sábado, 17 de agosto de 2019

544- Pedir socorro é um ato legítimo

Um país controlado por criminosos eleitos pelo povo, que atuam no Congresso acobertado pelo judiciário, sedentos pelo poder dessa República para acabar com o que ainda resta. Essa é a situação em que se encontra o Brasil.

A oposição está com a sua bateria em plena carga, com os seus canhões apontados e a disparar diariamente contra os alvos chaves do governo, com o objetivo de destruir a governabilidade de um presidente eleito democraticamente nas urnas. O inconformismo pela derrota não permite que eles fiquem acomodados até as próximas eleições. Resistir é a principal arma utilizada para lutar contra a direita instalada no poder, e a resistência se encontra em todas as instâncias do governo. São os falsos poderes da República atuando com revanchismo!

O que os parlamentares têm feito ultimamente é um verdadeiro acinte ao povo brasileiro de bem. Utilizam-se dos mais sórdidos artifícios de caráter prejudicial, seja ao protelar ou desidratar projetos de governo importantes para o país, como a reforma da Previdência e o Projeto Anticrime. Por outro lado, o Projeto de Lei de Abuso de Autoridade, criado pelo Senado, é nitidamente uma vingança contra a Operação Lava Jato! Fazendo-se de vítimas de perseguição política, deputados aprovaram o texto de forma sorrateira, pois tinham a certeza de que as investigações chegariam até eles. A todo instante se observa que os criminosos estão ficando cada vez mais blindados. Sabedores de que as investigações poderão chegar até eles, tentam de todas as maneiras aniquilar a maior ação de investigação sobre corrupção e crime organizado, conduzida até hoje no Brasil pela Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. Os ataques à Lava Jato são frequentes e cruéis, desde a sua criação!

Fala-se muito em harmonia e independência dos três poderes, exaltam muito o respeito à democracia, limites de competência, princípios constitucionais etc., entretanto, exorbitam dos seus próprios limites, com suas decisões autoritárias, como se fossem soberanos da nação. Tudo em nome da manutenção dos governos anteriores, onde a corrupção e lavagem de dinheiro predominavam. Atualmente, os verdadeiros inimigos são aqueles que combatem os crimes: a Lava Jato, a Receita Federal, a Polícia Federal, Procuradores da República e tantos outros. Esses são os verdadeiros perseguidos na nova República. O país da inversão dos valores, onde os criminosos querem prender os juízes.

A balbúrdia que os ministros do STF vêm causando ao país é algo surreal. Tomam decisões arbitrárias, estapafúrdias, agindo como se fossem verdadeiros déspotas, ao contrariar decisões de outros poderes da República, principalmente as da Lava Jato, causando insegurança jurídica. O Supremo pratica um governo paralelo, e a soltura de Lula é uma possibilidade que poderá ocorrer a qualquer instante, numa canetada autoritária do ministro Toffoli, para o qual já está em fase de conclusão um pedido de impeachment.

Falam muito em defender a democracia, mas eles são os primeiros a praticar atos antidemocráticos. É assustador ver tudo isso acontecendo simultaneamente nas esferas política e judiciária, com objetivos claros de rebaixar a governabilidade do presidente. As verdades ditas por Bolsonaro incomodam muito mais do que as mentiras ditas pela esquerda, e elas provocam pânico naqueles que fazem parte da resistência ao governo. O presidente Bolsonaro é militar, político e estrategista, ele sabe muito bem dos ataques que vem sofrendo. Ainda há quem diga que temos instituições maduras, plenamente funcionando. Funcionando para quem? Estão corroendo os pilares da democracia, e a paciência do povo já atingiu o limite do suportável. Para que esperar mais um pouco, se os golpes aplicados ao governo, em nome da resistência, estão cada vez maiores e mais sofisticados?  

Grande parte do povo brasileiro absorveu os efeitos pedagógicos daqueles que costumam dizer que ficam arrepiados só em pensar no tempo dos governos militares. Quanto mais quando se ouve alguém dizer que a intervenção militar se faz necessária na atual conjuntura. Tortura nunca mais, diriam eles convictos e raivosos, denunciados pela expressão facial e pelo tom das palavras! Golpistas e fascistas seriam gritados, certamente.

O regime militar pode ter sido tenebroso, sombrio para algumas centenas de militantes na política, diretórios acadêmicos, sindicatos e outras agremiações de domínio político-partidário, assim como os próprios parlamentares suspeitos de atuação em movimentos subversivos. Talvez tivessem sido vítimas de suas intenções nada democráticas, diferentemente do restante do povo brasileiro que seguia a vida normal, trabalhando e produzindo para o país, como se o regime “ditatorial” não existisse, apenas a ordem e o progresso. Essa é a grande diferença!

Talvez a oposição não acredite, mas tudo caminha para uma intervenção militar. Câmara, Senado e STF, em acordão ou complô, estão conspirando abertamente, sem o menor pudor, contra a Lava Jato e o governo Bolsonaro! Por causa disso, vários recados já foram dados ao Supremo pelos generais do Exército. Mais uma vez, a manifestação do dia 25 será a favor da Lava Jato e Dallagnol, e contra o STF. Temos que aproveitar o 25 de agosto - Dia do Soldado - para clamar por intervenção, pois essa é a melhor oportunidade! O Senado não tem moral suficiente para impedir que o Supremo continue extrapolando de seus limites, agindo de maneira autoritária, e, dessa forma, a responsabilidade passa a ser das Forças Armadas. As atribuições delas destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem. Por isso, teríamos que provocá-las com a presença de multidões nas ruas e porta de quartéis.  Lembrando que o STF já foi cassado em 1968, em favor da Segurança Nacional. O presidente Costa e Silva cassou três ministros do STF por concederem habeas corpus a criminosos comunistas. Clamar por socorro aos militares federais é um direito do povo.

Na próxima manifestação de rua, se não for para pedir intervenção militar, eu pretendo ficar em casa!

       Celso Pereira Lara

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