terça-feira, 23 de dezembro de 2014
domingo, 21 de dezembro de 2014
395-O desembargo a Cuba
Raul Castro pretende manter o comunismo em Cuba, mesmo
aceitando ajuda dos yankees, através da abertura do embargo econômico proposta
por Obama. Trata-se de ajuda oferecida pelo governo americano, principal rival
do governo cubano.
A manutenção da forma
de governo em Cuba é algo inegociável, pelo menos é o que se sabe de seus ditadores.
Governo que tem em essência o comunismo, fruto da revolução de 1959, liderada
por Fidel Castro, não deve ser extinto tão facilmente pelos americanos, os
quais determinaram o bloqueio econômico desde 1962.
Por que, então, o
ditador cubano não foi capaz de recusar categoricamente a ajuda que seu rival tem
a propor: o desembargo econômico? Ao aceitar, fica claro que o comunismo não
subsiste sozinho. Ele não prospera, sucumbe ao longo do tempo, conforme Rússia
e China. Na realidade, Cuba tem sobrevivido a duras penas com ajuda dos países
socialistas e capitalistas, principalmente os da América Latina. Um grande
exemplo de país que se preocupa com a ditadura cubana é o Brasil, através da realização
de grandes obras de retorno financeiro para a ilha do Caribe. A isso, o Brasil
chama de investimentos no exterior.
Mesmo que haja a retomada
das relações diplomáticas com os Estados Unidos, Cuba não renunciará ao comunismo,
que foi conquistado com muitas mortes. Raul Castro deixou claro: "Dá mesma
forma que nunca propusemos aos EUA para que mudem seu sistema político, exigimos
respeito em relação ao nosso". Castro aceita encerrar o embargo econômico
norte-americano que perdura há mais de 50 anos, mas não abre mão de sua
ideologia, razão de viver dos tiranos de Cuba. Assim, teremos o surgimento do
novo socialismo-capitalista-comunista em Cuba. Coisas do gênero só podem acontecer
naquela ilha.
No regime comunista não pode
haver prosperidade do povo, porque o governo é o maior provedor, o que torna a
população totalmente dependente. O restabelecimento das relações diplomáticas,
por mais que possam parecer eleitoreiras, tem um caráter humanitário,
considerando que grande parte da população do Caribe passa necessidades.
No caso de haver
acerto na diplomacia, a chance de o povo gostar do formato capitalista do
governo americano é muito grande, e isso poderia levar os cubanos, em pouco
tempo, a se rebelarem contra o governo do ditador Raul Castro, provocando manifestações
de rua e causando desestabilização, devido aos clamores pelo fim do comunismo
em Cuba.
Daí a importância de
Obama tentar costurar a diplomacia na ilha - quem sabe, dotado de boas
intenções -, para que, através de uma nova revolução, possa transformar Cuba num país de regime democrático e próspero?
Celso Pereira Lara
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
394-Feliz Natal e Ano Novo
No Brasil, nem tudo está como gostaríamos.
Entretanto,
há aqueles que gostam do jeito como tudo está, e não adianta tentar o convencimento.
Ontem, fui para a
cama cedo, tranquilidade a toda prova, pensando em sonhar com anjinhos. Como de
costume, logo adormeci... Ao acordar no primeiro dia de 2015, eu gostaria de
ter tido um pesadelo, por acreditar cegamente que tudo o que aconteceu em 2014 teria
sido elucubração minha. Acreditar que não houve Petrolão nem Mensalão. Que o PL
36/14 não foi aprovado por unanimidade, apesar do Natalão a todos os
congressistas (projeto de lei que altera o cálculo do superávit primário e
desobriga o governo de cumprir a atual meta fiscal estipulada, e isenta a
presidente de ter cometido crime de responsabilidade fiscal). Que a inflação é
a menor do mundo e sempre atinge o centro da meta. Que o PIB deslanchou de vez.
Que as contas públicas não mais precisam da contabilidade criativa, e que, por
isso, os investidores estrangeiros passaram a acreditar na economia brasileira. Que
todas as promessas de campanha foram cumpridas, acabando com a miséria e
extinguindo o programa "Bolsa família" e outros. Que o STF condenou a quadrilha a
cumprir pena no presídio. Que a existência do triplex de Lula, com elevador
particular e frente para a praia, é boato da elite branca. Que a compra da
refinaria de Pasadena foi um “bom negócio”, apesar de a CGU não concordar. Que
a operação "Lava jato" envolveu a Petrobras no maior escândalo de corrupção do
Brasil (talvez do mundo!), e que a presidente da estatal e toda a diretoria
teriam pedido demissão, atitude com a qual a presidente concordou imediatamente.
Que o BNDES disponibilizou para consulta todos os empréstimos sigilosos, pois o
dinheiro é do povo. Que todos os médicos cubanos possuem diploma e passaram no
Revalida. Que não existe o Foro de São Paulo, porque o comunismo só faz sentido
em Cuba. Que o Bacen acertou todas as dívidas trabalhistas com os funcionários.
Enfim, acordei assustado, ainda de madrugada, caído no chão, pingando de suor,
de tanto assistir a cenas de barbaridade. Garanto que não foi elucubração... Nem pesadelo. Que Deus nos ajude em 2015!
Tenha
um Feliz Natal e Próspero Ano Novo
Ofereço
essa bela música para aliviar a nossa dor.
Eric
Carmen "All by myself" live (1975)
Assista:
https://www.youtube.com/watch?v=xejaiXsbrC0Celso Pereira Lara
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
389-Não se deve condenar ninguém
É
muito fácil apontar, criticar, julgar ou condenar os outros.
Difícil,
mesmo, é olhar para o nosso interior!
Mesmo que uma pessoa
esteja errada ao apresentar suas ideias, o que pode ser rebatido por terceiros deve
ficar apenas no campo das ideias, não no campo da desconstrução do personagem.
Atacar a moral de uma pessoa é querer se mostrar um “ser superior”, acima do
bem e do mal, coisa que é impossível a qualquer ser humano.
Quantas vezes
cometemos injustiças ao criticar outras pessoas? Só o ato de julgar alguém já é
uma transgressão, algo condenável. Nós somos criaturas, hoje, inteligentes,
racionais, capazes de discernir. Se nós não pudermos discernir, não convém nem
nada!
Na leitura de um
texto, o que não presta, em parte ou no todo, deleta-se ou levanta-se a questão
com o objetivo de esclarecer ou complementar o assunto tratado, mas não há
necessidade de desqualificar ou mesmo condenar o autor pelo que ele pensa ou
menciona de forma supostamente errada. Ou seja, para recusar uma ideia ou
conceito não é preciso destruir uma pessoa, para provar que o seu é o mais
inteligente ou verdadeiro!
A educação e a ética
fazem parte da convivência na sociedade, e devem ser preservadas ad eternum. Caráter
e respeito não se diz que tem; mostra-se com atitudes. Há aqueles que preferem humilhar o
adversário, antes mesmo de apresentar os argumentos contrários. Esses são, em
essência, considerados arrogantes, pois não são gentis nem amáveis. Outros
preferem complementar para enriquecer o assunto. E há aqueles que preferem nem
dar palpites, mesmo discordando. Nesses dois últimos casos, prevalece a questão
da educação, da humildade e do respeito.
A humanidade é bastante criativa na ação de humilhar. É o que mais se observa no dia-a-dia. E quando se discute futebol, então, o circo pega fogo: humilhações pra todo lado!
As discussões sobre política também têm o seu lado perverso. Há os que defendem o seu partido (que não está nem aí para eles nem ninguém) como se estivesse conectado com a Fonte Divina.
A humanidade é bastante criativa na ação de humilhar. É o que mais se observa no dia-a-dia. E quando se discute futebol, então, o circo pega fogo: humilhações pra todo lado!
As discussões sobre política também têm o seu lado perverso. Há os que defendem o seu partido (que não está nem aí para eles nem ninguém) como se estivesse conectado com a Fonte Divina.
Os petistas são os
criadores e mestres desse tipo de ataque. Primeiro, ofendem o adversário, para depois
tentar argumentar. Essa é uma prática que vem crescendo entre eles, quando o
assunto é política. É como se quisesse vencer o opositor logo no primeiro
round, sem dar chance a uma defesa. Utilizar-se dessa técnica é pedir para
encerrar um assunto que ainda nem começou!
Segundo Freud,
"os homens não são criaturas gentis e amáveis, e sim dotados de uma
poderosa cota de agressividade". Se os homens são agressivos por natureza,
então, a educação, a cultura, o equilíbrio mental e a fé ajudam muito no
comportamento sadio e na convivência pacífica em uma sociedade.
Para que serve atacar
outrem, valendo-se de ofensas escritas, quando na realidade o assunto nem lhe
diz respeito? Ou será que o assunto não está escrito do jeito que ele gostaria
de ler?
Celso Pereira Lara
domingo, 2 de novembro de 2014
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
387-Vitória questionável
A
vitória apertada do PT na eleição para a Presidência da República não
representa a vontade do povo. A legitimidade da vitória de Dilma é
questionável.
Um governo marcado
por corrupções; que não cumpre o que promete; que se preocupa muito mais com os
países socialistas, como Venezuela e Cuba, ajudando-os com recursos bilionários
e sigilosos; que produz decretos bolivarianos para governar; que tem o Estado
aparelhado; que foi delatado pelo doleiro Youssef na operação Lava-Jato; que
foi eleito com as urnas eletrônicas sob suspeitas; com pedidos de impeachment
em andamento. Enfim, um governo eleito apenas pelos beneficiários do Bolsa
Família!
Temos que resistir,
novamente. O cenário parece se repetir. Não podemos concordar com o diálogo
proposto pela presidente, porque não concordamos com a forma com que os
governantes petistas conduziram este país nestes doze anos. Não podemos admitir
cumplicidade, se não aprovamos os métodos bolivarianos praticados aqui. Não
podemos fingir que está tudo bem, quando tudo vai de mal a pior. Não
acreditamos em mudança, pois o tempo foi suficiente e nada foi feito. A
governabilidade está inviável.
A aprovação nas urnas
não reflete as reais intenções de voto da população. Não representa
verdadeiramente a vontade popular. O que se viu foi uma expressiva votação praticada
pelos beneficiários do Bolsa Família, programa de transferência de renda muito
bem alimentado pelos governos do PT. A utilização da máquina pública foi o
ponto alto durante a campanha, e o resultado nas urnas não poderia ser
diferente.
O surgimento de
notícias sobre fraudes nas urnas, a partir do dia 26, não causa surpresa, pois
já havia acontecido caso semelhante no primeiro turno. As urnas eletrônicas
brasileiras colocam em xeque a credibilidade do resultado das eleições, isto
porque surgiram muitas denúncias de que o voto já havia sido registrado por
alguém, antes mesmo de o eleitor passar pelo mesário, assim como veio à tona o registro
de 30 votos para um título cujo eleitor ainda não havia votado. Também houve casos em que as urnas foram repassadas
aos mesários já contendo uma boa quantidade de votos registrados em favor de
Dilma. Com um histórico de polêmicas, a segurança nas urnas eletrônicas já foi
apontada por inúmeros especialistas como questionável. Graves denúncias de
ex-funcionário da fabricante das urnas eletrônicas brasileiras aumentam o
descrédito na vitória de Dilma. A desconfiança é o tema em todas as conversas
sobre política.
Por outro lado, o
candidato da oposição se viu prejudicado na campanha, quando os correios deixaram
de entregar milhares de correspondências solicitando votos para ele.
Uma auditoria completa
do processo eleitoral eletrônico é uma reivindicação de 50% dos eleitores
brasileiros, os quais estão inconformados com a série de notícias sobre fraudes
nas urnas, e por causa de haver uma diferença muito pequena na contagem dos
votos.
Por ser considerado
um resultado duvidoso, a transparência se faz necessária e ajuda a fortalecer a
confiabilidade nas eleições. Por isso, uma recontagem de votos, quando
solicitada por motivos justificados, merece respeito das instituições
democráticas, e o atendimento consolida o regime democrático.
Celso Pereira Lara
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