segunda-feira, 19 de outubro de 2015

430-Um pequeno esclarecimento


Quando a gente pensa que a *Erdanet atingiu a excelência em publicação de textos com notícias e comentários ou debates, eis que de repente surge um "Tsunami ou Fukushima".

Não vejo necessidade nenhuma de eu ter que responder a indagações, principalmente àquelas de cunho ofensivo, sem nenhum propósito, acima de tudo levianas, totalmente incompatível com o nível de preparação dos candidatos que se submetem a um concurso do Banco Central do Brasil.

Para que fique bem esclarecido, repito, com muito orgulho, o que foi publicado na *Erdanet, no mês de agosto: "Garanto-lhes que não sou a favor de um governo militar, e acrescento que intervenção militar é outra história. Também não sou de direita nem psdebista, muito menos petista".

Os textos publicados na mídia e postados na *Erdanet já se bastam, são notícias esclarecedoras e não há por que contestar. Posso citar algumas: "O Brasil está dominado pelos ladrões", de Arnaldo Jabor; "É inegável que Dilma cometeu crimes", de Hélio Bicudo; "Há muita fraude no Bolsa Família", de Ricardo Barros (PP-PR), relator do Orçamento 2016. Não há como negar o óbvio! E são textos desse tipo que venho, há tempos, publicando nesta rede, justamente com a intenção de abrir os olhos - e a mente - daqueles que não querem enxergar a que ponto chegou o governo deste país.

O PT assumiu o governo com o Real ainda forte e inflação anual de 4%. O Brasil estava preparado para atravessar décadas com estabilidade econômica. Entretanto, veja as notícias que, hoje, temos nos jornais: quebradeiras na indústria e no comércio, demissões em massa nas montadoras de veículos, desabastecimento em supermercado, impostos e taxas aumentando, greves, juros altos, inflação elevada, CPMF em vias de aprovação, corte nos investimentos sociais, corrupção deslavada, a farsa da minirreforma ministerial, mentiras pra todos os lados...

Estamos com reajuste salarial muito defasado e ficaremos assim até sabe-se lá quando? O povo não concorda em pagar essa conta causada pela incompetência administrativa petista. Não queremos pagar o pato! Estamos vivenciando um caos, e defender o status quo é um pouco demais. E estes que o defendem representam, apenas, 7% da população.

O Brasil caminha com as próprias pernas, ladeira abaixo. E constatando que a presidente parou de governar por anos seguidos, preocupada apenas com os palanques, então, não faltam razões para o impeachment. Isso não é golpe, que fique bem claro. É a solução institucional prevista, quando o presidente, além dos malfeitos (e não são poucos), perde, pelo isolamento popular e no Congresso, as condições de governar. Não há governabilidade, portanto. O que há é uma competição entre os poderes, onde todos sairão perdendo. 

 O governo do PT não sabe governar para o povo. Ele governa, apenas, para ele mesmo, visando fortalecer o seu projeto de poder, enquanto a corrupção vai de vento em popa.

Além de tudo, o PT se orgulha em dizer que colocou a Polícia Federal para investigar os crimes de corrupção praticados pelo próprio partido. Nossa, que tragédia! Nunca antes na história deste país se roubou tanto!

Quando a gente pensa que já viu de tudo nesse governo, e de súbito emerge das profundezas desse lamaçal um novo fato, então, a gente fica inclinado a concluir que ainda não viu nada!

Por fim, posso dizer que eu não possuo a síndrome de Estocolmo, pois não cheguei ao ponto de idolatrar àqueles que me roubam! Eu participo de protestos no Facebook e nas ruas, mas é por convicção, sem receber nenhum dinheiro ou pão com mortadela. A minha consciência política não tem preço. Por isso, não vou me calar!

Celso Pereira Lara

terça-feira, 13 de outubro de 2015

domingo, 4 de outubro de 2015

428-Nota de repúdio ao projeto de censura na internet


Atenção, internautas!



Falar mal de políticos brasileiros poderá virar crime. Só podemos falar bem, apesar de tudo... Uma criatividade maquiavélica, num estilo "Big Brother", faz com que os políticos possam ter acesso às mensagens de todas as redes sociais. Uma iniciativa do PMDB que, agora que o circo está pegando fogo, visa promover a censura na internet.



Tal medida permite que qualquer ‘autoridade competente’ (órgão público) possa requerer acesso aos dados de qualquer internauta, sem a necessidade de uma ordem judicial. Pasmem!



O projeto ainda tramita na Câmara, e talvez sua aprovação possa acontecer em tempo recorde. Ou não, a depender dos acontecimentos previsíveis na política. Então, vamos aproveitar enquanto há tempo, enquanto ainda existe a democracia.



Tenho observado, no Facebook, o encolhimento de usuários, demonstrando o pavor que o ainda projeto já está causando. Se isso virar lei, ela não poderá retroagir... O medo causado (e demonstrado nas redes), já faz concluir que não há necessidade de aprovação do projeto. Basta divulgar que ele será colocado em pauta, na Câmara, para amedrontar a todos aqueles que curtem ou compartilham vídeos ou mensagens que falem mal de políticos.



Se as pessoas que se dizem indignadas com este governo recuarem de suas atitudes neste momento, o governo vai ficar fortalecido, e a permanência no poder será inevitável. O projeto, em si, é assustador, autoritário, do ponto de vista da manutenção do estado de direito. Uma afronta à verdadeira democracia que o governo tanto alardeia quando se vê em apuros. 



Calar-se diante desse projeto tirânico significa concordar com a atual situação em que se encontra o país. Afinal, são muito poucos os políticos honestos! E, sem dúvida, a população será massacrada daqui para frente, por conta de nosso aval.



Adeus, liberdade de expressão! Isso é ditadura.



Celso Pereira Lara

sábado, 3 de outubro de 2015

427-A farsa da minirreforma ministerial




Agora, o governo já pode alardear na mídia o seu grande feito, como se tivesse atendido a voz das ruas.



Cortando na própria carne, superficialmente, lógico, a presidente terá o seu salário reduzido em 10%. Num derradeiro suspiro, a reeleita mostra que está disposta a salvar o país da crise que ela mesma se empenhou em construir nos últimos cinco anos. Mas não sem motivos.



Ao anunciar o corte de oito ministérios, de três mil cargos comissionados, de trinta secretarias ministeriais, a redução de 10% dos salários dos ministros e a dança das cadeiras entre sete ministérios, ela deixa claro que estaria dando início ao terceiro mandato, buscando melhorar a governabilidade, sobretudo, evitar a abertura de um iminente processo de impedimento contra seu mandato.



 Com a apresentação dessa minirreforma ministerial, o que se busca, na realidade, é o retorno da base de sustentação do governo no Congresso, ao incutir a crença de que, daqui para frente, a crise seria ultrapassada e o país voltaria a crescer. O Congresso ficou pulverizado devido aos excessos de autoritarismo da presidente, e ela, neste momento, reconhece a falta de diálogo e tenta maquiar essa dificuldade em busca de apoio. Já é alguma coisa, embora tenha sido um passo muito curto - na realidade, uma decisão muito tímida - para o feito a que se propõe. Por isso, oposição vai continuar a cobrar mais!



Evidente que isso deixa sinais de que está disposta a afastar a grave crise que o país atravessa, mas não é o suficiente. A crise é tão profunda que levaria um bom tempo para dar sinais de melhora. Mas, no fundo, mesmo, a pretensão maior seria garantir a governabilidade para aprovação de medidas econômicas amargas. Uma delas é a volta da CPMF, que, segundo o novo ministro da Fazenda, o objetivo é buscar uma arrecadação em dobro nesse quesito.



A dificuldade que se tinha para aprovação do imposto sobre movimentação bancária era tão nítida, que agora com a mudança ministerial as coisas parecem se tornar mais calmas, mais fáceis. Primeiro, a proposta do imposto era de 0,20. Depois, surge outra proposta com acréscimo de 0,18 para dividir essa arrecadação entre estados e municípios. Neste instante, o novo ministro surpreende a todos, ao apresentar a genial proposta de dobrar o imposto, através da movimentação entre saídas e entradas na conta bancária. Está claríssimo, que se colar, colou! O Congresso ficaria com a batata quente nas mãos. Poderia aprovar o texto na íntegra, ou na forma anteriormente apresentada (0,38), contribuindo assim para a vitória do governo.



E o povo, mais uma vez, torna-se refém de políticos que se elegem apenas para se locupletarem, esquecendo-se de que a população já está sacrificada ao extremo. A presidente reconhece que houve erros em seu governo, mas isso não lhe dá o direito de exigir do povo mais sacrifícios para pagar essa conta. Os erros vão continuar, enquanto os recursos públicos estiverem escorrendo pelas vias paralelas. O Brasil perdeu totalmente a capacidade de ser um país em crescimento, em vários sentidos. A crise só pode piorar, porque o governo não sabe governar.



Celso Pereira Lara

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

425-Uma fortaleza plantada em Brasília



Mesmo tendo todo o cuidado de se cercar com placas metalíferas, Dilma abre comemorações do 7 de Setembro sob vaias em Brasília.

Teria sido o Muro de Berlim ressuscitado? Não, apenas um muro construído com material resistente, para separar a presidente reeleita dos manifestantes que se apresentam contra o seu governo. Tal empreitada acintosa não foi suficiente para conter a indignação da plebe. Literalmente, uma blindagem da presidente que vem sendo afastada cada vez mais de seus eleitores.

A muralha metálica foi levantada com a intenção de separar o povo do Governo, revelando, assim, que o Governo cuida dos interesses políticos, e o povo que se lasque.

O fato de a presidente erguer um anteparo de metal, na Esplanada dos Ministérios, contando ainda com um forte esquema de segurança policial para garantir a sua participação em evento cívico em seu país, vem demonstrar que já passou da hora de deixar a Presidência da República. A renúncia seria muito mais elegante. Quando um presidente teme o seu povo, por coerência ele deixa de ser um governante e passa a ser um farsante.

O Dia da Independência do Brasil foi comemorado sem liberdade de manifestação, enquanto o Grito do Ipiranga foi substituído pelo grito "Fora Dilma", ao som do colheraço ecoado no desfile militar e nos ouvidos da Chefa do Executivo. As Forças Armadas cumpriram o seu dever cívico-militar do 7 de setembro, cercadas pelo muro da vergonha, todavia ao povo não foi dado o direito de participar desse evento de grande importância histórica.

Do lado de fora, nos protestos, as atrações ficaram por conta dos gigantescos bonecos “pixuleco” e “pixuleca”, enquanto a solenidade cívica acontecia dentro do cercadinho.

Muros de chapas de aço foram instalados em Brasília para proteger Dilma dos manifestantes no 7 de setembro. Uma prova de que a presidente mantém contato com o povo à distância. Governo popular assim só se for virtual. A democracia petista é, realmente, cabulosa! Nem no governo militar – do qual os petistas tanto falam mal - houve um isolamento dessa magnitude. Quem sabe esses muros ficarão para sempre?  Ou, ainda que eles sejam retirados, a segregação entre este governo e o povo jamais será desfeita.

Placas de aço que protegem Dilma impedem o direito de ir e vir do cidadão do povo. Um absurdo! Isso é pior do que uma greve de trabalhadores que reivindicam, justamente, a recomposição salarial garantida pela Constituição. Mas isso os defensores do governo condenam e agem com truculências. É bem típico do atual governo reprimir com mão de ferro.

A democracia está sendo desrespeitada, vilipendiada em todas as suas formas, e isso é um grave atentado. É um golpe! O acesso de pessoas que desejam fazer manifestação contra a presidente não foi permitido pelos seguranças do Planalto; somente pessoas simpatizantes de Dilma puderam ter presença garantida no local do evento.

Mesmo se dizendo uma democrata, Dilma não gosta de ouvir a voz do povo nas ruas, por isso ela transformou Brasília em um bunker nazista, onde somente os petralhas estão autorizados a entrar. Que vergonha, a capital federal mais parece uma zona de guerra. Eis o partido do povo que tanto ama os pobres!

Acuada, a presidente preferiu comparecer à solenidade protegida por uma muralha quilométrica. Um sete de setembro marcado pelo isolamento da presidente. Assim, ela declara ao mundo que seu povo não a respeita como governante. Uma confissão explícita!

Nunca antes na história deste país se viu uma comemoração da Independência tão afastada do povo. Se foi, de fato, para manter distância das possíveis manifestações de protesto, teria sido melhor não comparecer ao ato cívico. Foi um tiro no pé, e a população não deixou por menos. Como se fossem panelas, as placas de metal da muralha petralha serviram para ecoar o colheraço, e ao final das comemorações a muralha foi derrubada pelos barrados no baile. E Dilma ainda classifica os manifestantes de elite branca e golpistas!

Celso Pereira Lara