terça-feira, 28 de janeiro de 2014

318- Rolezinho em Cuba

No Brasil, não há crises. Tudo vai muito bem: a Educação, a Saúde, a Segurança, os transportes urbanos, os aeroportos, as estradas, as obras públicas paradas, a transposição do Rio São Francisco, os estádios da Copa!

A presença da presidente do Brasil na inauguração do porto de Mariel, em Cuba, dia 27 de janeiro, causou furor no mundo jornalístico e nas redes sociais. Também, não é para menos, não fosse o rolezinho feito em Lisboa, com a sua humilde comitiva composta de 45 convidados. A parada na capital de Portugal, que não constava da agenda oficial, aconteceu após deixar o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em direção a Havana. A equipe que compõe o rolezinho ocupou 25 quartos de dois hotéis mais luxuosos em Lisboa. Lógico, é muito natural que os socialistas de plantão no poder também gozem de privilégios e requintes desfrutados pelos capitalistas, não é mesmo? Inclusive, comemoraram e bebemoraram à vontade na escala para abastecimento de combustível das duas aeronaves da FAB, com um almoço em grande estilo, regado a vinhos: uma bacalhoada no melhor restaurante da capital. Até aqui não causa tanto espanto, apesar de um partido político (PPS) ter entrado com representação na Procuradoria Geral para abertura de investigação, por considerar uma despesa "desnecessária e divorciada do interesse público", e que poderia caracterizar ato de improbidade administrativa. O que causa maior espanto, e ainda nenhum político se manifestou, é o fato de um governo que se diz democrático manter estreitas relações com um país comunista. Algo errado, não! Primeiro, uma ajuda financeira feita pelo BNDES para construção de um moderno terminal de contêineres na ilha caribenha. Depois, a chegada de médicos cubanos ao Brasil. Desde o lançamento do programa "Mais Médicos", Cuba já enviou 5.378 médicos para atuar nas periferias de grandes cidades e no interior do país. E o Brasil envia, mensalmente, a quantia de R$ 53.780.000,00 (cinquenta e três milhões, setecentos e oitenta mil reais)  para Cuba (R$10mil, cada médico) solidariamente. Segundo a presidente em seu discurso, "é uma prova efetiva de solidariedade e cooperação que preside a relação entre os nossos países". Além de tudo, a presidente, em seu discurso, anunciou que o BNDES também financiará a segunda etapa de construção do porto, com US$ 290 milhões. Sabem-se lá quantas etapas serão necessárias, mas uma coisa é certa: se reeleita, as transferências financeiras para Cuba irão continuar, até deixar o BNDES sem cueca. Para ela, o porto de Mariel permanecerá "como um símbolo dessa amizade verdadeira". Ainda no discurso, a presidente classificou de 'injusto' o bloqueio comercial ao país caribenho. Coitadinho do país comunista. Sobrevive de esmolas desde a revolução. 

Celso Pereira Lara    

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