terça-feira, 30 de junho de 2015
sábado, 20 de junho de 2015
quinta-feira, 28 de maio de 2015
domingo, 24 de maio de 2015
414-O que mais está faltando?
Palácio
do Planalto será sacudido pelo povo, e o governo entrará em pânico, porque a permanência
no poder estará colocada em risco!
Para o ajuste fiscal,
o corte de 70 bilhões atinge PAC, Saúde e Educação. Houve cortes de benefícios, programas
sociais, direitos trabalhistas e aumento de impostos, mas os seus 39
ministérios e os mais de 113 mil cargos da companheirada seguem intocáveis.
Contudo, os gastos do governo continuam aumentando. O que dizer da proposta de
construção de novo anexo (shopping) da Câmara dos deputados, ao custo de R$1
bilhão? E do balanço trimestral da Petrobras, divulgado na semana passada, que não
reflete a realidade? E do veto da presidente ao texto que quebrava sigilo em
financiamentos do BNDES? Quanta enganação!
Não bastasse isso, por
muitos anos o povo vem sendo traído por uma oposição de fachada. Na realidade,
os eleitores estão fazendo o papel de marionetes. Pouquíssimos são os políticos
que se apresentam, corajosamente, com atitudes de clara discordância com os
atos do governo petista. E o fazem no Congresso, nas entrevistas de jornais e
TV, e muito mais nas redes sociais, porque são parlamentares com posturas transparentes
e representam verdadeiramente os seus eleitores. Os outros são oportunistas.
Os políticos dos partidos
de oposição formam um elenco para um grandioso espetáculo circense, onde o
palhaço é o povo. O comprometimento com os malfeitos do governo é o que impede
a oposição de exercer o seu papel. Por isso é que o governo se arrasta no
poder, num mar de lamas ou de petróleo, sem nenhuma ameaça à vista. Todos estão
num só barco. Então, na certeza de que os seus representantes eleitos são
traidores, o povo tomou a frente para tentar libertar o Brasil das amarras do
petismo. O que se observa é uma falsa oposição, conivente com a
irresponsabilidade governamental, que prefere manter-se sugando as tetas do
governo à custa do sacrifício da população. Uma confirmação de que no Brasil
não existe oposição, e o PT poderia perpetuar-se no poder. O opositor Aécio se
defende alegando que “não há recuo, mas estratégia” nas sombras das manifestações.
Se de fato isso for verdadeiro, vamos ver o que vai acontecer durante e após a
esperada megaocupação do Planalto no dia 27.
O Movimento Brasil
Livre e a Marcha pela Liberdade saíram juntos de São Paulo, em 24 de abril, e,
finalmente, chegarão ao seu destino na data marcada. Já foram percorridos mais
de mil quilômetros para chegar ao Planalto. Num primeiro momento, o objetivo
foi atingido, apesar de a mídia (amordaçada) não fazer nenhuma menção em suas
notícias diárias. O acompanhamento se deu pelas redes sociais, como sempre, e
ainda bem - para desespero do governo que ainda não conseguiu calar a voz do
povo pela internet -, pois as articulações dos internautas insatisfeitos vêm
sendo feitas pela web desde a primeira manifestação de rua, em junho 2013.
O cumprimento da
primeira etapa, enfim, se dará pela chegada à Brasília, mesmo com as diversas
ameaças de confronto feitas, durante o percurso, pelos movimentos sociais
(exércitos do PT) que defendem o atual governo, e de outro acidente grave, na
noite de sábado (23), causado por motorista embriagado, envolvendo o
coordenador Kim Kataguiri
e uma participante (parece
que agora a notícia sairá na mídia). Faltam apenas 4 dias! Tentaram a todo
custo impedir que a caravana prosseguisse, mas foi tudo em vão. Os cães apenas
ladram! A determinação falou mais alto, sem essa de ter que receber 30 reais e um
sanduíche de mortadela. Uma caravana que vai cumprir a sua meta baseada em
movimento popular espontâneo, apartidário em essência.
Num segundo momento,
respaldado pela mega manifestação popular e após alguns discursos inflamados
que certamente irão acontecer em Brasília, o objetivo maior é protocolar o
pedido de impeachment de Dilma, acusando-a de "imperícia, omissão e
negligência", sob os gritos de Fora Dilma, Fora PT.
Celso Pereira Lara
sexta-feira, 15 de maio de 2015
413- Um computador chamado Brasil
A
placa mãe, considerada o elemento mais importante de um computador, é a
responsável pela união e funcionamento de todos os periféricos nela instalados.
Quando essa placa não
funciona a contento, os problemas começam a aparecer, comprometendo a
performance de outros componentes, até chegar ao estado de paralisia total.
Para que o computador funcione bem, é necessário que todos os hardwares e
softwares estejam bem instalados e compatíveis para que sejam reconhecidos pelo
sistema operacional.
A Presidência da
República bem que poderia ser comparada a uma placa mãe, pois cabe à presidente
administrar os hardwares, representados pelos 39 ministérios, e os softwares,
interpretados pelos programas de governo. Nela, ficam hospedados movimentos sociais
e base aliada, e, enquanto todos estiverem interagindo, tudo vai bem!
O processador, um
componente capaz de processar dados, é o motor, o cérebro da máquina, e poderia
ser representado pela Casa Civil. Pelo fato de estar ligado diretamente com a
Presidência, o Chefe da Casa Civil é o ministro mais importante do governo, e o
seu trabalho tem que ser altamente confiável. Por falta de ética ou por envolvimento
em maracutaias, alguns processadores já foram substituídos nesse computador,
inclusive, por outros piores.
A fonte do gabinete,
encarregada de levar energia elétrica à placa mãe e seus periféricos - sem
energia nada entra em funcionamento -, seria mais bem representada pelo povo,
uma poderosa ferramenta capaz de eleger um presidente ou mesmo provocar o seu travamento.
A fonte de alimentação do governo é sustentada pela energia advinda dos
impostos pagos. Quando as ações do governo apontam para as áreas de Saúde,
Educação e Segurança Pública, e os resultados aparecem satisfatoriamente, a
população permanece silenciosa, em stand by. A fonte, então, trabalha sem
sobrecarga.
O monitor é a tela
onde aparecem as informações processadas. Ele representa a transparência das
ações do governo. Por compromisso com a democracia, deveriam ser mostrados na
tela os empréstimos sigilosos do BNDES, os cartões corporativos do Planalto
etc.
O antivírus é
considerado um programa criado para manter o computador seguro, protegendo-o de
programas maliciosos que buscam as invasões, apagar gravações, destruir
informações, alimentar-se dos recursos públicos. Alguns exemplos de vírus que
infectam o computador: MST, MTST, CUT, UNE, ONGs, mensalão e petrolão. Há muito
tempo o antivírus anda ineficaz, e, até o momento, não foi criado um programa
capaz de proteger o computador da corrupção, dos descaminhos e das mentiras.
O no-break é outro
componente essencial, que mantém o computador funcionando por pouco tempo na
falta de energia elétrica. A sua procura tem sido cada vez maior, dada a
expectativa de apaguinhos e apagões, causada pela crise energética. Os aumentos
extras na conta de luz recaem nos bolsos do povo em forma de no-break.
O Brasil se assemelha
a um computador que não aceita mais upgrade. Ficou impossível trabalhar com
ele. Está totalmente inoperante! Seria necessária a aquisição de novas peças
para montar um computador robusto, com sistema operacional democrático para
rodar programas que atendam às necessidades da população. Só não pode esquecer-se
de instalar um bom programa antivírus!
Celso Pereira Lara
quinta-feira, 7 de maio de 2015
quinta-feira, 23 de abril de 2015
411-Reflexões sobre a redução da maioridade penal (87%)
É necessário
separar as condições de apresentação. Argumentações em torno da redução da
maioridade penal não devem se processar pela emoção.
Ninguém é absoluto o suficiente para se
colocar diante das pessoas como o rei da razão. Cada um se posiciona, segundo o
seu entendimento, respeitando o dos outros.
Não dá para fingir que o país não enfrenta problemas de
médio e longo prazo, pois a crise interna atinge setores tanto da Política
quanto da Economia. Vivemos momentos de incertezas e de caos provocados pelo
próprio governo, o que conduz à crescente falta de confiança pela população. A
realidade se apresenta como um Brasil de ponta-cabeça!
Com expressiva maioria, a CCJ da Câmara aprovou, em 31 de
março, a admissibilidade da PEC que estabelece maioridade penal aos 16 anos,
apesar de o Governo ser contrário à medida. Uma verdadeira prova de que o
Governo está enfraquecido em sua base. Contudo, ainda há um longo caminho a
percorrer, mesmo sob a pressão das ruas. A chance de ser aprovada é alta, e
conta com o respaldo de grande parte do povo, conforme índice de aprovação da redução,
divulgado pelo Datafolha do último dia 15.
Trata-se de um projeto que ficou hibernando por mais de
vinte anos na Câmara. Para quem ainda não tomou conhecimento, a proposta de
redução da maioridade penal para os 16 anos passa a impressão de que todos os
jovens, cuja idade se situa entre os 16 e 18 anos, serão presos aleatoriamente.
Há que existir algum crime para que o autor seja responsabilizado e enquadrado
na lei.
A discussão, possivelmente, deve dar margem a alternativas,
uma vez que a sociedade, hoje refém da insegurança e aprisionada dentro de sua
própria residência, carece de respostas do Governo Central. Sua vida, sua
propriedade e seu bem-estar são ameaçados diariamente. O avanço da violência
oprime a população, e ao Estado cabe fornecer um mínimo de segurança
individual.
Sem dúvida, o Brasil precisa educar e dar oportunidades,
mas precisa primeiramente resolver o problema carcerário. Não é porque um
presidiário é tratado como “lixo”, em prisão considerada “escola do crime”, que
o menor infrator vai sair irado e descontar na sociedade. Ele foi parar na
prisão porque é um criminoso, antes de tudo, julgado e condenado pela legislação
vigente.
A lei deve servir ao cidadão de bem, mas não aos bandidos, sejam eles menores
de idade ou não. Ninguém entra
para uma prisão por ser boa gente ou sem motivo!
A questão é que os menores entram para o mundo do crime,
não por necessidades básicas, mas por ostentação. E o problema não é a idade
mínima; é a impunidade. A polícia prende e a justiça solta, num verdadeiro
incentivo à bandidagem. No Brasil, o índice de reincidência chega a 70%. Do
jeito que está - porteiras abertas -, é um "mamão com açúcar" para
eles. Quanto ao povo, bem, este vai tomando... limonada amarga.
Todos são iguais perante a lei, mas é preciso que a lei
seja igual perante todos. Se eles (menores) têm a capacidade para votar em
políticos e governantes deste país, então, eles também têm a capacidade para
responder pelos crimes que cometeram. As discussões a respeito são necessárias
ao entendimento mais amplo, embora muitos brasileiros estejam vivendo no
Brasil, mas fora da realidade do povo no cotidiano. As opiniões sobre o assunto
cabem ao povão. A nata ou elite -
aquela que vive no mundo da lua -, filosofa bonito, mas não conta.
Celso Pereira Lara
sexta-feira, 17 de abril de 2015
410-Redução da maioridade penal (87%)
Datafolha revela que 87% dos
brasileiros entrevistados querem a redução da maioridade penal de 18 para 16
anos. E esse levantamento não foi feito exclusivamente com a elite branca.
Prender um menor não resolve a violência, mas serve de
corretivo e nos livra do malfeitor - que tem juízo para votar em nossos
governantes - por um bom período. Eu não gostaria de ser vítima, nem de saber
que um malfeito praticado por um menor tivesse ocorrido com um membro de minha
família. Ou será que alguém gostaria?
As discussões a esse
respeito vão se multiplicando, e cada um se acha dono da razão. Enquanto o
tempo passa, os registros de ocorrências envolvendo menores também aumentam.
Dizer que as cadeias não seriam locais apropriados para esses delinquentes,
porque poderiam sair pior do que entraram, não se enquadra no cerne da questão,
uma vez que o que se pretende é uma solução imediata - e considerando que as
tentativas já se esgotaram no âmbito dos projetos socioeducativos de governo.
Quando não se resolve pelos métodos paliativos, recorre-se a leis mais
severas, pois sempre foi assim e assim sempre será.
Admitir que a Proposta
de Emenda Constitucional não vai resolver o problema da violência, é contribuir
para uma sociedade decadente. Um retrocesso visível para a civilização. As leis
que combatem as atividades criminosas visam proteger nossas propriedades
pessoais e nossas vidas acima de tudo. Não se trata de leis arbitrárias,
cruéis, próprias de governos totalitários, que se valem disso para punir
pessoas sem que sejam devidamente julgadas. Afastá-los do convívio da sociedade
se faz necessário, uma vez que a opção pela convivência na marginalidade partiu
deles mesmos, em seu próprio ambiente comunitário.
A criminalidade não encontra
solução nas cadeias, mas, enquanto não surge algo mais eficiente, é melhor
deixar o delinquente trancafiado longe da sociedade. Crianças consideradas
perigosas e que delinquiram devem ser afastadas do mundo do crime, e a pena
para quem se associar ao menor para o crime doloso deveria aumentar bastante.
Um presídio nunca foi
um playground para criminosos, pois do contrário não representaria uma punição,
mas um prêmio. Portanto, se a condenação for pela prisão, o cumprimento de pena
será na cadeia. É lógico que os menores teriam de cumprir pena em
estabelecimentos específicos, e, uma vez atingida a maioridade, seriam
transferidos para cadeia comum.
Se o sistema
prisional brasileiro é falho, e de longa data, aí, então, reside o maior
problema para o controle da violência. Há também a violência praticada pelo
Estado, no trato de suas competências, o que ajuda muito a conduzir o país ao
caos na área de segurança pública. Na mesma linha segue a manutenção do ECA
(Estatuto da Criança e do Adolescente), que já está mais do que provada a sua
degradação, e dificilmente um governo adotará outra política que envolva a
recuperação desses delinquentes.
Os projetos
socioeducativos atualmente não passam de panaceia. O acolhimento de menores
infratores já se mostrou ineficiente, e ficar jogando a culpa no ECA é uma
forma de eternizar a problemática. A situação exige que os problemas sejam
resolvidos de forma rápida, pois já está comprovado que a insistência apenas em
métodos de acolhimento da delinquência infantil não tem trazido resultados
satisfatórios, e os índices de crimes praticados por menores não param de
crescer.
A redução da
maioridade penal é um tema recorrente, e agora chegou ao ponto de 8 em cada 10
brasileiros exigirem a aprovação dessa PEC. Um resultado nítido, que representa
o clamor do povo, o qual já não aguenta mais viver com insegurança. Ou seria
necessário chegar a 100% de aprovação?
Celso Pereira Lara
quarta-feira, 8 de abril de 2015
segunda-feira, 30 de março de 2015
408- Manifestação de rua - vontade popular
Vivemos
na democracia, onde o poder do povo é soberano!
A cada manifestação
de rua, um novo escândalo vem à tona, realimentando a cadeia de protestos. O
último, com envolvimento em cerca de setenta empresas, entre elas bancos,
montadoras e empreiteiras, foi revelado pela operação "Zelotes", da Polícia
Federal, que apura suposta prática de suborno para anulação de débitos fiscais
junto à Receita Federal. Estima-se que o prejuízo causado aos cofres públicos
tenha alcançado a cifra de 19 bilhões. Isso é fruto da corrupção que aflora
neste país.
A fila para apuração
de escândalos cresce assustadoramente. O petrolão ainda está no meio do
caminho, eis que surge outro sinistro de proporções agigantadas. Entre as várias
faixas levantadas, durante as expressões populares de rua, as que mais se
notavam eram referentes à corrupção. Por causa disso, a presidente prometeu, em
discurso, que em seu governo a adoção de medidas de combate à corrupção seria
prioritária. Verdade!
Há tempos, as escolas
e postos de saúde apresentam-se em condições precárias de funcionamento. Não
bastasse isso, o governo faz questão de retirar 7 bilhões do orçamento
destinado ao ministério da Educação, a principal meta do governo. É o
ministério que mais perde com os cortes do governo. Oh, pátria educadora!
Queremos, sim, saber
da destinação dos nossos impostos, e para que servem 39 ministérios. Não há
nada significativo, nada que se possa chamar de melhoria para o país ou para os
brasileiros. Todos percebem a escalada dos juros, dos preços dos produtos e
serviços, os impostos ficando cada vez mais cruéis, e o governo não é capaz de
apresentar medidas palpáveis que possam dar leve esperança de uma possível
solução. O Poder Executivo parece estar hibernando em berço esplêndido, e a
cada mês um ministro pede para sair, entretanto, a chefe do governo diz
"este país está mais forte do que nunca". O Congresso mais parece uma
Torre de Babel, onde ninguém se entende, mas a maioria está unida pela mesma
causa: o benefício próprio.
O brasileiro, um
pouco mais atento, passa a observar os descasos do governo com a população, e
absorve a mesma indignação demonstrada nas manifestações. Não é à toa que se
espera para a manifestação de 12 de abril uma quantidade muito maior de
descontentes nas ruas. Como disse um articulista "por mais que manipulem,
nenhum brasileiro deixará de gritar no dia 12: fora Dilma, fora PT, fora Foro
de São Paulo".
Apesar de as
manifestações mostrarem claramente o descontentamento do povo com este governo,
os procedimentos políticos no Congresso não avançam no sentido de dar uma
resposta à altura. Apenas fingem discutir a reforma política que nunca vai
passar de discussões. Se o governo foi eleito pelo povo, e este mesmo povo,
agora, luta pela saída da presidente, o que eles (políticos) estão esperando
para atender ao clamor da população brasileira? Afinal, quantas manifestações de
rua serão necessárias para o impedimento da presidente?
Celso Pereira Lara
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