quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
319-Arrecadômetro petista
Petistas
condenados causam surpresa a todos: ao STF, à população e aos próprios
petistas!
As multas fixadas pelo Supremo Tribunal
Federal, na condenação dos réus petistas no julgamento do mensalão, por terem
sido tão amigáveis ou insignificantes, foram motivo de frustração da parte dos
próprios juízes da Suprema Corte. Fato é que um petista (ex-tesoureiro do
partido) condenado à prisão e ao pagamento de multa no valor de 466 mil
conseguiu arrecadar, em poucos dias e por uma campanha divulgada na internet, a
importância de um milhão em forma de doações. Anteriormente, um ex-presidente
do Partido dos Trabalhadores, também condenado por formação de quadrilha e
corrupção ativa, conseguira arrecadar mais de 700 mil, o suficiente para cobrir
a multa no valor de 468 mil. O arrecadômetro petista como sempre não só
surpreende a todos, como também à cúpula do PT. Um verdadeiro sucesso de
arrecadação. Dinheiro não é problema! Em ambos os casos, as doações atingiram
quase o dobro do necessário para quitar suas dívidas financeiras com a justiça.
Por enquanto, só não é permitido, por lei, arregimentar alguns militantes
petistas para ficar no lugar desses condenados, cumprindo a pena de prisão. Mas,
certamente, se fossem convidados, não faltariam companheiros. As doações foram em
média acima de um mil reais, e envolve a participação de militantes e políticos
que apoiam o governo. A demonstração de solidariedade e companheirismo, fidelidade
a toda prova, pelos militantes do partido, serve para ajudar os
correligionários condenados por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no
governo petista. Lembrando tratar-se de o maior escândalo de corrupção da
história política do Brasil, e, não obstante, as ajudas financeiras aos
condenados servem para comprovar que a intenção é, mesmo, trazê-los de volta à
vida política. O PT, antes, lutava pela ética e era contra a corrupção nos
governos! Hoje, é um orgulho petista saber que os companheiros estão aí coniventes
com essa turma de criminosos, condenados pelo STF. Apesar de não ser proibida
essa forma de arrecadação, as autoridades fiscais alertam que as doações terão
de ser informadas à Receita Federal nas declarações de Imposto de Renda. Segundo
os condenados privilegiados, o excedente da arrecadação será colocado à
disposição de outros companheiros condenados que também terão multa pecuniária.
Essa tática audaciosa, típica do petismo, só serve para aumentar a indignação
da população e do poder legiferante, que afinal de contas clamam por justiça.
Celso Pereira Lara
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
318- Rolezinho em Cuba
No Brasil, não há crises.
Tudo vai muito bem: a Educação, a Saúde, a Segurança, os transportes urbanos, os
aeroportos, as estradas, as obras públicas paradas, a transposição do Rio São Francisco, os estádios da
Copa!
A presença da presidente do Brasil na
inauguração do porto de Mariel, em Cuba, dia 27 de janeiro, causou furor no
mundo jornalístico e nas redes sociais. Também, não é para menos, não fosse o
rolezinho feito em Lisboa, com a sua humilde comitiva composta de 45
convidados. A parada na capital de Portugal, que não constava da agenda
oficial, aconteceu após deixar o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça,
em direção a Havana. A equipe que compõe o rolezinho ocupou 25 quartos de dois
hotéis mais luxuosos em Lisboa. Lógico, é muito natural que os socialistas de
plantão no poder também gozem de privilégios e requintes desfrutados pelos
capitalistas, não é mesmo? Inclusive, comemoraram e bebemoraram à vontade na
escala para abastecimento de combustível das duas aeronaves da FAB, com um almoço em
grande estilo, regado a vinhos: uma bacalhoada no melhor restaurante da
capital. Até aqui não causa tanto espanto, apesar de um partido político (PPS)
ter entrado com representação na Procuradoria Geral para abertura de
investigação, por considerar uma despesa "desnecessária e divorciada do
interesse público", e que poderia caracterizar ato de improbidade
administrativa. O que causa maior espanto, e ainda nenhum político se
manifestou, é o fato de um governo que se diz democrático manter estreitas
relações com um país comunista. Algo errado, não! Primeiro, uma ajuda
financeira feita pelo BNDES para construção de um moderno terminal de
contêineres na ilha caribenha. Depois, a chegada de médicos cubanos ao Brasil.
Desde o lançamento do programa "Mais Médicos", Cuba já enviou 5.378
médicos para atuar nas periferias de grandes cidades e no interior do país. E o
Brasil envia, mensalmente, a quantia de R$ 53.780.000,00 (cinquenta e três
milhões, setecentos e oitenta mil reais)
para Cuba (R$10mil, cada médico) solidariamente. Segundo a presidente em
seu discurso, "é uma prova efetiva de solidariedade e cooperação que
preside a relação entre os nossos países". Além de tudo, a presidente, em
seu discurso, anunciou que o BNDES também financiará a segunda etapa de
construção do porto, com US$ 290 milhões. Sabem-se lá quantas etapas serão
necessárias, mas uma coisa é certa: se reeleita, as transferências financeiras
para Cuba irão continuar, até deixar o BNDES sem cueca. Para ela, o porto de
Mariel permanecerá "como um símbolo dessa amizade verdadeira". Ainda
no discurso, a presidente classificou de 'injusto' o bloqueio comercial ao país
caribenho. Coitadinho do país comunista. Sobrevive de esmolas desde a
revolução.
Celso Pereira Lara
sábado, 25 de janeiro de 2014
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
316-Escárnio com a lei penal
Não dá para solucionar a
questão da criminalidade nas ruas, enquanto a corrupção estiver enraizada nos
governos!
Nos últimos tempos, o que se tem visto nos
noticiários de jornais e TV, além do aumento da violência e da criminalidade de
uma maneira geral, é a forma como os delinquentes têm se apresentado e
respondido aos titulares das delegacias de polícia. Durante o interrogatório,
parece que estão falando de igual para igual, sem levar em consideração que se
trata de uma acareação para registro no Boletim de Ocorrências. O infrator
responde, audaciosamente, com a certeza de que o crime compensa, pois logo
estará nas ruas praticando novos delitos. A certeza da impunidade ou de uma
punição tipo piada é o combustível da criminalidade nas ruas, na qual o país
está totalmente mergulhado, e não se consegue vislumbrar uma solução em curto
prazo, pelo menos. Dois fatos recentes são dignos de menção.
O primeiro aconteceu no dia 21, em Juiz de
Fora-MG, quando uma mulher de 28 anos (filha de um ex-prefeito) foi presa
dentro de um salão de beleza, no Centro da cidade. Motivo da prisão:
estelionatos praticados pela internet. Ela teria anunciado imóveis localizados
em cidades litorâneas, com fotos de casas de outros sites, recebia o dinheiro
do aluguel pela temporada, mas, quando os clientes, cuja maior parte era do Rio
de Janeiro, chegavam ao destino escolhido, descobriam que o imóvel não existia.
Na delegacia de polícia, relatou, sem o menor pudor: "Lucrei muito e vivi
muito. Tudo que eu ‘pagar’ agora valeu à pena. Fiquei nos melhores hotéis,
viajei, e fiz tudo com o dinheiro disso aí." Segundo o depoimento, ela
iniciou os golpes em 2009, após ver na televisão uma reportagem sobre esse tipo
de estelionato e que, desde então, teria lucrado "uns R$ 50 mil".
O segundo fato que chama muito a atenção
ocorreu no dia 23, em Cabo Frio-RJ, onde um homem de 27 anos não se importou com prisão e
debochou, ao sair do carro da PM, enquanto estava sendo filmado. Ele sorriu
bastante e ficou feliz pensando estar famoso: “Galã”, disse ele. “O
comportamento dele é um comportamento que a gente pode chamar até de bizarro,
que não é comum um indivíduo ser preso e ficar rindo da própria prisão”,
afirmou o comandante do 25º BPM. Motivo da prisão: assalto à loja de roupas.
''Eu tomei um susto na hora. Ele chegou todo simpático e disse que queria ver
camisas. Depois tirou a arma e anunciou o assalto. Antes de ir embora ele disse
que não tinha medo das câmeras e que se alguém tinha algo a perder, esse alguém
era eu'', disse a proprietária que preferiu não se identificar. As câmaras
filmaram toda ação do bandido, que logo foi preso.
São apenas dois casos
ocorridos neste mês, que demonstram o quanto a sociedade está exposta aos
malfeitores. A banalização da criminalidade nas ruas, e dos crimes de corrupção
dentro dos governos, cresce assustadoramente. Principalmente nos três últimos governos,
os quais ficaram registrados na histórica política do Brasil como sendo o
período em que ocorreu o maior número de quadrilhas sendo investigadas por
desvios de recursos públicos. A corrupção envolve todas as esferas de poder
dentro do governo, inclusive no meio dos próprios policiais. Querer buscar uma
explicação para os dois fatos acima, não poderia deixar de lado as
considerações a respeito do julgamento do mensalão, no qual os réus receberam
as condenações com ar de deboche e afronta ao STF, inclusive gesticulando, ao
alto, com o punho esquerdo cerrado ao serem encaminhados ao presídio da
Papuda-DF. São exemplos que não deveriam ser seguidos, entretanto, o que se vê
é justamente o contrário. E dessa forma quem sofre é o país e a sociedade do
bem.
Celso Pereira Lara
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
domingo, 19 de janeiro de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
sábado, 11 de janeiro de 2014
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
311-Sociedade indignada
Toda resistência tem
limite. A indignação da sociedade parece estar chegando ao extremo!
Ao que tudo indica, os políticos brasileiros
perderam a noção de "Pátria amada, Brasil", de "Ordem e Progresso"
e de compromisso com as instituições. Só conhecem mesmo a política de
"conchavos e maracutaias". O Brasil e os brasileiros que se lasquem!
O desafio de melhorar a situação do país nas três principais áreas sociais,
como Saúde, Educação e Segurança, ainda não aconteceu. E certamente não vai
acontecer nunca, pelo menos enquanto governo petista.
A transparência ainda está engatinhando neste
país. Falar dela é muito fácil e parece ser uma palavra que fascina o povo, por
isso faz parte da maioria dos discursos dos parlamentares. Então, de maneira
geral, os políticos gostam de transparência, mas no governo dos outros. E a
cobrança ainda é muito grande, principalmente no período em que o PT era
oposição. No Brasil não se pratica a transparência. Pelo contrário, tudo é
feito às escondidas, ao apagar das luzes. A contabilidade criativa – a irônica
expressão com que vários economistas e operadores de mercado designam os
truques contábeis implementados pelo governo nos últimos anos, para afirmar que
cumpre as metas fiscais - é um exemplo típico da falta de transparência. A
"transparência" dos atos do governo só é revelada por causa da
imprensa investigativa, a quem a sociedade é muito grata.
Os índices divulgados pelo governo não são
confiáveis, por isso muitos investidores estrangeiros desistiram dos negócios
com o Brasil. O que antes eram suspeitas, agora são fatos confirmados pela
imprensa. A metodologia aplicada pelo IBGE é absurda, sem a menor seriedade e
mascara o índice verdadeiro. Para medir o índice de desemprego, o IBGE
considera empregado o vendedor de balas no trem. Outro fato exorbitante é
quando um indivíduo desiste de procurar emprego. A sua classificação para
apurar o índice não será desempregado, mas "desalentado", (pasmem!), e
dessa forma não afetará o aumento do desemprego nem do emprego, mesmo estando
desempregado. Dessa forma, essas contas não vão fechar nunca, mas em
compensação o índice de desemprego está garantido: não aumenta. Formidável,
não!
Recentemente, o Relatório da Controladoria Geral
da União apontou a falta de transparência em gastos com o Samu. A maioria das
unidades não presta contas sobre o uso do dinheiro repassado pelo Ministério da
Saúde para atender emergências médicas. Criado há mais de dez anos, o serviço
conta com três mil ambulâncias que prestam socorro à população de 2.671
municípios brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. Para manter essas
ambulâncias rodando, os governos estaduais contribuem com 25%, as prefeituras
com outros 25%, e os 50% restantes vêm do caixa do Ministério da Saúde. E é
justamente o controle do uso desse dinheiro que a CGU coloca em dúvida. Seria o
caso de apurar responsabilidades!
Os aviões da FAB
estão sempre em evidência, e como são úteis. É um prato cheio para a imprensa.
A farra aérea brasileira segue em suas viagens sem a menor vergonha ou pudor. A
lista de autoridades usuárias é extensa e não para de crescer. O poder permite
que uma aeronave da FAB seja utilizada para interesse particular de nossas
autoridades. E olha que são aviões de primeira linha, com salas VIP e direito a
caviar, destinados a transportar cerca de 40 pessoas, entretanto, carrega
apenas uma ministra todas as sextas-feiras. O custo de cada voo gira em torno
de 31.000 reais, saídos dos recursos arrecadados da população. Tal fato é um absurdo?
Não, é normal nesse governo.
A votação eletrônica teve início nas eleições
de 1996, onde um terço do eleitorado marcou a participação. Regulamentada por
lei em 2009, a votação eletrônica passou a ser com voto impresso, com o
objetivo de dar mais transparência, maior segurança e seguir os padrões
internacionais. Contudo, em julgamento
ocorrido em novembro de 2013, o STF considerou inconstitucional a exigência de
impressão dos votos a partir das eleições de 2014. Prevaleceu o entendimento de
que a providência, prevista numa lei aprovada em 2009, deixaria vulnerável o
voto do eleitor, pondo em risco o sigilo previsto na Constituição. Entretanto,
assim funcionaria, de acordo com a mesma lei: a urna eletrônica exibiria num
visor a relação completa dos votos do eleitor (deputados estadual e federal,
governador, senador e presidente). Após a confirmação na tecla verde, a urna
imprimiria o voto, que seria depositado automaticamente num recipiente lacrado,
sem ser manuseado pelo eleitor. Pronto! Muito simples. Depois de apurados os votos, a Justiça
Eleitoral sortearia 2% das urnas de todas as zonas eleitorais. Uma auditoria
independente contaria os votos em papel, comparando o resultado com os boletins
das respectivas urnas eletrônicas. Tudo isso para ter segurança quanto à
confiabilidade do sistema. Isso sim é transparência. Mas em nome da garantia do
sigilo dos eleitores, abrem-se portas, deixando as urnas eletrônicas vulneráveis
para as fraudes. Não é uma especulação que o software de votação
utilizado no Brasil é inseguro. Ele é demonstravelmente inseguro, após
aferições com uma equipe de especialistas no assunto. Diego Aranha, Chefe do Departamento de Ciências da Computação da UnB
relata que, na votação eletrônica, “há uma ênfase muito grande em ofuscação,
não em segurança de fato, por isso, ele sugere que o Brasil siga a tendência
mundial do voto impresso”.
O que se observa é que os mecanismos de
controle, previamente normatizados, não são utilizados devidamente, além de
serem detectados outros tipos que sugerem artificialismos intencionais. Se os
dados oficiais não são confiáveis, pode se dizer que o Brasil já é um país
socialista. A cada ano surgem toneladas de notícias envolvendo “mumunhas e
mutretas” nas esferas de poder, e com certeza 2014 não será diferente. A
sociedade tem de mostrar que a ética e a moralidade administrativa estão acima
das questões político-partidárias. A sociedade civil tem essa possibilidade de
lutar pela moralidade mesmo sem estar ligada a partido político. Entre os
políticos, alguns se movem por índole, outros por temor. O político que se move
por índole naturalmente busca seguir os preceitos éticos, mas a maior parte
deles age por temor das próximas eleições. Quando eles percebem que o fato é
grave e que a indignação da sociedade é muito grande, eles aproveitam a
primeira oportunidade para modificar suas posições. Não existem, portanto, legítimos
representantes do povo no Congresso. Existem políticos representantes dos
interesses próprios.
O governo petista é tão popular que chega a
temer as reações do povo até as eleições. O governo federal acaba de
providenciar uma tropa de choque de 10 mil homens, que irão apoiar as polícias
militares nas 12 cidades-sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014, para conter
protestos violentos durante o evento. Talvez a tropa de choque seja composta
somente por militantes das Farcs.
A sociedade brasileira é um tanto passiva,
talvez por resquícios da ditadura militar e por conta da inflação que a afetou
durante tanto tempo. Que avanços aconteceram durante os doze anos de governo
petista, dentre aqueles muito prometidos durante as campanhas? Se houve algum, então
é insuficiente ou de cunho eleitoreiro, porque a sociedade caminha indignada com
estado de coisas reinantes no país, inclusive pelas punições amigáveis aos condenados no processo do mensalão, e sendo
assim não admite a permanência do PT no próximo governo. O povo exige mudança,
e isso é um ponto certo. Apesar de não aparentar, a população resiste calada a
todas as injustiças e a todas as formas de opressão. Mas tudo tem um limite. Se
for pela transparência e pelos avanços, que venha então outro governo, mas que
não seja petista, pois do jeito que está ninguém é de ferro.
Celso Pereira Lara
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