domingo, 20 de setembro de 2026

689-Campanha eleitoral 2026

Quando não se tem nada para apresentar, tenta-se destruir o adversário com fake news ou fatos não comprovados. 

E a campanha eleitoral segue fortemente o seu curso, enquanto a principal preocupação dos candidatos é destruir o inimigo até o momento do pleito. Esse é o ponto! 

Não vão faltar motivos para expor aqueles que estejam comprometidos de alguma forma com algo que possa lhe prejudicar. O objetivo principal seria mostrar os projetos que possam contribuir para o engrandecimento do país, seja na área econômica, da saúde ou da educação, todavia, talvez por não ter nada a apresentar, preferem focar no combate ao concorrente, por meio de ataques desmoralizantes ou desqualificantes. É a maneira mais fácil e cômoda de se apresentar nos palanques. 

A campanha eleitoral, nos últimos anos, tem se mostrado - e não à toa -, cada vez mais ofensiva. Tudo por causa das frequentes notícias de corrupção instalada no governo. É um escândalo atrás do outro, sem que dê tempo para concluir a condenação dos verdadeiros criminosos. E falar de corrupção ocorrida nos últimos vinte anos é assunto que não acaba nunca. 

Prometer tudo aquilo que não foi cumprido ao longo de tantos mandatos, é no mínimo uma hipocrisia. É chamar os eleitores de palhaços. A descrença já está instalada na população. 

A renovação na Presidência da República é saudável, e faz bem para a democracia. Governos democráticos exigem a renovação dos governantes e isso é decidido nos votos. 

A Justiça Eleitoral não pode ter viés político. Temos visto decisões jurídicas seletivas, suspendendo campanhas eleitorais de candidatos bolsonaristas. É lamentável que isso ainda esteja acontecendo nesse país, e tudo não passa de perseguição rasteira. O que deveria ser para julgar algum caso baseado em leis, acaba sendo uma instituição que toma decisões arbitrárias, prejudicando apenas um lado.

O que se espera, nas eleições 2026, é que o eleito democraticamente nas urnas consiga quebrar esse círculo vicioso, que tem levado o Brasil para o fundo do poço. 

E que não haja canetadas mágicas que possam prejudicar o resultado do pleito. 

          Celso Pereira Lara

terça-feira, 1 de setembro de 2026

688-Moraes deveria sair

Ministro Moraes está no centro do incêndio? Quem diria o ministro valentão ficar ardendo na fogueira da corrupção? 

Os pedidos de impeachment contra o ministro Moraes, que voltam a se acumular nesse novo cenário - vazamentos de informações criminosas entre ele e o banqueiro Vorcaro -, terão o mesmo destino dos anteriores: a gaveta e depois arquivamento. Muito menos o atendimento dos pedidos de renúncia, fato que Moraes jamais daria de bandeja. 

A rebeldia entranhada na personalidade do togado não surpreende a ninguém, desde as perseguições ocorridas no governo Bolsonaro. Não à toa que ele esbanjou suas elucubrações nos manifestantes do 8 de janeiro2023, presos em Brasília. O ódio estampado na cara desse indivíduo togado do STF é algo que nem Freud explicaria. 

Envolvido no caso Master até a alma, se ele realmente fosse uma pessoa equilibrada, renunciaria ao posto de ministro da Suprema Corte, considerando que há vários pedidos de impeachment contra ele. 

Entretanto, ele tem a absoluta certeza de que tudo que estão fazendo não passa de uma marolinha, embora a realidade pareça um maremoto. 

Moraes confia no Senado e na Câmara, onde os seus fiéis companheiros comandam as Casas. Pela lógica, nada poderia acontecer contra ele. Todavia, em se tratando de período eleitoral, pode ser que haja uma forte pressão da oposição, para que o pedido de impeachment comece a andar. Mas tudo não vai passar de um ensaio, como já estamos cansados de assistir. 

Situação dramática que vive a nossa República democrática. Não temos um Congresso capaz de fazer valer a Constituição, muito menos um Exército para libertar a Nação do jugo desses corruptos e das facções criminosas. 

Sem pai nem mãe, o Brasil desce a ladeira ao sabor da criminalidade de toda ordem. Lamentável. 

Celso Pereira Lara