domingo, 6 de outubro de 2013

274-PSB cresce com Marina

A grande preocupação estaria no artificialismo da união

O indecoroso troca-troca de partidos mostra claramente a fragilidade do sistema político brasileiro, e para estancar essa brincadeira por falta de fidelidade partidária o caminho seria o da reforma política em curso no Congresso, que está sem possibilidades de se concretizar neste governo. A reforma, nesse sentido, não passa de uma falácia a cada mandato, porque não há avanços significativos onde prevalecem os interesses dos parlamentares. A cada eleição presidencial fica mais caracterizado que os novos partidos políticos só servem mesmo para abrigar aqueles que se tornam dissidentes por interesse, a cada final de governo. É como renovar a roupa: cansou de usar, troca-se por outra nova. A fidelidade partidária não existe, e eles se filiam aos novos partidos, sejam de aluguel ou filhotes programados, com o objetivo de permanecer junto ao poder, refastelando-se do banquete alheio. Exemplos: PROS e SOLIDARIEDADE. Ambos surgiram sem candidatura própria à Presidência, e apenas esperam filiações de dissidentes ou oportunistas, e depois integram-se à base do governo. Na realidade, tal fato existe porque o TSE entendeu que as regras de perda de mandato para candidatos que mudam de legenda não se aplicam nos casos em que a migração é feita para um partido novo. Dos novos, o único partido que teria chances de concorrer fortemente à Presidência seria o REDE, que não obteve aprovação do TSE por falta de comprovação do número de assinaturas de apoio previsto em lei. Esse fato foi a grande e momentânea alegria do governo petista, que comemorou discretamente o fracasso de Marina, o que se poderia considerar uma reeleição garantida ao PT, ainda mais pelo fato de ela ter afirmado que não haveria um "plano B" e, assim, daria para concluir que não apoiaria ninguém, novamente, nessas eleições. Entretanto, dois dias após a rejeição de seu partido, Marina roubou a cena e conseguiu surpreender a todos, deixando os petistas profundamente preocupados até as eleições. Embora tivesse recebido o assédio de vários partidos, Marina tomou uma decisão muito lógica, portanto, acertada: filiou-se ao PSB, em apoio à candidatura de Eduardo Campos.  O artificialismo dessa união é que preocupa muito a todos. Como dissidente do PT em 2009, Marina filiou-se ao PV, mas não chegou ao segundo turno em 2010. Desta vez, na ótica da lógica, ela deveria seguir como vice na chapa de Campos, arrastando consigo 20 milhões de votos, o que faria do PSB um grande partido nesta competição. Além disso, o PSB busca partidos que estejam dispostos a uma coligação. Por outro lado, ainda falta definir o candidato que representaria o partido para concorrer nas eleições. A posição de Campos, dentro do partido, passaria a ficar ameaçada pela possível pressão para que Marina seja a candidata ideal a concorrer pelo PSB. E poderia ocorrer uma inversão na chapa, sendo Marina a candidata e Campos o vice, mesmo considerando um pouco absurda, essa possibilidade não poderia ser descartada. Além do mais, o partido poderia sofrer uma possível ameaça de racha, tendo em conta que ainda falta um bom tempo para a definição de candidaturas. É nesse ponto que o PT vai investir com todas as suas armas, forçando uma divisão no partido e fazendo com que os votos de Marina fiquem novamente pulverizados, em que muitos até favoreceriam a reeleição da presidente. Mas se de fato isso acontecer, Marina seria responsabilizada pela reeleição do PT, logo ela que tentou criar o REDE com fortes pretensões de encerrar o ciclo petista. Portanto, ela só tem uma chance mesmo: permanecer de bem com todos dentro do PSB, sendo ou não indicada para vice. Nesse cenário, há muitas possibilidades de surpresas acontecerem: José Serra poderia assumir a candidatura de Aécio, no PSDB; o PMDB poderia milagrosamente sair do armário e romper com o governo, aliando-se ao PSB para formar o terceiro bloco tão esperado. A única certeza é que até lá muita água vai rolar. Marina, quando saiu do PT, agarrou-se ao PV simplesmente para disputar as eleições como candidata à Presidência, depois lutou para implodir o partido hospedeiro. Com a decisão de Marina em buscar abrigo no PSB -- porque ela não se conforma com os desgovernos petistas e sua forma ditatorial de governar, e por isso pretende quebrar esse ciclo --, a competição eleitoral passaria a ter outra dimensão, porque a candidatura de Campos ficaria muito mais forte. Por outro lado, o Rede poderia estar com a falência decretada, porque Marina passaria a fazer parte de um projeto onde estarão Campos, Roberto Freire, Aécio, Serra e outros. Seus projetos, portanto, ficariam de lado.  

Celso Pereira Lara   

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

271-Impostos inevitáveis

Somente no Brasil, a classe que mais contribui para o governo é justamente a mais penalizada

Nesses meses finais de 2013, não só a pré-campanha eleitoral já deu sinais de vida, mas também o festival de aumento de impostos, taxas e tarifas, que já começaram a chegar ao bolso do contribuinte. Alguns valendo a partir de 2014, outros já passam a valer agora. As tarifas de ônibus interestaduais e internacionais, por exemplo, em percursos superiores a 75 quilômetros da origem, tiveram aumento de 7%, a partir de quinta-feira, dia 3. Em São Paulo, a fúria pela arrecadação fez a Prefeitura beneficiar-se do aumento de IPTU, ou, tecnicamente, da elevação provocada pela revisão do valor venal dos imóveis em 2014. São reajustes que variam entre 20% e 30% para um terço dos imóveis regularmente cadastrados, além dos sessenta mil imóveis que hoje são isentos e passarão a pagar IPTU. Haddad, petista muito querido pela sua classe política, é o prefeito de São Paulo que, em junho, disse que de jeito nenhum abriria mão do aumento das tarifas de ônibus, entretanto, durante as fortes manifestações de protestos, ele se viu obrigado a recuar de sua decisão. Segundo ele, um dos destinos do IPTU é manter o subsídio ao transporte, para manter a tarifa no ano que vem. Falta a decisão da Câmara de Vereadores. O que significa o aumento do IPTU para a classe pobre, aquela que é beneficiada pelos bolsas? Ou o que significa esse aumento para a classe rica, aquela que recebe benefícios fiscais, dentre outros, do governo? Pobre classe média, que como sempre assume os sacrifícios impostos pelos desgovernos e ainda mantém a economia em movimento. Se os aumentos de impostos não interferem na vida dos beneficiários dos projetos bolsa, então os votos estariam garantidos nas eleições. E olha que são em torno de 30% dos eleitores. Possivelmente, o aumento do IPTU seria motivo para constar nos cartazes e faixas nas próximas manifestações em São Paulo. No mesmo embalo, o reajuste do preço da gasolina, que a Petrobras já não consegue mais segurar, seria a grande notícia a sair nos próximos dias. E mais uma vez os preços dos produtos e serviços sofreriam também, sem a menor ponderação, os devidos reajustes, que no final das contas recairiam no bolso do contribuinte da tão odiada classe média, aquela que mais contribui para o governo.  

Celso Pereira Lara   

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

270-Carta de repúdio de um universitário

A respeito da carta de repúdio de um universitário

Interessante notar que a carta de repúdio ao filósofo Karl Marx, escrita por um universitário de apenas 22 anos, revela o sentimento de milhões de brasileiros, inconformados com a forma petista de governar esse país. As universidades brasileiras estão impregnadas de ideias e ideais marxistas até a alma. Respiram diariamente os métodos de revolução comunista, tais quais são praticados no Brasil durante essa década. A ousadia desse estudante merece ser seguida por todos os alunos que não se conformam com essa dominação ideológica nas universidades. A indignação dele representa a indignação do povo que clama por uma democracia legítima, mas que não seja esta que o governo tanto defende e enaltece. Constantemente aparece uma carta de repúdio a esse governo, mas a desse estudante tem um significado maior, porque ela partiu de dentro de uma universidade, onde o ambiente é sufocado por acadêmicos seguidores do marxismo, e isso não é do conhecimento do povo. O que aconteceu foi um desejo de sair do eixo dominante e revelar ao mundo o que se passa na mente dos educadores e dos alunos universitários, assim como na mente dos políticos da esquerda radical e comunista que conduzem este país ao caos. Basta observar que o decálogo de Lenin já está em prática no Brasil há 11 anos.
Celso Pereira Lara

Íntegra da carta
Caro professor,
Como o senhor deve saber, eu repudio o filósofo Karl Marx e tudo o que ele representa e representou na história da humanidade, sendo um profundo exercício de resistência estomacal falar ou ouvir sobre ele por mais de meia hora. Aproveito através deste trabalho, não para seguir as questões que o senhor estipulou para a turma, mas para expor de forma livre minha crítica ao marxismo, e suas ramificações e influências mundo afora. Quero começar falando sobre a pressão psicológica que é, para uma pessoa defensora dos ideais liberais e democráticos, ter que falar sobre o teórico em questão de uma forma imparcial, sem fazer justiça com as próprias palavras.
Me é uma pressão terrível, escrever sobre Marx e sua ideologia nefasta, enquanto em nosso país o marxismo cultural, de Antonio Gramsci, encontra seu estágio mais avançado no mundo ocidental, vendo a cada dia, um governo comunista e autoritário rasgar a Constituição e destruir a democracia, sendo que foram estes os meios que chegaram ao poder, e até hoje se declararem como defensores supremos dos mesmos ideais, no Brasil. Outros reflexos disso, a criminalidade descontrolada, a epidemia das drogas cujo consumo só cresce (São aliados das FARCs), a crise de valores morais, destruição do belo como alicerce da arte (funk e outras coisas), desrespeito aos mais velhos, etc. Tudo isso sintomas da revolução gramscista em curso no Brasil. A revolução leninista está para o estupro, assim como a gramscista está para a sedução, ou seja, se no passado o comunismo chegou ao poder através de uma revolução armada, hoje ele buscar chegar por dentro da sociedade, moldando os cidadãos para pensarem como socialistas, e assim tomar o poder. Fazem isso através da educação, o velho e ‘’bom’’ Paulo Freire, que chamam de ‘’educação libertadora’’ ou ‘’pedagogia do oprimido’’, aplicando ao ensino, desde o infantil, a questão da luta de classes, sendo assim os brasileiros sofrem lavagem cerebral marxista desde os primeiros anos de vida. Em nosso país, os meios culturais, acadêmicos, midiáticos e artísticos são monopolizados pela esquerda a meio século, na universidade é quase uma luta pela sobrevivência ser de direita.
Agora gostaria de falar sobre as consequências físicas da ideologia marxista no mundo, as nações que sofreram sob regimes comunistas, todos eles genocidas, que apenas trouxeram miséria e morte para os seus povos. O professor já sabe do ocorrido em países como URSS, China, Coréia do Norte, Romênia e Cuba, dentre outros, mas gostaria de falar sobre um caso específico, o Camboja, que tive o prazer de visitar em 2010. Esta pequena nação do Sudeste Asiático talvez tenha testemunhado o maior terror que os psicopatas comunistas já foram capazes de infligir sobre a humanidade, primeiro esvaziaram os centros urbanos e transferiram toda a população para as zonas rurais. As estatísticas apontam para uma porcentagem de entre 21% a 25% da população morta por fome, doenças, cansaço, maus-tratos, desidratação e assassinadas compulsoriamente em campos de concentração no interior. Crianças também não escaparam, separadas dos pais, foram treinadas para serem ‘’vigias da Revolução’’, denunciando os próprios familiares, quando estes cometiam ‘’crimes contra a Revolução’’. Quais eram os crimes? Desde roubar uma saca de arroz para não morrer de fome, ou um pouco de água potável, até o fato de ser alfabetizado, ou usar óculos, suposto sinal de uma instrução elevada. Os castigos e formas de extermínio, mais uma vez preciso de uma resistência estomacal, incluíam lançar bebês recém-nascidos para o alto, e apanhá-los no ar, utilizando a baioneta do rifle, sim, isso mesmo, a baioneta contra um recém-nascido indefeso.
Bem, com isto, acho que meu manifesto é suficiente, para expor meu repúdio ao simples citar de Marx e tudo o que ele representa. Diante de um mundo, e particularmente o Brasil, em que comunistas são ovacionados como os verdadeiros defensores dos pobres e da liberdade, me sinto obrigado a me manifestar dessa maneira, pois ele está aí ainda, assombrando este mundo sofrido.


Para concluir gostaria de citar o decálogo de Lenin:
1. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
2. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação em massa;
3. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
4. Destrua a confiança do povo em seus líderes;
5. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo
6. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no Exterior e provoque o pânico e o desassossego na população;
7. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
8. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes, nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa;
10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa.
Obrigado, caro professor, pela compreensão.
Ass.: João Victor Gasparino da Silva

terça-feira, 1 de outubro de 2013

269-Radicalizar, jamais!

Vazamento de informações sigilosas é fato muito antigo

Que a presidente tem se mostrado de pavio curto, ultimamente, isso todos já perceberam. Tudo começou a partir das manifestações de junho, que produziram a queda de sua popularidade, e, mais recentemente, o episódio do vazamento de informações sigilosas suas e da Petrobrás, que a levou a tomar decisões radicais, quebrando agenda internacional, em retaliação ao Chefe da nação americana. Contudo, a intenção de levar adiante uma novela que a presidente gostaria de encenar com Obama, de olho apenas no palanque eleitoral de 2014, parece não ter prosperado, porque nem chegou ao ponto de rascunhar a introdução do script. É que a presidente aparentemente perdeu ao decidir cancelar o convite do Chefe norte-americano para uma reunião em Washington, no dia 23 de outubro, ou seja, cancelou uma visita de Estado, um tipo de encontro entre autoridades que tem o grau de importância mais alto na diplomacia. Lembrando que nem Lula recebeu a honraria. O último líder brasileiro a fazer uma visita assim foi Fernando Henrique, em 1995, portanto o governo petista ainda não participou desse encontro, na Casa Branca, com os rivais imperialistas. Na política internacional, saber administrar o diálogo cordial com o presidente de superpotência é fundamental para a diplomacia de qualquer nação, a fim de evitar uma possível crise diplomática e, na sequência, comprometer as relações bilaterais. Radicalizar, jamais! Todos sabem que a espionagem existe desde sempre e que não seria resolvida com tecnologia ou legislação, porque é um problema político internacional, onde o mais forte sempre sai ganhando. Aqui, na América Latina, por exemplo, sempre houve espionagem aos países vizinhos, portanto somos os próprios imperialistas, com práticas que tanto condenamos nos outros. Mas, nessa queda de braço, proposta pela presidente, todo mundo sabe que é o Brasil quem vai sair perdendo, inegavelmente. Assim como acredita que está fazendo um bom governo, a presidente deve acreditar, também, que o Brasil cresceu tanto a ponto de se tornar uma potência independente economicamente e capaz de enfrentar qualquer inimigo. Isso até pode ser real para ela, entretanto não se deve esquecer que os Estados Unidos continuam sendo a maior economia do mundo, queiram ou não seus inimigos. A presidente, cujo discurso na ONU não teve a menor repercussão nos EUA (“O Brasil sabe proteger-se, repudia, combate e não dá abrigo a grupos terroristas”), voltou para casa achando que tinha "arrasado", o que está muito distante da realidade. Sua fala pode ter feito muito sucesso entre os petistas e aliados, mas não no mundo. Talvez, no dia 23, nem percebam a ausência da Chefa brasileira na reunião na Casa Branca. 

Celso Pereira Lara    

268-Insegurança no Parque Halfeld