segunda-feira, 30 de março de 2015

408- Manifestação de rua - vontade popular

Vivemos na democracia, onde o poder do povo é soberano!

A cada manifestação de rua, um novo escândalo vem à tona, realimentando a cadeia de protestos. O último, com envolvimento em cerca de setenta empresas, entre elas bancos, montadoras e empreiteiras, foi revelado pela operação "Zelotes", da Polícia Federal, que apura suposta prática de suborno para anulação de débitos fiscais junto à Receita Federal. Estima-se que o prejuízo causado aos cofres públicos tenha alcançado a cifra de 19 bilhões. Isso é fruto da corrupção que aflora neste país.

A fila para apuração de escândalos cresce assustadoramente. O petrolão ainda está no meio do caminho, eis que surge outro sinistro de proporções agigantadas. Entre as várias faixas levantadas, durante as expressões populares de rua, as que mais se notavam eram referentes à corrupção. Por causa disso, a presidente prometeu, em discurso, que em seu governo a adoção de medidas de combate à corrupção seria prioritária. Verdade!

Há tempos, as escolas e postos de saúde apresentam-se em condições precárias de funcionamento. Não bastasse isso, o governo faz questão de retirar 7 bilhões do orçamento destinado ao ministério da Educação, a principal meta do governo. É o ministério que mais perde com os cortes do governo. Oh, pátria educadora!

Queremos, sim, saber da destinação dos nossos impostos, e para que servem 39 ministérios. Não há nada significativo, nada que se possa chamar de melhoria para o país ou para os brasileiros. Todos percebem a escalada dos juros, dos preços dos produtos e serviços, os impostos ficando cada vez mais cruéis, e o governo não é capaz de apresentar medidas palpáveis que possam dar leve esperança de uma possível solução. O Poder Executivo parece estar hibernando em berço esplêndido, e a cada mês um ministro pede para sair, entretanto, a chefe do governo diz "este país está mais forte do que nunca". O Congresso mais parece uma Torre de Babel, onde ninguém se entende, mas a maioria está unida pela mesma causa: o benefício próprio.

O brasileiro, um pouco mais atento, passa a observar os descasos do governo com a população, e absorve a mesma indignação demonstrada nas manifestações. Não é à toa que se espera para a manifestação de 12 de abril uma quantidade muito maior de descontentes nas ruas. Como disse um articulista "por mais que manipulem, nenhum brasileiro deixará de gritar no dia 12: fora Dilma, fora PT, fora Foro de São Paulo".

Apesar de as manifestações mostrarem claramente o descontentamento do povo com este governo, os procedimentos políticos no Congresso não avançam no sentido de dar uma resposta à altura. Apenas fingem discutir a reforma política que nunca vai passar de discussões. Se o governo foi eleito pelo povo, e este mesmo povo, agora, luta pela saída da presidente, o que eles (políticos) estão esperando para atender ao clamor da população brasileira? Afinal, quantas manifestações de rua serão necessárias para o impedimento da presidente?     


Celso Pereira Lara

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

406- Tentar silenciar também é golpismo!

O impeachment que está a caminho não nasceu do nada. É fruto de um festival de escândalos de corrupção bilionária que envolveu os últimos governos. E isso é o bastante!

Não dá para comparar com o governo Collor, que foi afastado por muito menos, entretanto, o que se observa no governo do PT é, indiscutivelmente, o maior mercado de corrupções jamais visto na história universal.

Os simpatizantes, militantes ou defensores do governo rotulam de minoria golpista aqueles que apoiam o impeachment da presidente. Motivos para o impedimento há de sobra, e não há necessidade de descrevê-los. O pior cego é aquele que não quer ver, porque dessa forma ele se torna conivente com os males que afligem a sociedade e protege os que oprimem, humilham, escravizam e desrespeitam seus semelhantes. São também cegos seletivos, pois só enxergam aquilo que lhes convém! 

No Brasil, impera um regime puramente corruptocrático, que parece ter chegado ao auge do cinismo entre políticos e governantes, como se houvesse uma blindagem em torno deles e o povo nada pudesse fazer para mudar o modus operandi, ou mesmo o status quo.

Está evidente que os movimentos pelo impeachment vêm crescendo nesse início de 2015, e que eles são legítimos neste país democrático, portanto, não existe golpismo nesse movimento espontâneo que cresce a cada instante nas redes sociais da internet, e que já tem até data e hora marcadas para as manifestações de rua.

Com o processo eleitoral questionado e com auditoria dos votos em andamento, a situação da reeleição fica ainda mais complicada. O que se pretende é a confirmação dos resultados, e isso é permitido pela legislação eleitoral. 

As circunstâncias atuais denotam que o povo está tomando consciência de seu dever de cidadão, e, para demonstrar que os brasileiros estão insatisfeitos com esse governo, farão valer, na prática, os preceitos constitucionais. E o impeachment está previsto na Constituição!

A presidente já marcou um pronunciamento para logo após o Carnaval, certamente na tentativa de silenciar as manifestações e reverter a queda brusca de sua popularidade, a qual caminha para se igualar ao crescimento econômico do Brasil.

As coisas não param de piorar e o fundo do poço permanece inalcançável. Por isso, não dá para acreditar que o discurso pós-Carnaval convencerá à população, por mais que peça um voto de confiança em seu governo ou por mais que implore.

A data das manifestações por todo o Brasil vai permanecer, os protestos vão acontecer, mas só não dá para prever a quantidade de manifestantes. 
       
Celso Pereira Lara

domingo, 8 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

404-A conta que temos a pagar

Mesmo em contraste com a nossa atualidade, as medidas impostas pelo Governo significam apenas um ensaio. O que vem mais adiante, lógico, é chumbo grosso.

Em nossa democracia, cabe à sociedade rejeitar, de alguma forma, os ajustes e reajustes que só servem para cobrir o rombo deixado pelo governo anterior, pois se não o fizer os trabalhadores e contribuintes estarão pagando duas vezes por aquilo que não concordam.

A presidente reeleita sinaliza que tem pressa para corrigir a herança maldita deixada pelo governo anterior (dela), e, para isso, anunciou uma série de medidas - ou saco de maldades -, no mínimo para dizer que alguma coisa está sendo feita. Com o crescimento econômico em baixa e a inflação em alta, não dá para permanecer de braços cruzados ou ficar viajando Brasil afora, marcando presença na cerimônia de posse do presidente da Bolívia, reeleito para o terceiro mandato consecutivo. Aliás, por onde anda a presidente reeleita, que até agora não apareceu, ao menos, para os seus eleitores?

Os apagões que acontecem nesse período de calor e as previsões de racionamento de energia nessa época de seca revelam o quanto se deixou de fazer ou investir no momento propício do governo passado. Entretanto, as questões eram outras. Houve uma preocupação muito grande em não deixar pedras sobre pedras em nosso sistema de produção de energia, mas ficou apenas no campo da preocupação, pois a hidrelétrica da Nicarágua, construída e financiada pelo governo brasileiro - com o dinheiro do povo -, vai muito bem, obrigado.

É dado como certo que tão cedo o Brasil não sairá dessa crise, e todos os brasileiros serão penalizados de alguma forma para compensar o desastre causado pela incompetência governamental. Enquanto isso, para suprir, em parte, nossas deficiências nas usinas termelétricas, o Brasil continua importando energia excedente da Argentina, sabe-se lá a que preço.

Com as precipitações pluviométricas abaixo da média, as represas apresentam suas dificuldades de armazenamento de água, e muitos reservatórios já atingiram o volume morto. Racionamento de água é a palavra de ordem no momento, e gastar tem que ser somente o essencial. A situação é de causar pavor, porque se teme que doravante ela possa se tornar padrão. E, em acontecendo, haverá necessidade de a população mudar os hábitos, o que não é tão simples nem tão rápido. Sem querer cutucar a promessa de campanha feita há mais de uma década, a transposição do São Francisco agora tem motivos de sobra para não sair do papel. Afinal, transpor o quê, com que dinheiro?

Grandes problemas foram criados nos três últimos governos, e foi gerada uma mega conta que agora os brasileiros estão sendo intimados a pagar. Teremos que bancar um alto preço pela incompetência e pela irresponsabilidade dos governantes. É bom lembrar que, quando se aumentam os impostos, não se realizam os ajustes fiscais, mas sim um ajuste de contas. Saquearam os cofres públicos, e agora estão saqueando os bolsos dos contribuintes para cobrir o buraco. É assim que age o governo do PT, levantando a bandeira defensora do povo pobre explorado pelos ricos. Se a opinião pública não se colocar contrária a essa volúpia pelo aumento da carga tributária, outros ajustes piores certamente virão, pois o governo reeleito já deu a entender que está disposto a massacrar a população, visando acima de tudo aumentar o indecente impostômetro, sem se importar com o crescente desemprego e fechamento de fábricas. Um verdadeiro caos anunciado, confirmando a chegada da recessão econômica.

Vivemos momentos de pânico, de um governo realmente atípico em suas decisões. Ele veta o que não poderia e aprova o que não deveria: IOF, IR, CIDE e outras garfadas. Temos uma Petrobrás violentada até a alma, e o povo pagando pelos prejuízos causados pelo aparelhamento sem fim. Os malfeitos fabricados conscientemente surgem a cada instante aumentando a conta que o povo tem a pagar.

Para completar, em meio a esse momento de pacote de sacrifícios destinado à população, deputados e senadores, acintosamente, aprovam reajuste de seus próprios salários para a próxima legislatura, a partir de fevereiro. Os mananciais de recursos públicos estão sempre transbordando para a classe política, ao passo que, para o povo, vai faltar água, vai faltar energia, vai faltar emprego, vai faltar dinheiro, vai faltar segurança pública... Oh, recessão maldita!
       

Celso Pereira Lara

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

400-Perfis falsos na web

A proposta de criminalização dos perfis falsos na internet, a ser apresentada para votação nas duas Casas, representa o desejo do povo brasileiro. Entretanto, não se deve confundir com o controle social da mídia, uma proposta petista de pura censura, que também deverá ser apresentada brevemente.

Desde sempre, a utilização de perfis falsos (fake) na internet continua prosperando a céu aberto. Abrir diversas contas para uma mesma pessoa já é sinal de um plano mal intencionado, ainda que a pessoa tenha uma boa índole, reconhecidamente. As de mau caráter são mestres nesse tipo de enganação, ora apresentando-se com nomes e fotos diferentes. Assim como o CPF ou a Identidade com a foto, a sua identificação é para sempre ao abrir cadastro em qualquer lugar. Então, para que passar-se por outra pessoa?

Evidente que a criminalização de perfis falsos é, por todos, considerada muito oportuna. O Projeto de Lei 7758/14 visa “tipificar penalmente o uso de falsa identidade na rede mundial de computadores”, ou seja, proibir a criação dos famosos perfis fake, que atualmente estima-se tenha chegado a cem milhões.

Uma coisa são os hackers maldosos - crackers ou invasores do mal -, aqueles criminosos que de uma forma ou de outra invadem programas de computadores com a intenção de prejudicar; outra coisa são os perfis fake ou falsa identidade, aqueles criminosos que vivem no anonimato para colecionar informações e fotos de suas vítimas. Postagens de fotos dos filhos, dos familiares e amigos, tudo isso pode contribuir para o acervo dos bandidos. Na realidade, o que deveria ser motivo de alegria ou satisfação, acaba virando fato desagradável. 

   Notícia na web pode ser encontrada sob o título "Sequestrador diz ter planejado crime com informações de rede social", em que o criminoso relata como foi possível executar o seu plano em 10 dias.

A tendência na internet é mostrar cada vez mais, e ao vivo, os bons momentos por que passam os internautas, numa espécie de "se existo, tenho que provar". 

Os selfies estão em alta nas redes sociais da internet, porque eles podem ser divulgados em poucos segundos após os cliques, e muitos chegam acompanhados de nomes, localização, dia e horário, tudo aquilo que os bandidos esperam para em seguida aplicar os golpes de sequestro e extorsão. O perigo que existe na internet é o mesmo que existe nas ruas, mesmo porque os crimes cometidos em locais públicos ou nas residências, muitas vezes são baseados em informações colhidas da web. 

A fragilidade das redes sociais da internet é um problema que vem sendo solucionado aos poucos, apesar de demandar um árduo trabalho. Com a possível aprovação do projeto, ainda não teremos a segurança total, mas já é um grande passo a caminho de uma tão esperada internet mais segura.     


Celso Pereira Lara