segunda-feira, 7 de setembro de 2015

425-Uma fortaleza plantada em Brasília



Mesmo tendo todo o cuidado de se cercar com placas metalíferas, Dilma abre comemorações do 7 de Setembro sob vaias em Brasília.

Teria sido o Muro de Berlim ressuscitado? Não, apenas um muro construído com material resistente, para separar a presidente reeleita dos manifestantes que se apresentam contra o seu governo. Tal empreitada acintosa não foi suficiente para conter a indignação da plebe. Literalmente, uma blindagem da presidente que vem sendo afastada cada vez mais de seus eleitores.

A muralha metálica foi levantada com a intenção de separar o povo do Governo, revelando, assim, que o Governo cuida dos interesses políticos, e o povo que se lasque.

O fato de a presidente erguer um anteparo de metal, na Esplanada dos Ministérios, contando ainda com um forte esquema de segurança policial para garantir a sua participação em evento cívico em seu país, vem demonstrar que já passou da hora de deixar a Presidência da República. A renúncia seria muito mais elegante. Quando um presidente teme o seu povo, por coerência ele deixa de ser um governante e passa a ser um farsante.

O Dia da Independência do Brasil foi comemorado sem liberdade de manifestação, enquanto o Grito do Ipiranga foi substituído pelo grito "Fora Dilma", ao som do colheraço ecoado no desfile militar e nos ouvidos da Chefa do Executivo. As Forças Armadas cumpriram o seu dever cívico-militar do 7 de setembro, cercadas pelo muro da vergonha, todavia ao povo não foi dado o direito de participar desse evento de grande importância histórica.

Do lado de fora, nos protestos, as atrações ficaram por conta dos gigantescos bonecos “pixuleco” e “pixuleca”, enquanto a solenidade cívica acontecia dentro do cercadinho.

Muros de chapas de aço foram instalados em Brasília para proteger Dilma dos manifestantes no 7 de setembro. Uma prova de que a presidente mantém contato com o povo à distância. Governo popular assim só se for virtual. A democracia petista é, realmente, cabulosa! Nem no governo militar – do qual os petistas tanto falam mal - houve um isolamento dessa magnitude. Quem sabe esses muros ficarão para sempre?  Ou, ainda que eles sejam retirados, a segregação entre este governo e o povo jamais será desfeita.

Placas de aço que protegem Dilma impedem o direito de ir e vir do cidadão do povo. Um absurdo! Isso é pior do que uma greve de trabalhadores que reivindicam, justamente, a recomposição salarial garantida pela Constituição. Mas isso os defensores do governo condenam e agem com truculências. É bem típico do atual governo reprimir com mão de ferro.

A democracia está sendo desrespeitada, vilipendiada em todas as suas formas, e isso é um grave atentado. É um golpe! O acesso de pessoas que desejam fazer manifestação contra a presidente não foi permitido pelos seguranças do Planalto; somente pessoas simpatizantes de Dilma puderam ter presença garantida no local do evento.

Mesmo se dizendo uma democrata, Dilma não gosta de ouvir a voz do povo nas ruas, por isso ela transformou Brasília em um bunker nazista, onde somente os petralhas estão autorizados a entrar. Que vergonha, a capital federal mais parece uma zona de guerra. Eis o partido do povo que tanto ama os pobres!

Acuada, a presidente preferiu comparecer à solenidade protegida por uma muralha quilométrica. Um sete de setembro marcado pelo isolamento da presidente. Assim, ela declara ao mundo que seu povo não a respeita como governante. Uma confissão explícita!

Nunca antes na história deste país se viu uma comemoração da Independência tão afastada do povo. Se foi, de fato, para manter distância das possíveis manifestações de protesto, teria sido melhor não comparecer ao ato cívico. Foi um tiro no pé, e a população não deixou por menos. Como se fossem panelas, as placas de metal da muralha petralha serviram para ecoar o colheraço, e ao final das comemorações a muralha foi derrubada pelos barrados no baile. E Dilma ainda classifica os manifestantes de elite branca e golpistas!

Celso Pereira Lara

domingo, 30 de agosto de 2015

424-Manifestações do dia 20




Fato inédito acontece na história política brasileira. Defensores do Governo (democrático) - os chamados movimentos organizados -, vão às ruas em defesa da manutenção do mandato da presidente, em oposição às manifestações do dia 16, em que o povo ocupou 25 estados e a capital federal pedindo a renúncia ou impeachment. 

A quantidade de apoiadores foi pequena, na mesma proporção dos atuais índices de aprovação divulgados (7%). As ruas só não estavam mais vazias porque os defensores da democracia, para comparecerem, tiveram que ser brindados com pequena ajuda financeira e um sanduíche de mortadela. 

Lógico que foi uma manifestação espontânea, com direito a caravanas de ônibus fretados, farta distribuição de camisas vermelhas e faixas, e ainda houve pessoas que, ao serem entrevistadas, respondiam não saber por que estavam lá. Esteve presente, também, um partido de esquerda radical criticando medidas do Governo, além de alguns militantes mais agressivos defendendo a utilização de armas, se fosse preciso. Uma verdadeira Torre de Babel.  Contudo, o presidente do PT comemorou: Foi um sucesso! O quê, o "Mortadela Day"? 
 
Celso Pereira Lara

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

420-Abusos persistem – acidentes triplicam em JF




Se bebida fosse bom não haveria tanto desastre no trânsito.

Podemos afirmar que a Lei Seca foi uma grande conquista da sociedade nos últimos tempos, embora os índices de acidentes continuem alarmantes.

Aprovada em junho de 2008, a Lei Seca deixava uma brecha que favorecia os infratores: o teste do bafômetro. Bastava o condutor do veículo recusar o teste e ele não seria autuado por dirigir embriagado. Por causa disso, a partir de dezembro de 2012, a lei sofreu modificações radicais: determina outros meios, além do bafômetro, para serem utilizados para provar embriaguez do motorista. O texto também prevê aumento da multa para R$ 1.915,30, além de recolhimento da habilitação e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. E o mais importante é que, de acordo com as necessidades, a norma poderá sofrer adaptações e tornar-se mais rígida. Esse é o grande fator.

Embora os consumidores de bebidas alcoólicas, inconformados com essa proibição, continuem a demonstrar que não se intimidam por nada, certamente eles só têm a perder, caso sejam parados por uma blitz ou por um desastre. A mudança de comportamento se faz necessária e os policiais da fiscalização no trânsito não estão para brincadeira: aos infratores, a lei. Essa norma proibitiva apresenta dois benefícios à sociedade: um, o de tentar corrigir a irresponsabilidade praticada pelo motorista ao dirigir em estado de embriaguez; o outro, o de tentar conscientizar o motorista e a população em geral, quanto aos efeitos do álcool.

Como prova da falta de consciência e de responsabilidade, há motoristas que dirigem até com garrafas de bebidas etílicas dentro do próprio veículo. A relutância por parte desses motoristas é natural, da mesma forma quando foi criada a obrigatoriedade para o uso do cinto de segurança. No início, muitos contestaram, foram multados, mas hoje em dia quase todos seguem a norma. A comparação é quanto ao cumprimento da lei e os efeitos de sua conscientização.

O que levou à criação da Lei Seca foram os altos índices de acidentes provocados por motoristas embriagados. Foram desastres horríveis, que carregaram em seu bojo muitas vidas inocentes. A ocorrência desses casos aumenta nas datas festivas como  Ano Novo, Carnaval, e até no Natal e na Semana Santa.

Ao que parece, para quem gosta mesmo de bebidas, tudo é motivo para comemoração. Se estiver fazendo calor, vamos tomar uma geladinha. Se estiver fazendo frio, vamos tomar uma para esquentar. Se o time de futebol venceu, vamos tomar uma; se perdeu, vamos tomar duas. E assim bebe-se o ano inteiro, sem que se perceba. Há os que bebem pouco, os que bebem muito e os que nada bebem. Quanto aos que não bebem, a qualidade de vida deve ser bem melhor e por isso lutam para se manter com saúde. Os que bebem pouco conhecem o seu limite. Os que bebem muito preferem assim e por isso continuam a beber cada vez mais, sem limites, não admitindo que ninguém os faça parar ou mudar de ideia. Talvez, neste momento, por petulância, estejam bebendo e fazendo um brinde à Lei Seca.

Celso Pereira Lara