o Congresso decide que a reforma política ficará
para depois, sem pressa. Após as manifestações da classe médica, o governo
brasileiro desiste da vinda de 6.000 médicos cubanos. Mas tentam buscar da
Espanha e Portugal os médicos que também saíram de Cuba. Embora não haja uma
explicação para essa mudança de atitude, os brasileiros só esperam que não haja
triangulação nessa história sinistra. A população anda muito preocupada com as
medidas polêmicas adotas por este governo e com o recuo, principalmente, da PEC
37. A preocupação também é com outras atitudes que caracterizam o desgoverno e que
agora se revelaram através da internet, pelos meios de comunicação não
oficiais. Confuso, o povo se pergunta como o governo chegou a esse ponto e como
será daqui por diante, inclusive, em quem votar nas próximas eleições,
considerando que o descrédito nos políticos é geral. Para melhor compreensão
das atitudes adotadas pelos governos, nesses dez anos, um vídeo disponibilizado
na internet é capaz de esclarecer com riquezas de detalhes o que há por trás da
máscara governamental: “Graça Salgueiro - Palestra completa sobre o Foro de São
Paulo”. A paciência para assisti-lo é recompensada pelo segredo desvendado. Depois,
não vai dizer que não sabia!
Assista agora, clique aqui.
Celso
Pereira Lara
segunda-feira, 8 de julho de 2013
231-Ministérios intocáveis
O momento exige união da base aliada, e
cortar ministérios não é nada recomendável
A presidente desmente boatos de que haveria
mudanças no seu ministério: "Não procedem as especulações de mudanças
ministeriais". Ao contrário, ela cobra mais empenho da atual equipe, no
sentido de levar adiante os cinco pactos acordados na reunião com os
governadores e prefeitos. Logicamente que o momento não é para cortar
ministérios visando reduzir gastos públicos, porque criaria um desconforto e
desestabilizaria a megabase de sustentação política governamental. A presidente
precisa, na atual circunstância, é de muito apoio do seu bloco, para o
enfrentamento das crises de legitimidade e de credibilidade que já começaram a tomar
conta do Palácio do Planalto. Mesmo ciente de que a composição de amiguinhos do
governo estaria muito acima da capacidade de lotação do trem, a presidente não
abre mão de nenhum de seus ministérios. O gigantismo da máquina pública e os gastos excessivos da estrutura
governamental superam os de qualquer país do mundo: O governo possui 984.330
servidores, com custo anual de R$ 192,8 bilhões; com cargos comissionados são
22.417; O custeio de todas as pastas – sem considerar investimentos – é de R$
611 bilhões. São, portanto, 39 ministérios, todos imprescindíveis. De
certo modo, não poderia descartar nenhum, pois estaria passando um atestado de
incompetência política. É melhor deixar quieto, não mexer no vespeiro. Interessante
é que, por não haver cortes ministeriais, a tarefa de apertar os gastos acabou
sobrando para o ministro da Fazenda. Na semana retrasada, ele anunciou que não
haveria mais espaço para cortes de despesas no orçamento. Mas, na semana seguinte,
lá pelas tantas, revendo as contas, sob pressão da Chefa, o ministro conseguiu selecionar
algumas despesas supérfluas que poderiam ser cortadas, totalizando algo em
torno de 15 bilhões e vislumbrou também possibilidades de novos cortes de
gordurinhas ao longo do ano. Ele disse ainda que “não está previsto aumento de
impostos”. Por enquanto. Na mesma linha, a presidente havia afirmado,
inicialmente, que as despesas com a construção das novas Arenas da Copa do
Mundo seriam totalmente pagas pelas empresas envolvidas. Entretanto, dias depois,
pressionada pela incontida mídia, anunciou que o governo bancaria as despesas,
mas que o total do investimento previsto (R$ 33 bilhões) seria devolvido pelas
construtoras comprometidas com o financiamento pelo BNDES, sem nenhum prejuízo
aos cofres públicos. Que assim seja! Ou será que o Tesouro vai contabilizar mais
esse calote?
Celso
Pereira Lara
sexta-feira, 5 de julho de 2013
230-Somos coniventes
Se a situação do governo chegou até aqui, é porque foi
com a nossa permissão
Não sou partidário nem tenho simpatia por
nenhum partido político, porque sempre percebi que a prevalência de interesses
próprios, no Congresso, era a meta dos políticos. O entendimento de que os legítimos
representantes do povo estão na Câmara e no Senado é uma ficção, uma falácia,
porque depois de eleitos suas preocupações passam a ser outras e os eleitores
ficam para as próximas eleições. A representatividade do povo é,
portanto, nula. Eles aprovam projetos de interesse do governo, ainda que o povo
se manifeste contrariamente. O que vale é estar ao lado do governo,
fortalecendo o seu prestígio. Isso é desanimador e frustrante para as pessoas
esclarecidas. Por outro lado, existe a manutenção de expressivo número de
pessoas, pouco esclarecidas, forçadas a acreditar que estão recebendo uma
grande benesse através de programas como o “bolsa família”, quando na realidade
esses programas são administrados na pobreza, onde elas não tem acesso aos
recursos civis da nação, ao mesmo tempo em que confiam e elegem seus verdugos
exploradores. Esses beneficiários jamais terão acesso à educação de qualidade,
porque não há o menor interesse nesse sentido por parte dos governantes. Todos
sabem que a educação é uma forma democrática de prover informação, fazendo com
que populações ingênuas possam aspirar legitimamente seus direitos de cidadãos,
evitando assim a propagação de gestores corruptos que impedem o desenvolvimento
geral do país. Se na área de Saúde os atendimentos médico-hospitalares estão
precários; se na área de Educação os professores são mal pagos e as escolas
sucateadas; se na área de Segurança a população convive com todo tipo de
violência e criminalidade; se na área de Transportes Urbanos o povo sofre com a
qualidade dos serviços, é porque tudo isso é do interesse dos governantes.
Quanto mais a população ficar dependente, mais fortalecido fica o Estado. Isso
faz parte da política. Mas faz parte da política maldosa, maquiavélica, porque
para governar o Brasil não haveria necessidade de uma política desse tipo. O
País arrecada muito em impostos. Basta administrar bem e com honestidade. Neste
momento, o povo não está pedindo reforma política e sim reforma dos políticos.
Cabe agora aos que detém um sentido político de observação refletir sobre a
parcela de responsabilidade na situação que ora vivemos. Apesar de repudiarmos
a corrupção, fomos até então negligentes com a presença dela. A tolerância
transcendeu os limites do suportável, deixando a impressão de conivência com
esse estado de coisas.
Celso Pereira Lara
quarta-feira, 3 de julho de 2013
229-O PT sem destino
Para
onde caminha o Partido dos Trabalhadores a partir deste momento?
O Partido dos Trabalhadores
conseguiu chegar a meados de 2013, apesar dos pesares, com a intenção de
perpetuar-se no poder, visando ajustar o sistema democrático no Brasil aos
moldes da cartilha do partido. Essa cartilha foi produzida há bastante tempo
com a ajuda de companheiros de muitos países, dentre eles sabidamente Cuba,
Venezuela e Colômbia, visando tão somente à implantação do modelo totalitário
de governo, baseado em ideais reformistas e revolucionários. Fica
difícil admitir que, em nome da democracia tão apregoada aos quatro cantos e
tão "mimada" pelo partido, atos de barbárie institucional tenham
acontecido nos governos deste país. É justamente colocando a
democracia como vitrine que o PT se aproveita, sorrateiramente, para levar
adiante seus propósitos inconfessáveis. Não se deve confundir liberdade
democrática com libertinagem, com atos desprovidos de ética, com desmandos e
desordens. A democracia com liberdade não se resume nisso a que todos
assistimos na última década. Uma terra de ninguém. A Constituição, que deveria
ser respeitada, passa a ser considerada apenas um best seller esquecido dentro
da gaveta do armário num cantinho do porão. Além de várias PECs criadas
intencionalmente para subtrair as forças do poder judiciário e da imprensa ou
da mídia. Escândalos de corrupção não param de acontecer. Maquiagens contábeis nas contas do governo são normais. São
fatos do conhecimento da população e que não deixam de ser repudiados por
todos. A indignação é geral e contamina até o mais desinformado. É uma das
causas da evolução dos protestos. O PT chegou bonzinho, com os seus ideais
socialistas, dispondo-se a resolver todos os males das classes menos
favorecidas, enfim, todas as injustiças. E, por isso, uma vez eleito, maciçamente,
porque o povo acreditou, passou a ocupar a cadeira da Presidência da República
do Brasil. Entretanto, atualmente, a população consegue observar que as
mudanças tão fortemente prometidas não ocorreram nas principais áreas de necessidades,
como Saúde, Educação, Transportes Urbanos, Políticas Públicas, Segurança
Pública e as demais. O povo se sente traído. Notadamente que é a partir disso
que a população agora exige mudanças, e que sejam radicais e verdadeiras. Não é
o plebiscito da reforma política, que nunca foi promessa de campanha, mas as mudanças
prometidas e que não aconteceram durante esses 10 anos!
Celso Pereira Lara
Celso Pereira Lara
terça-feira, 2 de julho de 2013
228-Estatuto do BNDES
Um
governo de cabeça para baixo
Com o boom das manifestações
de protestos neste país, o governo parece ter ficado de cabeça para baixo, tal
a confusão estabelecida no Congresso, no Planalto e na esfera jurídica. Tudo por
causa de uma manobra, há muito planejada, para desviar o foco dos movimentos
populares. Trata-se do plebiscito para a reforma política, que faz parte dos
cinco pactos anunciados pela presidente, em resposta às reivindicações dos
manifestantes nas ruas. No Congresso, a insatisfação é geral com essa
iniciativa da presidente, por entenderem que teria sido, apenas, para jogar uma
cortina de fumaça nos clamores do povo.
No meio jurídico, percebem-se a ilegalidade na forma de encaminhamento
do plebiscito e na sondagem popular. No Planalto, a apreensão toma conta do
núcleo político, que vez por outra é obrigado a se apresentar para dar
explicações. Enfim, é o governo que governa pelo caos. Não bastasse a
"contabilidade criativa", artifícios utilizados na contabilidade do
Brasil para o fechamento das contas públicas, em função do fraco desempenho do
PIB (pibinho) apresentado em novembro 2012, surge agora, em surdina, a mudança
no Estatuto Social do BNDES. O objetivo é o mesmo: manobras fiscais para fechamento
de contas 2013, através de triangulação. A credibilidade do governo, no
exterior, que já era pouca, agora ficou pior. Isso induz a pensar que os demais
índices não espelham a realidade, e a desconfiança, então, passa a ser da
população.
Celso Pereira Lara
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