O que antes era considerado pecado, hoje é parte essencial do currículo de políticos.
A corrupção é um dos
piores pecados ou um pecado grave, motivado pela ganância e pelo egoísmo, e
parece que já não há mais vergonha de carregar a pecha de corrupto durante a
vida toda. Pelo contrário, consideram-na um orgulho, quiçá um diploma para
ingresso mais rápido na carreira política. Não que todos sejam iguais. Lógico,
exceções existem!
Muitos políticos da
atualidade se orgulham de ter uma ficha repleta de pecados, e quanto maior as
ocorrências, melhor para a garantia de seu futuro. Logo será escolhido para
integrar uma equipe de governo.
O surgimento desse tipo
de político se deu a partir de 2005, quando os governos se utilizaram de
subornos milionários para aprovação de projetos políticos de grande utilidade
para eles próprios, da Câmara e do Senado, não para a sociedade.
Foram mais de vinte
anos de governos reeleitos, e sempre com as mesmas figuras que acumulavam
pecados. E não se envergonham de suas artimanhas que denigrem o seu próprio
caráter. Apresentam-se nas entrevistas televisivas como se estivessem em estado
de pureza espiritual, e enfrentam cara a cara os seus adversários. Haja
cinismo!
E não demora muito para
se envolverem em novas maracutaias, e cada vez maior o volume de dinheiro que
arrancam dos cofres públicos! Parecem ratos da madrugada, invadindo a cozinha
de restaurantes precários de higiene, à procura de alimentos.
O pior é que os crimes
vêm à tona, com os devidos nomes, cpf e partidos políticos, e logo se cria uma
CPMI, como se dessa vez fosse para valer, mas como sempre tudo acaba em pizza. E,
se por acaso algum criminoso for para a cadeia, logo em seguida ele será
agraciado com o alvará de soltura concedido pelas autoridades supremas do
Judiciário brasileiro. Um belo exemplo de combate à corrupção!
Antigamente, era muito
vergonhoso um político do alto escalão ficar envolvido em crimes de corrupção.
Ou ele renunciava ao cargo ou era convidado a renunciar. Mas o tempo a tudo
corrói. Atualmente, ele é transferido para um cargo bem superior, sem medo de
pecar. Pasmem!
Ultimamente, a conduta
de representantes públicos tem deixado muito a desejar. A formação de acordos e
governabilidade tem sido na forma de barganhas. Desvio de verbas e outras
ilegalidades alimentam a percepção de que a classe política é, de modo geral,
pecadora.
Há uma desconfiança
popular generalizada em relação aos políticos e ao sistema político como um
todo, levando a concluir que a busca pelo poder depende de compromissos
imorais. Inclusive com diálogos cabulosos.
Celso Pereira Lara
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