Ministro Moraes está no centro do incêndio? Quem diria o ministro valentão ficar ardendo na fogueira da corrupção?
Os pedidos de impeachment contra o ministro Moraes, que voltam a se acumular nesse novo cenário - vazamentos de informações criminosas entre ele o banqueiro Vorcaro -, terão o mesmo destino dos anteriores: a gaveta e depois arquivamento. Muito menos o atendimento dos pedidos de renúncia, fato que Moraes jamais daria de bandeja.
A rebeldia entranhada na personalidade do togado não surpreende a ninguém, desde as perseguições ocorridas no governo Bolsonaro. Não à toa que ele esbanjou suas elucubrações nos manifestantes do 8 de janeiro2023, presos em Brasília. O ódio estampado na cara desse indivíduo togado do STF é algo que nem Freud explicaria.
Envolvido no caso Master até a alma, se ele realmente fosse uma pessoa equilibrada, renunciaria ao posto de ministro da Suprema Corte, considerando que há vários pedidos de impeachment contra ele.
Entretanto, ele tem a absoluta certeza de que tudo que estão fazendo não passa de uma marolinha, embora a realidade pareça um maremoto.
Moraes confia no Senado e na Câmara, onde os seus fiéis companheiros comandam as Casas. Pela lógica, nada poderia acontecer contra ele. Todavia, em se tratando de período eleitoral, pode ser que haja uma forte pressão da oposição, para que o pedido de impeachment comece a andar. Mas tudo não vai passar de um ensaio, como já estamos cansados de assistir.
Situação dramática que vive a nossa República democrática. Não temos um Congresso capaz de fazer valer a Constituição, muito menos um Exército para libertar a Nação do jugo desses corruptos e das facções criminosas.
Sem pai nem mãe, o Brasil desce a ladeira ao sabor da criminalidade de toda ordem. Lamentável.
Celso
Pereira Lara