domingo, 24 de maio de 2015

414-O que mais está faltando?


Palácio do Planalto será sacudido pelo povo, e o governo entrará em pânico, porque a permanência no poder estará colocada em risco!

Para o ajuste fiscal, o corte de 70 bilhões atinge PAC, Saúde e Educação.  Houve cortes de benefícios, programas sociais, direitos trabalhistas e aumento de impostos, mas os seus 39 ministérios e os mais de 113 mil cargos da companheirada seguem intocáveis. Contudo, os gastos do governo continuam aumentando. O que dizer da proposta de construção de novo anexo (shopping) da Câmara dos deputados, ao custo de R$1 bilhão? E do balanço trimestral da Petrobras, divulgado na semana passada, que não reflete a realidade? E do veto da presidente ao texto que quebrava sigilo em financiamentos do BNDES? Quanta enganação!

Não bastasse isso, por muitos anos o povo vem sendo traído por uma oposição de fachada. Na realidade, os eleitores estão fazendo o papel de marionetes. Pouquíssimos são os políticos que se apresentam, corajosamente, com atitudes de clara discordância com os atos do governo petista. E o fazem no Congresso, nas entrevistas de jornais e TV, e muito mais nas redes sociais, porque são parlamentares com posturas transparentes e representam verdadeiramente os seus eleitores. Os outros são oportunistas.

Os políticos dos partidos de oposição formam um elenco para um grandioso espetáculo circense, onde o palhaço é o povo. O comprometimento com os malfeitos do governo é o que impede a oposição de exercer o seu papel. Por isso é que o governo se arrasta no poder, num mar de lamas ou de petróleo, sem nenhuma ameaça à vista. Todos estão num só barco. Então, na certeza de que os seus representantes eleitos são traidores, o povo tomou a frente para tentar libertar o Brasil das amarras do petismo. O que se observa é uma falsa oposição, conivente com a irresponsabilidade governamental, que prefere manter-se sugando as tetas do governo à custa do sacrifício da população. Uma confirmação de que no Brasil não existe oposição, e o PT poderia perpetuar-se no poder. O opositor Aécio se defende alegando que “não há recuo, mas estratégia” nas sombras das manifestações. Se de fato isso for verdadeiro, vamos ver o que vai acontecer durante e após a esperada megaocupação do Planalto no dia 27.

O Movimento Brasil Livre e a Marcha pela Liberdade saíram juntos de São Paulo, em 24 de abril, e, finalmente, chegarão ao seu destino na data marcada. Já foram percorridos mais de mil quilômetros para chegar ao Planalto. Num primeiro momento, o objetivo foi atingido, apesar de a mídia (amordaçada) não fazer nenhuma menção em suas notícias diárias. O acompanhamento se deu pelas redes sociais, como sempre, e ainda bem - para desespero do governo que ainda não conseguiu calar a voz do povo pela internet -, pois as articulações dos internautas insatisfeitos vêm sendo feitas pela web desde a primeira manifestação de rua, em junho 2013.

O cumprimento da primeira etapa, enfim, se dará pela chegada à Brasília, mesmo com as diversas ameaças de confronto feitas, durante o percurso, pelos movimentos sociais (exércitos do PT) que defendem o atual governo, e de outro acidente grave, na noite de sábado (23), causado por motorista embriagado, envolvendo o coordenador Kim Kataguiri e uma participante (parece que agora a notícia sairá na mídia). Faltam apenas 4 dias! Tentaram a todo custo impedir que a caravana prosseguisse, mas foi tudo em vão. Os cães apenas ladram! A determinação falou mais alto, sem essa de ter que receber 30 reais e um sanduíche de mortadela. Uma caravana que vai cumprir a sua meta baseada em movimento popular espontâneo, apartidário em essência.

Num segundo momento, respaldado pela mega manifestação popular e após alguns discursos inflamados que certamente irão acontecer em Brasília, o objetivo maior é protocolar o pedido de impeachment de Dilma, acusando-a de "imperícia, omissão e negligência", sob os gritos de Fora Dilma, Fora PT. 

Celso Pereira Lara

sexta-feira, 15 de maio de 2015

413- Um computador chamado Brasil

A placa mãe, considerada o elemento mais importante de um computador, é a responsável pela união e funcionamento de todos os periféricos nela instalados.

Quando essa placa não funciona a contento, os problemas começam a aparecer, comprometendo a performance de outros componentes, até chegar ao estado de paralisia total. Para que o computador funcione bem, é necessário que todos os hardwares e softwares estejam bem instalados e compatíveis para que sejam reconhecidos pelo sistema operacional.

A Presidência da República bem que poderia ser comparada a uma placa mãe, pois cabe à presidente administrar os hardwares, representados pelos 39 ministérios, e os softwares, interpretados pelos programas de governo. Nela, ficam hospedados movimentos sociais e base aliada, e, enquanto todos estiverem interagindo, tudo vai bem!

O processador, um componente capaz de processar dados, é o motor, o cérebro da máquina, e poderia ser representado pela Casa Civil. Pelo fato de estar ligado diretamente com a Presidência, o Chefe da Casa Civil é o ministro mais importante do governo, e o seu trabalho tem que ser altamente confiável. Por falta de ética ou por envolvimento em maracutaias, alguns processadores já foram substituídos nesse computador, inclusive, por outros piores.

A fonte do gabinete, encarregada de levar energia elétrica à placa mãe e seus periféricos - sem energia nada entra em funcionamento -, seria mais bem representada pelo povo, uma poderosa ferramenta capaz de eleger um presidente ou mesmo provocar o seu travamento. A fonte de alimentação do governo é sustentada pela energia advinda dos impostos pagos. Quando as ações do governo apontam para as áreas de Saúde, Educação e Segurança Pública, e os resultados aparecem satisfatoriamente, a população permanece silenciosa, em stand by. A fonte, então, trabalha sem sobrecarga.

O monitor é a tela onde aparecem as informações processadas. Ele representa a transparência das ações do governo. Por compromisso com a democracia, deveriam ser mostrados na tela os empréstimos sigilosos do BNDES, os cartões corporativos do Planalto etc.

O antivírus é considerado um programa criado para manter o computador seguro, protegendo-o de programas maliciosos que buscam as invasões, apagar gravações, destruir informações, alimentar-se dos recursos públicos. Alguns exemplos de vírus que infectam o computador: MST, MTST, CUT, UNE, ONGs, mensalão e petrolão. Há muito tempo o antivírus anda ineficaz, e, até o momento, não foi criado um programa capaz de proteger o computador da corrupção, dos descaminhos e das mentiras.

O no-break é outro componente essencial, que mantém o computador funcionando por pouco tempo na falta de energia elétrica. A sua procura tem sido cada vez maior, dada a expectativa de apaguinhos e apagões, causada pela crise energética. Os aumentos extras na conta de luz recaem nos bolsos do povo em forma de no-break.

O Brasil se assemelha a um computador que não aceita mais upgrade. Ficou impossível trabalhar com ele. Está totalmente inoperante! Seria necessária a aquisição de novas peças para montar um computador robusto, com sistema operacional democrático para rodar programas que atendam às necessidades da população. Só não pode esquecer-se de instalar um bom programa antivírus!


Celso Pereira Lara