terça-feira, 13 de setembro de 2016
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
460-Como assim é página virada?
Matéria publicada em "O Antagonista", em
07.09.2016.
"O impeachment é página virada".
Foi o que disse o
Advogado-Geral da União, Fábio Medina Osório, à Folha de S. Paulo.
Ele não acredita
que o STF possa rever a decisão do Senado:
"É uma solução
irreversível. Como é uma matéria jurisdicional de competência do Senado, o
Senado tem o direito, em tese, de errar por último. O impeachment é página
virada e não deve ser remexido pelo STF".
O mesmo vale para a
questão do fatiamento da pena de Dilma Rousseff:
"O Senado era
quem tinha a palavra final sobre esse julgamento quanto ao mérito e o mérito
envolvia também essa questão do fatiamento, portanto, entendo que isso não deve
mais ser revisto. Temos que olhar para o futuro e pacificar esse assunto".
E também:
"Se olharmos a
jurisprudência do STF quanto à revisão do mérito dos julgamentos, eu diria que
o Supremo não deve rever. Entendo que o fatiamento remete ao mérito do
julgamento, já que foi debatido com senadores e pactuado dentro do Senado. Se
violou ou não a Constituição, é uma matéria interna corporis e a tendência é
não modificar".
Opinião deste Blog:
Como
assim é página virada? É triste saber que o golpe saiu de dentro do Senado, com
a complacência do presidente da sessão do julgamento, Ministro Lewandowski, que
também é o presidente do Supremo Tribunal Federal. O estupro cometido na
Constituição é o golpe mais perverso que se pode praticar na democracia,
principalmente quando se trata de impeachment, onde uma presidente condenada
estaria, logo em seguida, habilitada a ocupar cargos públicos. Então, não houve
impeachment constitucional; houve um flagrante desrespeito à Constituição.
O
STF não poderia se curvar diante de uma decisão de tal magnitude. Deveria, por
questão de ser o guardião da Constituição, anular total ou parcialmente o
impeachment, para que a confiança nas instituições volte aos padrões normais.
Não se trata de se colocar acima das decisões do Senado. Trata-se de
restabelecer a confiança no Estado Democrático de Direito, sempre que houver um
cometimento desrespeitoso à Carta Maior. Dessa forma, no mínimo, Renan e
Lewandowski deveriam ser responsabilizados pela desastrosa artimanha praticada
antecipadamente e aos olhos de todos contra a Pátria. Não sendo assim, como
ficará daqui pra frente?
O
Brasil não pode seguir em frente, fingindo que nada aconteceu. Alguma coisa
deve ser feita e cabe aos movimentos de rua iniciar manifestações com urgência
e denunciar ao mundo a insatisfação com a decisão do impeachment. Nada de dar o
troco nas eleições ou outras medidas de vingança, pois isso não resolve o grave
problema.
O
Brasil não pode caminhar de muletas... Portanto, o impeachment não é página
virada!
Celso Pereira Lara
domingo, 4 de setembro de 2016
459-Candidato a vereador
A menos de um
mês teremos eleições municipais. É chegada a hora de analisar o balanço das
realizações dos vereadores.
Disputar a reeleição, principalmente nesse momento de
conturbação política, não será tarefa fácil para aqueles que cumpriram o mandato
na “sombra do boi”, somente cuidando de seus interesses. Para aqueles que desempenharam
bem o mandato, a reeleição pode acontecer naturalmente. Já os novos candidatos,
com ares de esperança e salvação dos problemas que afligem a população, devem
redobrar os esforços para a conquista do eleitorado.
O corpo a corpo na disputa eleitoral não pode perder de
vista a verdade nas promessas dos candidatos a vereador. Mentir para os
eleitores é crime eleitoral, e isso foi muito comum nas últimas eleições para
presidente. Um verdadeiro show de promessas fantasiosas tomou conta das
televisões e dos palanques dos presidenciáveis. Uma vergonha nacional.
As promessas dos candidatos a vereador costumam vir recheadas
de ofertas atrativas ao eleitor. Serviços que nada têm a ver com as suas
verdadeiras funções são prometidos nas comunidades. O eleitor, por sua vez,
desconhecendo esses artifícios ou não, confia o seu voto àquele candidato que
mais lhe oferece vantagens. Essa é a realidade no momento do voto: Avocar os
interesses vantajosos, em detrimento da população. Bem de acordo com o ditado “Farinha
pouca, meu pirão primeiro”. Triste realidade!
Enquanto o eleitor não se conscientizar de que o
troca-troca de vantagens com políticos só serve para alimentar a cadeia de
malfeitos no país, jamais sairemos desse processo. Temos que começar pelos
pequenos atos. E o momento das urnas é propício para os eleitores darem o
recado de que não mais aceitarão candidatos que estejam comprometidos com a
criminalidade eleitoral ou mentira.
O candidato a vereador tem a obrigação de saber das suas
atribuições e das sanções penais previstas em lei eleitoral, se ele realmente pretende
ser um nobre edil. A compra de votos e as mentiras praticadas são condutas que
ofendem os princípios resguardados pela legislação eleitoral, e, portanto, são
considerados crimes eleitorais. O que se pode esperar de um candidato que já se
apresenta faltando com a lisura e com o compromisso de legislar para o bem do
povo e do município?
Não é função de vereador distribuir cesta básica, saco de
cimento, pagar churrasco, fazer festa para a comunidade, oferecer emprego,
conseguir vaga em hospital, tapar buraco de rua, prometer obras. Mas, sim,
legislar sobre o interesse local, fiscalizar as contas da Prefeitura, promover
debates públicos. Atenção, candidatos: Prometer aquilo que está fora de suas
funções ou aquilo que não pode cumprir é crime!
Temos, no período eleitoral, dois lados perversos com um
só objetivo: interesse próprio. Um lado é quando o candidato se aproveita de suas
condições de futuro legislador para iludir o eleitor, e a ética, então, passa
para o andar de baixo. O outro é quando o eleitor vota com a intenção de auferir
benefícios para si. Então, é sinal de que o combate à corrupção ainda está
longe de chegar ao fim. São pequenas distorções que devem ser combatidas logo
no início, se de fato quisermos um Brasil melhor.
Celso
Pereira Lara
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A Mesa Diretora da Câmara Municipal do Rio esclarece que a atividade parlamentar têm como principal finalidade a produção de leis e a fiscalização das ações do Poder Executivo. Mas também existem outras funções e suas atribuições não se limitam as sessões plenárias. Por ser um agente público, e na maioria das vezes, residir próximo aos seus eleitores, o vereador assume o papel de interlocutor entre a sociedade e o Poder Público, vocalizando as demandas e anseios daquela parcela da população ou segmento o qual representa. Para isso, a atuação externa ao seu gabinete é imprescindível e tão importante quanto à legislativa e fiscalizadora.
Tratando-se da atividade em plenário, o vereador poderá discutir da tribuna temas e fatos relevantes para a Cidade, no período denominado de Grande Expediente, e depois, apreciar e votar projetos de lei, no período denominado Ordem do Dia. Vale salientar que os parlamentares, mesmo ausentes do plenário, poderão estar em seu gabinete ou em outro espaço da Casa, realizando estudo ou análise da pauta de votação em andamento ou elaborando substitutivos e requerimentos e, até mesmo, se eximindo de votar determinado projeto, quando assim achar necessário.
Outra atividade relevante realizada pelos vereadores em plenário é a promoção das audiências públicas que garantem a participação da sociedade nas ações do Legislativo e nas decisões sobre os destinos da Cidade, através das Comissões Permanentes e Especiais da Casa.
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A Mesa Diretora da Câmara Municipal do Rio esclarece que a atividade parlamentar têm como principal finalidade a produção de leis e a fiscalização das ações do Poder Executivo. Mas também existem outras funções e suas atribuições não se limitam as sessões plenárias. Por ser um agente público, e na maioria das vezes, residir próximo aos seus eleitores, o vereador assume o papel de interlocutor entre a sociedade e o Poder Público, vocalizando as demandas e anseios daquela parcela da população ou segmento o qual representa. Para isso, a atuação externa ao seu gabinete é imprescindível e tão importante quanto à legislativa e fiscalizadora.
Tratando-se da atividade em plenário, o vereador poderá discutir da tribuna temas e fatos relevantes para a Cidade, no período denominado de Grande Expediente, e depois, apreciar e votar projetos de lei, no período denominado Ordem do Dia. Vale salientar que os parlamentares, mesmo ausentes do plenário, poderão estar em seu gabinete ou em outro espaço da Casa, realizando estudo ou análise da pauta de votação em andamento ou elaborando substitutivos e requerimentos e, até mesmo, se eximindo de votar determinado projeto, quando assim achar necessário.
Outra atividade relevante realizada pelos vereadores em plenário é a promoção das audiências públicas que garantem a participação da sociedade nas ações do Legislativo e nas decisões sobre os destinos da Cidade, através das Comissões Permanentes e Especiais da Casa.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
terça-feira, 30 de agosto de 2016
457-Impeachment
Blá, blá, blá... Mentir, mentir, mentir... É golpe, é
golpe, é golpe...
Todos ouviram suas respostas, mas ninguém
conseguiu entender, pois nada fazia sentido. A vitimização predominou em sua
defesa, ao citar as torturas de outrora por ter lutado pela democracia (?!). A
palavra golpe foi citada várias vezes a cada resposta dada aos senadores.
Dilma
ficou nervosa, gaguejou e quase surtou, contudo exerceu o seu direito
constitucional de mentir. Ela foi vítima de si mesma!
Celso Pereira Lara
Celso Pereira Lara
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
456-Dilma, a impeachmada
Renunciando ou impeachmando, os brasileiros ficarão livres
de uma governanta que jamais governou, de uma presidenta que jamais presidiu. O
Brasil, então, sairá do estado letárgico para viver a verdadeira democracia,
mais aliviada, com mais ares de liberdade.
O
impeachment não significa o fim da corrupção generalizada neste país, como
alguns podem pensar. É o afastamento de uma presidente incompetente, que
pedalou várias vezes, chegando a invadir o segundo mandato, além de outros
cometimentos ilícitos elencados pelo Tribunal de Contas. Enfim, refestelou-se na
ilicitude de seus atos, mesmo sabedora de que estavam previstos em lei.
Por
mais que a presidente afastada tenha esperneado, recorrendo até a organismos
internacionais, de nada valeram seus apelos. Não há como dizer que não sabia!
Sua cartinha que apresenta justificativa virou motivo de chacota, por receber o
apelido "atestado de incompetência", tal a infantilidade do conteúdo.
Dilma
alertou o Brasil inteiro que estaria sendo vítima de golpe, porque foi eleita,
democraticamente, com 54 milhões de votos. Mas não é bem assim. Golpe será
permitir que o estado de coisas vigente se perpetue.
Por
fim, o melhor momento olímpico ainda não aconteceu: o arremesso de Dilma a
distância. Perderá todos os benefícios ou gastos absurdos, que, por ironia,
constam no decreto assinado por Lula. Tchau, querida!
Celso Pereira Lara
sábado, 20 de agosto de 2016
455-Haja coragem! - JF
Apresentar-se em campanha com camiseta
vermelha, panfletando ou tremulando a bandeira do PT, se não for brincadeira de
mau gosto, é muita cara de pau.
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
454-Candidatos do PT em apuros - JF
As eleições de outubro
serão o termômetro que medirá a temperatura política do Partido dos
Trabalhadores e de seus candidatos. Servirão para mostrar o grau de importância
na vida política.
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
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