sábado, 27 de outubro de 2018

528-Carta a Raul Jungmann


         Senhor Jungmann,

Fiquei confiante na lisura das urnas eletrônicas, as quais foram devidamente checadas por especialistas em informática que trabalham no governo, e por isso receberam a garantia do TSE, STF e Ministro da Defesa.

Fiquei confiante inclusive pelo fato de que o senhor também garantiu – diria que em tom de ameaça - que é 'inaceitável que se tente fazer crer que o sistema eletrônico é possível de fraude'. Assim se pronunciando permitiria que o povo brasileiro ficasse mais tranquilo, conquanto o pleito viesse a ocorrer sem nenhum transtorno.  

Lembro ao senhor que no primeiro turno ocorreram milhares de denúncias de fraudes nas urnas espalhadas por todo o país, as quais foram classificadas como fake news pelo governo, o que deixou o povo inconformado. E na mesma noite o senhor veio a público esclarecer, novamente – diria em tom de ameaça ainda maior - que não se admite qualquer suspeição sobre os resultados das urnas. Transcrevo as suas palavras proferidas com relação aos casos de fake news: "Quero avisar que estamos chegando aos responsáveis e eles serão denunciados pelo MP e serão enquadrados em falsidade ideológica ou crime contra honra".

Dito isso, senhor Jungmann, e diante das muitas ocorrências relacionadas às urnas eletrônicas, postadas nas redes sociais da web, neste segundo turno, fico surpreso e desconfiado com o que poderá acontecer com o resultado no segundo turno.

Por um lado, confio em suas palavras e na garantia dada pelo TSE e STF, mas, por outro, os indícios de fraudes me assustam terrivelmente. Esse estado de tensão que me acomete, e acredito que a cada um dos brasileiros de bem, gera uma sensação de traição, o que jamais admitiremos venha a acontecer. Não é o nosso desejo!

Todavia, as lideranças dos movimentos dos caminhoneiros já estão a postos para uma eventual surpresa quanto aos acontecimentos durante o pleito e ao resultado final. Os líderes declaram que, se o resultado das urnas não corresponder ao resultado das pesquisas feitas por instituição séria, vai ocorrer paralisação em todo o país de forma radical. Da mesma forma, as manifestações de rua irão acontecer simultaneamente!

Espero que nada disso venha a acontecer, porque confio no TSE, no STF e em suas palavras, entretanto - caso contrário -, com todo o respeito, informo ao senhor que não se trata de ameaças, trata-se de uma resposta de quem se sentirá traído e que por isso lutará pela manutenção do Estado Democrático de Direito e por um Brasil melhor!

Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!

Celso Pereira Lara

sábado, 20 de outubro de 2018

527-O inesperado vai acontecer


Quem não muda de caminho é trem. Na política, a alternância de poder é fundamental para a manutenção da democracia. Sem isso, é ditadura!

Apesar das crises no Brasil, advindas de longos anos de governos corruptos, os petistas ainda articulavam seus propósitos pelos bastidores da política, apostando na vitória de um candidato “poste” à Presidência da República. Contavam como certo voltarem ao poder para se eternizarem, considerando a fidelidade de seu povo, principalmente daqueles mais necessitados. Jamais pensariam em fracasso nas urnas!

PT aparelhou o Estado e criou diversos programas assistenciais, exatamente para os momentos de eleição. Eram votos contabilizados a seu favor, garantia de retorno ao poder, assim acreditavam os petistas de cima e da base de governo. Tudo devidamente planejado!

Acontece que não estava em seus planos o surgimento de um candidato de direita capaz de atrair tantos eleitores sem que tivesse alguma popularidade, ou sequer realizado algum programa de assistência aos mais carentes. E esse político filiou-se a um partido nanico para se lançar candidato, recusando, inclusive, o fundo partidário para a sua campanha e contando apenas com as suas incursões pelo país à sua maneira e com o apoio incipiente da população.

De maneira nunca vista, o crescimento de eleitores foi explosivo no subterrâneo da internet e nas manifestações de apoio nas ruas. Foi algo surreal na história política brasileira! Tal fato levou pânico não só aos petistas mais radicais, como também e principalmente aos cientistas políticos e jornalistas. Os jornais estrangeiros foram surpreendidos com esse fenômeno, e os de viés esquerdista noticiavam que o candidato seria um retrocesso e um perigo para o Brasil.

As pesquisas mostram o perfil dos eleitores quanto à intenção de voto entre os candidatos da direita e da esquerda, e o diferencial é tão grande que a vitória da direita já é considerada irreversível. A esquerda faz de tudo para conquistar o eleitorado: adota as cores verde e amarelo, retira a imagem de Lula e outros penduricalhos que remetiam ao fracassado PT. Além disso, passaram a desmentir suas propostas indecorosas, como dar indulto ao ex-presidente, entre outras.

Depois que um pedetista humilhou os petistas em comício do PT, dizendo que Lula está preso e eles não reconheciam os seus erros, e que por isso a direita cresceu, alguns políticos se convenceram de que seguir os conselhos do pedetista seria a melhor opção. Eles têm a certeza de que serão derrotados nas urnas e agora querem fazer um mea culpa, como se os da direita fossem lhes perdoar ou acreditar nessa farsa! Alguns até já se apresentaram para isso. Não fosse a prevista derrota acachapante, certamente estariam defendendo o PT e o presidiário, e a roubalheira continuaria de vento em popa! Melhor seria terem ficado caladinhos, assumindo todo o ônus de suas atitudes, para mostrar a fidelidade ao encarcerado. Além do mais, não adianta pedirem desculpas, se ainda permanecem no partido dos corruptos!

Ainda inconformados com o crescimento nas pesquisas, com uma vantagem assombrosa, petistas partiram para ataques, por meio de fake news, contra o adversário, incluindo acusações infundadas ou sem provas – segundo notícias -, o que gerou diversas entradas na Justiça. Por outro lado, os ataques contra o PT foram de notícias verdadeiras, e não foram poucos os malfeitos, inclusive do poste petista!

A campanha do candidato de direita foi turbinada pelas redes sociais da web, fato que ninguém contava pudesse elevar demais os índices das pesquisas e deixar a esquerda atônita, sem norte político. Mas quem vai dizer a verdade é o resultado das urnas no segundo turno das eleições!

Celso Pereira Lara

domingo, 14 de outubro de 2018

526-Uma eleição sob suspeita


Se em 2014 o resultado das urnas foi surpreendente, favorecendo a candidata petista Dilma, em 2018 o fato poderá se repetir, favorecendo o candidato petista Haddad.

Os eleitores de Bolsonaro estão confiantes da vitória no segundo turno da eleição, considerando a grande quantidade de apoiadores nas redes da internet e as pesquisas paralelas de intenção de voto. Entretanto, existe uma grande dúvida quanto à lisura das urnas eletrônicas, enquanto estas são o grande monstro que vem elegendo os amigos do rei nos últimos 20 anos e fazendo os eleitores de palhaços.

Pelo andar da carruagem, mesmo com Bolsonaro crescendo em adesões significativas, chegando a mais de 60% nas pesquisas paralelas e sérias, sou forçado a dar o meu triste prognóstico: vai dar Haddad no segundo turno, por uma diferença mínima. Claro que vai contar com a ajuda do programa de computador das urnas eletrônicas de uma empresa venezuelana, ligada ao ditador Maduro. Nada suspeito, não é mesmo? O acontecimento de 2014 não poderá se repetir. Não devemos nos calar.

Escrevo esse texto contra a minha vontade e muito ressentido, mas me vejo na obrigação de externar o que penso e o que sinto diante do quadro que o candidato petista Haddad e sua vice comunista Manuela vêm pintando nos últimos dias. Entendo que a estratégia de cores da Bandeira do Brasil e o fato de terem ido à Igreja para comungar, e na saída, ao serem entrevistados, desqualificarem Bolsonaro e o Bispo da Universal, fazem parte de algo premeditado. Além disso, nas propostas de Haddad – e durante a campanha tem declarado confiante e abertamente que fará - constam a desmilitarização da polícia, censura das mídias sociais, convocação de uma nova constituinte, acabar com a autonomia dos órgãos investigadores, soltura de criminosos presos por “pequenos delitos”,  e outras façanhas que ainda irão aprontar, que fazem parte do conjunto de artifícios para justificar o resultado das urnas e dizerem que houve um crescimento inesperado às vésperas das eleições. 

O que ocorreu no primeiro turno, pressinto que vai ocorrer no segundo, e novamente a PGR, o TSE e o Ministro da Defesa virão a público defender a lisura das urnas. E as ameaças de mandar prender quem disser que houve ou divulgar os casos de fraudes são a estratégia do Governo federal petista, que funciona como extintor para apagar o fogo. Acho imprevisível o que vai acontecer após a divulgação do resultado desastroso das eleições, entretanto, sabemos que não poderá ficar por isso mesmo. Alguma coisa terá que acontecer, custe o que custar.

Celso Pereira Lara

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

525-O Brasil que queremos!


O medo da esquerda era de uma intervenção militar, mas não esperava uma derrota nas urnas!

Fico imaginando as comemorações pelo resultado das eleições do dia 7 por todo o país e como será a rotina do dia seguinte, sabendo que a esquerda socialista comunista - que estava no comando político há 24 anos, conduzindo o país para a fase final de implantação do comunismo -  foi afastada do poder sem a necessidade de uma intervenção militar!

Com uma campanha totalmente transparente, sem dinheiro público e contando apenas com o apoio voluntário da população, o candidato de direita quase foi abatido por uma facada encomendada, recuperou-se no hospital e está agora em sua residência sob cuidados médicos. Mesmo afastado dos debates na mídia e nas TVs, as pesquisas não conseguem esconder o crescimento extraordinário das intenções de voto, o que para todos é visível que ele está muito além dos índices divulgados.

O fenômeno Bolsonaro chegou no momento certo para salvar a República do Brasil das garras comunistas e aliviar o povo que vinha sofrendo com os deboches, divisionismos de classe, raça e religião, e com o abandono dos serviços públicos.

Desesperados, os esquerdistas partiram para o ataque através de fake news e movimentos #EleNão, o que provocou uma onda de adesões a Bolsonaro, fazendo com que ele subisse mais ainda nas pesquisas.

Enquanto esteve internado, seus eleitores depositavam fé na recuperação de sua saúde e não se cansavam de ir para as ruas manifestar o apoio e a confiança em sua candidatura à Presidência.  

Será eleito democraticamente pelo voto, apesar das urnas eletrônicas, e o mito entrará para a História do Brasil com todas as honras e glórias merecidas, e o povo jamais esquecerá disso! Foi tudo muito lindo, uma verdadeira lição de democracia! Parabéns, povo! Parabéns, Bolsonaro! Brasil acima de tudo...

Celso Pereira Lara

domingo, 30 de setembro de 2018

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

523- Capitalismo X Socialismo

 O capitalismo é um sistema econômico e social, baseado na propriedade privada e na acumulação de capital, enquanto o socialismo se opõe a tudo isso.

No capitalismo, as empresas produzem mercadorias destinadas à venda, e, com o dinheiro arrecadado, pagam seus empregados e recolhem impostos para o governo. Importam e exportam produtos, negociam preços e forma de pagamento. Assim funciona na maioria dos países desenvolvidos. As relações internacionais são o maior suporte para o crescimento econômico dos países. O mercado internacional se sustenta com as portas abertas para negociações econômicas bilaterais e há plena liberdade comercial. No capitalismo, todos almejam a prosperidade: o patrão, o empregado e o país.

O socialismo é uma doutrina política e econômica baseada nos meios de produção e sua distribuição. Ele se fundamenta na luta por uma sociedade mais justa, mais igualitária, onde tudo é de todos. Deixa de existir propriedade privada, e todos os bens são do Estado, o qual passa a distribuir a renda para a população. A igualdade se justifica quando as classes sociais se extinguem e todos ficam igualmente miseráveis.

No capitalismo, o lucro é uma recompensa para alguém que produz alguma coisa. E você ainda pode escolher o preço para comprar ou vender. É livre a escolha, é um regime de livre mercado. A liberdade é o principal fator para sustentar o capitalismo.


No socialismo, os preços são determinados pelo governo. Tudo que o povo tem passa a ser do governo, a quem compete gerenciar e dividir com todos aqueles que nada produziram. Não existe concorrência porque os preços são fixados pelo governo, e os meios de produção são socializados, a população consome o que foi produzido. A escassez de comida e o desemprego gigantesco são a principal característica desse modelo de governo. A arrecadação de dinheiro vai ficando cada vez menor, agravando a situação econômica e social do país. Ninguém pode falar mal do governo porque liberdade de expressão não existe e não há como reclamar, porque tudo está em poder do governo. Ficam sem internet e perdem o contato com o exterior. Vivem, portanto, numa bolha. Não existe valorização humana, e os que não concordam com o regime são reprimidos e até mortos pela guarda policial do ditador.

         Atualmente, a Venezuela é um exemplo clássico de socialismo. As notícias não são divulgadas por causa da repressão aos jornalistas, de uma forma geral, e muitos comem do lixo que os caminhões recolhem das casas. A população desesperada tenta pedir ajuda às organizações internacionais, mas não obtêm êxito. Milhares de venezuelanos já fugiram para os países vizinhos, e mais de 50 mil já entraram no Brasil, pelo estado de Roraima, desde 2015

      Os socialistas condenam o capitalismo porque o consideram opressor, condenam o patrão porque o consideram explorador, condenam a mídia porque a consideram golpista, condenam a liberdade de expressão porque consideram fascistas os opositores do governo.

No governo socialista, as pessoas não têm a sua individualidade, elas agem conforme são permitidas pelo governo. A fome e a miséria atingem níveis tais que as pessoas chegam até a comer cachorros. O governo não faz parte da divisão igualitária, pois igualdade é somente para o povo, dividindo os seus próprios bens. Quando a quase totalidade da população estiver na miséria, é porque chegou-se ao estágio da almejada igualdade - da sociedade mais justa -, então, o governo socialista já tem no comando a figura de um ditador, momento em que o comunismo passa a ser a nova forma de governo.

Celso Pereira Lara

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

522- O candidato e o eleitor

 Atualmente há uma nítida distinção entre os propósitos da direita e os da esquerda, e o resultado das eleições deste ano vai revelar se realmente o povo quer mudanças.

O povo reclama muito do Governo, diz que o desemprego cresceu demais, os preços de tudo aumentaram, que a violência tomou conta do país, a saúde só Deus sabe, mas no momento do voto parece que dá um branco na mente e perde a grande oportunidade de mudar tudo isso que o atormenta.

Reeleger determinados políticos é declarar que gosta de ser masoquista, e a oportunidade de participar do pleito não pode ser desperdiçada principalmente com votos nulos ou brancos. É preciso fazer valer a sua legítima pretensão de querer mudar a situação do Brasil. Nesse momento prevalece o sentimento de patriotismo e o voto deve ser dado ao candidato comprometido com a Nação!    

No Brasil há uma nítida percepção de que o brasileiro gosta mesmo de sofrer, ao eleger políticos que deixam de lado a representação legítima dos anseios do povo para cuidar de propósitos particulares. Tanto é que isso se repete a cada pleito e permite que os reeleitos se sintam à vontade, detentores de poderes ilimitados, amparados pelo voto popular, e dessa forma usam e abusam de malfeitos, tudo em nome da democracia. Essa é a realidade expressa nos últimos 30 anos, mas o povo ainda não é capaz de enxergar que tudo isso pode ser mudado e deixar de ser conivente com toda essa bagunça que vem degradando o país.     

A predominância dos partidos políticos de esquerda na política brasileira é algo que assusta qualquer eleitor minimamente politizado. Quando se pensa em mudar a política, tudo fica apenas no pensamento, pois as grandes siglas são detentoras dos votos no Congresso, e isso faz com que tudo permaneça como eles querem, não como a vontade do povo. Daí a necessidade de mudança de comportamento da parte dos eleitores, para conduzir a democracia com plenitude, pois o que se tem no momento é um blocão de partidos muito bem organizados, sinalizando que teremos um novo governo mais promíscuo ainda.

Há muito não se tem um verdadeiro partido de direita, capaz de fazer uma oposição legítima. Quando muito, o que se vê é uma falsa oposição, visando barganhar postos no Governo, e, ao conseguir, tudo volta ao normal, ou seja, a fazer parte da base aliada. Portanto, vivemos uma falsa política, dominada pelo totalitarismo da esquerda socialista e comunista, a qual não tem a menor preocupação com o desenvolvimento do país, finge lutar pelo social, mas conduz a população ao divisionismo.

Nas redes sociais da internet observa-se o crescimento dos defensores de políticos com ideologia de direita, que sejam capazes de desfazer os malfeitos e fazer o Brasil retornar à normalidade política, econômica e social. Fazer valer a frase "Ordem e Progresso" que está escrita na bandeira brasileira, o lema político do positivismo, dos ideais republicanos. A população já está cansada de conviver com os desmandos que acontecem no Governo e com o descrédito dos três poderes, e isso faz com que a crença num determinado candidato de direita seja a verdadeira salvação e que seja definitiva.

Com o aparecimento de um candidato de direita - ficha limpa e sem qualquer suspeita de maracutaias - concorrendo à presidência, os eleitores insatisfeitos com o status quo têm a oportunidade de apostar todas as suas fichas nele, em busca da verdadeira mudança para reconstruir a governabilidade no Brasil. O momento político impõe eleger candidatos que tenham vocação patriótica, e isso é tudo.

Celso Pereira Lara

quarta-feira, 25 de julho de 2018

sexta-feira, 20 de julho de 2018

520-A politicagem

Política pode não ser uma profissão, mas ela é a ocupação mais bem paga, pelo menos aqui no Brasil.

Os políticos se divertem em seu local de trabalho, lutam pela aprovação de matérias de seus interesses e ainda recebem remunerações estratosféricas no final de cada mês, enquanto a população, meio que alienada e escarnecida, fica anestesiada diante das sandices aprovadas no Congresso. Parece que os eleitores já se acostumaram a ver as notícias do dia a dia no meio político, mesmo sabendo que são acontecimentos dos quais eles discordam.  

E para movimentar um pouco mais o espetáculo circense, adivinha quem se arrependeu de deixar a vida pública? Ele mesmo, o Tiririca, que se dizia decepcionado com a política brasileira e envergonhado com o que viu no período de seu mandato. Ele tentará a reeleição pela terceira vez, e certamente será reeleito pelos seus fiéis seguidores, pois eles sabem que pior do que está não fica!

O que se vê muito nas redes sociais é uma campanha pela não reeleição, ou reeleição zero, como alternativa de salvação para o país. Há exceções, sim, como em todas as regras, todavia os escolhidos deverão atender a critérios rigorosamente aplicados, como ficha limpa, atuação dinâmica, projetos apresentados e os aprovados. Aqueles que apenas ficam se fazendo de moscas mortas não merecem a reeleição. Tem que ser participativo, representante de fato, lutar em benefício da população e do crescimento do país, acima de tudo. Marcar presença, não basta!

As eleições se aproximam e percebe-se o clima de medo que envolve os parlamentares, mesmo porque eles sabem muito bem o que fizeram nos últimos governos. Todos os malfeitos estão expostos na internet, com a imagem e o nome dos autores, e tentar se apresentar com promessas de renovar a política seria a pior das falácias até então produzidas. Os citados em escândalos tentarão a todo custo desdizer as acusações, por meio de argumentação falaciosa, para convencer o eleitorado mais uma vez. Aos eleitores, cabe o exame de consciência na hora do voto!

A movimentação desesperada em busca de alianças faz com que os partidos desprezem seus propósitos, prevalecendo os interesses pela reeleição dos candidatos, numa espécie de salve-se quem puder. A ideologia partidária fica de lado, deixando o eleitor confuso, mas o que importa mesmo é seguir em blocão, com o velho bordão: juntos, somos mais fortes! São alianças espúrias, anunciando o continuísmo dos governos, mas fingem vender ao povo a ideia de renovação diante dos escândalos efervescentes. O que se espera mudar nessa política, quando os atores são reeleitos?

É certo que muitos senadores tentarão concorrer à Câmara, visando garantir o foro privilegiado e escapar da condenação por estarem envolvidos em ilícitos. Na Câmara, muitos deputados mudaram de partido, sem se importar com a fidelidade partidária, apenas para se esconderem numa sigla menos visível, pois sabem que serão punidos pelos eleitores que acompanham as notícias. Nesse mesmo trem, embarca a candidatura de Dilma ao Senado por Minas Gerais, e dessa forma Dilma estará fazendo jus à parte boa do seu impeachment. Juntos e misturados, esses candidatos sabem muito bem que somente a reeleição poderá salvá-los da condenação feita pelo povo esclarecido e pela justiça brasileira!

No período eleitoral 2018, as propagandas políticas terão o momento mais cômico da nossa história, onde os candidatos cinicamente apresentarão suas mesmas propostas, como se fossem novidades e como se nada tivesse acontecido durante o seu mandato. A politicagem cria regras para garantir mandatos sucessivos e, dessa forma, acobertar políticos desonestos.

Celso Pereira Lara

terça-feira, 10 de julho de 2018

519-Aparelhamento do Estado


A ocupação de cargos de confiança na administração pública é essencial para o Governo, porque quanto maior a quantidade de indicados maior a chance de levar adiante os projetos que não agradam ao povo.

As indicações políticas para o preenchimento de cargos públicos é coisa antiga e muito válida, quando se pretende governar a serviço da Nação e em benefício do povo. Dessa forma, a governabilidade se torna bem mais fácil, porque tudo segue na direção desejada. Mas quando a finalidade é desviada desses propósitos, e feita exclusivamente visando interesses próprios para se manterem no poder, os malfeitos logo aparecem e põem o país no caminho da ruína, onde os apadrinhados de plantão aproveitam-se da oportunidade para se locupletarem. Pelo menos é o que temos assistido durante os últimos governos!

As indicações feitas por presidentes são para provimento de cargos relevantes em todas as esferas de poder, principalmente no judiciário, de tal forma que em qualquer circunstância os indicados estejam de prontidão para intervir a favor do chefe da Nação. São verdadeiros guardiões da presidência da República, custe o que custar!

O recente caso em que um desembargador do TRF-4 - indicado por Dilma - atende o pedido de soltura do ex-presidente presidiário, feito por políticos petistas, é um exemplo típico de aparelhamento do Estado. Temos também a libertação do presidiário ex-ministro José Dirceu. A ex-presidente Dilma foi beneficiada com o fatiamento do impeachment, que a afastou do Governo, mas manteve os seus direitos políticos. São casos extremamente gritantes aos olhos da justiça, ao mesmo tempo que debocha da inteligência do povo brasileiro e deixa o país desacreditado pela opinião estrangeira.

As investidas pela soltura de políticos corruptos se devem justamente por causa das indicações feitas pelos ex-presidentes petistas, principalmente as indicações no STF onde os ministros são quase a maioria. A verdade é que Lula só está preso porque a competência para julgamento e condenação cabe ao TRF-4. O Supremo vem amargando a derrota de 6 votos a 5, desde 2016, ao manter a possibilidade de prisão a condenados por colegiado de 2ª instância. Tal fato incomoda Lula, Dilma e os demais petistas envolvidos na Lava Jato.

Apesar de tudo, o sonho petista está a ponto de se tornar realidade: ver na presidência do STF um ex-advogado do PT. Toffoli não é juiz, pois foi reprovado duas vezes em concurso, mas em 2009 foi indicado por Lula ao cargo de ministro do Supremo. Setembro já se aproxima trazendo muitas novidades, algumas até previsíveis, a partir do momento em que a Suprema Corte estiver sendo presidida por um ministro petista, o mesmo que compõe a 2ª Turma da Corte, a qual decidiu pela soltura de José Dirceu. Espera-se que surjam fatos novos em favor de um condenado, que certamente deixarão o povo no ápice de sua indignação com essa justiça que a cada dia se revela mais tendenciosa.

Mas, afinal, por que essa luta incessante pela soltura de Lula, se ele nada fez durante os 8 anos em que esteve no comando do Governo, a não ser contribuir para o avanço da destruição do Brasil?

Já estamos cansados de ficar assistindo a factoides criados pela magistratura brasileira. São artifícios apelativos, sem o caráter convincente, que apenas denotam submissão, ao menos ideológica, aos presidiários petistas. Magistrados plantonistas arriscam tudo pela liberdade de um condenado e preso, ainda que pelas vias da contramão da Constituição, e isso é muito grave! As previsões quanto à soltura de Lula são muitas e, caso se confirmem, as consequências podem não ser nada boas, indicando que o estado democrático de direito estará em risco.

Celso Pereira Lara